Estende a tua mão

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Estende a tua mão contra a minha boca e respira,
e sente como respiro contra ela,
e sem que eu nada diga,
sente a trémula, tocada coluna de ar
a sorvo e sopro,
ó
táctil, ininterrupta,
e a tua mão sinta contra mim
quanto aumenta o mundo

Herberto Helder in «A faca não corta o fogo»


Bom fim-de-semana


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7 comentários:

Anónimo disse...

gostava de ver a reacção da caricata entrevista da directora do Centro Cultural do Mindelo no Expresso ...

Autocensura conivente será a explicação para o silêncio?

Num país "normal" o teor dessa entrevista iria provocar um estado de sítio e demissões em cadeia ...

João Branco disse...

Não houve nenhuma auto-censura. Não achei que a entrevista trouxesse nada de novo...

Mas desafio o Anónimo, seja quem for, a sustentar a sua posição, e me explicar porque aquela entrevista provacaria estado de sitio e demissões em cadeia... Estado de sítio, onde? Demissões em cadeia de quem?

Sinceramente, na área da cultura vejo coisas bem mais graves quase todas as semanas...

Teatrakacia disse...

Quanto ao poema, Lindo!!!

João Branco disse...

É isso mesmo, Tchá. Obrigado.

João Branco disse...

Anónimo, então? Estou à espera. Ou temos por aí um pouco de auto-censura (mesmo que Anónima)? :))

MYA disse...

Sabes uma coisa que gosto muito no teu blog ?? A capacidade que tens de fazer "upload" de certos ficheiros que estão guardados no meu cerebro.
Este poema, para mim, é um "ligador". Sensaçao muito boa mesmo.

João Branco disse...

Fixe, Mya!