Um Café Curto

9 Comments



Uma curta notícia online no site do Expresso das Ilhas diz assim:


«A equipa gestora do Auditório Nacional "Jorge Barbosa", um consórcio formado pelas empresas PBS, JMiranda Produções e Arte Comum, pretende transformar o Auditório Nacional no maior pólo de cultura de Cabo Verde, e contribuir para colmatar a falta de locais de lazer e de oferta cultural e artística na cidade da Praia.

Para concretizar esta pretensão, a nova equipa gestora pretende incrementar anualmente, uma produção cultural assente em produções próprias, co-produções, parcerias e acolhimentos nos domínios musical, teatral, da ópera, da dança e do novo circo (direccionado à criançada).»



Comentário Cafeano: maior pólo de cultura de Cabo Verde? Produções próprias? Música, teatro, dança, ópera (sim, ópera!) e novo circo (que por acaso até tem pouco a ver com «criançada»)? Maravilha! No que eu puder ajudar, já sabem, mas não se ofendam se o meu Santo protector, nestes coisas, fôr o sempre conveniente S. Tomé.




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9 comentários:

Anónimo disse...

Vamos lá ver onde vao estas produçoes "privadas", continuo a achar que o Auditório Nacional merecia alguém mais sério à frente, conhecedor das realidades culturais que precisamos cá!!!

Adorei o "Novo circo" , criançada...:)

Será que se referiam às artes circenses?? nao seria mais isso?

Teatrakacia disse...

Não ligues rapaz! São os devaneios que alimentam uma réstia de esperança... quando as coisas, decididamente, não estão a funcionar!

João Branco disse...

Anónimo, a designação «Novo Circo» existe mesmo e é das disciplinas das artes do espectáculo mais fascinantes da actualidade. Está relacionado com a adopção de técnicas circenses em espectáculos «de palco», teatrais. Um pouco a transposição do universo do circo popular, para a linguagem teatral. Muitos dos mais incriveis espectáculos feitos por esse mundo fora hoje são de Novo Circo (pode incluir técnicas de acobacia, magia e clowns, ou seja, técnica dos palhaços). Agora não são, necessariamente, espectáculos para crianças, mas sim para um público muito mais abrangente.

Tchá, vou acender uma vela por S. Tomé. Bora lá?

Anónimo disse...

Lololol...

Joao eu sei, que nao tinha nada a ver com criançada!!!
Sei o que é o Novo Circo, mas obrigada pela tua explicaçao, já fica para quem nao souber. Além disso, o saber nao ocupa espaço e nunca sabemos tudo sobre nada. Como diria uma comentadora assidua do teu blog, a nossa experiencia é apenas uma particula das experiencias do mundo.

Posso acender uma vela com vocés???

Abraço nada margoso...

João Branco disse...

Anónimo, neste caso em particular, todas as velas são bem-vindas!

Tey Alex SilFonSoares disse...

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Bom.. aminah intencao era deixar a minha vela... Mas mais interessante do que ser cliché e dizer que "já vi este filme", é indagar como é que um filme que nunca chegou ao fim, pode estar na versao 300??

Margarida disse...

João com te entendo. Ver para crer é a melhor atitude de quem já viu muita coisa... e não viu outras tantas que era suposto ter visto. Uma coisa é certa, o auditório precisa de alma, de vida e de agenda, precisa também de coragem para combater os clichês do costume... e aquelas pessoas que já fazem parte da "mobilia" do auditório.

Não sei se privatizar foi a melhor opção para "democratizar" a cultura na capital...

Let's see

João Branco disse...

Nada contra a nova equipa de gestores, mas para mim privatizar o auditorio nacional é como se privatizassem o hospital central da Praia, com o argumento que assim sim, os cuidados de saúde chegariam a todos... Tal como está a fazer em muitas outras áreas, na cultura também há que assumir as responsabilidades. Digo eu.

Neu Lopes disse...

Quem sabe, quem sabe...
Diz-se que a esperança é a última a morrer, mas a primeira a matar.
De qualquer forma coragem e muita paciência para quem está com a abóbora quente.