Cafeína

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«Falando com toda a franqueza, sempre pensei que o cabo-verdiano estava bem adiante, que era capaz de compreender um conjunto de ideias e valores, sem mais. Hoje eu acho que não. Eu hoje acho que é preciso um trabalho para que as pessoas voltem a recuperar um conjunto de valores que nós perdemos. Perdemos valores como mérito, o esforço, o trabalho que marcaram toda a saga do cabo-verdiano. Como disse o senhor Primeiro Ministro, se eu puder burlar o Estado, eu burlo, se eu puder não pagar imposto, não pago, e assim sucessivamente.»

Carlos Veiga, ex-Primeiro-Ministro de Cabo Verde


Fotografia de Benjamim Vieira «E agora?»




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9 comentários:

Anónimo disse...

Falou e disse! Concordo e assino por baixo!
Ana

Kuskas disse...

Concordo com o CV. O cabo-verdiano já FOI trabalhador e esforçado.

Agora é a lei do menor esforço que impera.

Eileen disse...

Já tenho dito isso várias vezes, e sequer sou exactamente do tempo em que esses valores existiam mesmo. Acho que ouvi falar neles... concordo inteiramente.

João Branco disse...

Três opiniões favoráveis. Parece que estamos (quase) todos de acordo. Mas o que fazer para gerar essa autêntica revolução de mentalidades de que o país precisa?

Miguel Barbosa disse...

O que correu mal, então?

João Branco disse...

Boa pergunta, Miguel!

Teatrakacia disse...

Liberdade, igualdade, fraternidade! Sem isso, e é esse o mundo que criamos, não se consegue educar na base dos bons valores... e falta 'paz de espírito' para o conhecimento, a sabedoria, o reflectir, o pensar para fazer bem, e melhor. A culpa é desta geração de pais que não soube passar os valores, preocupada que estava com outros interesses...
Digo isso por estar de acordo com o Dr. CV. E isso nota-se todos os dias, a diferença de reacções, por exemplo, no simples circular de viaturas e de peões, nas nossas cidades.

João Branco disse...

Nem mais, Tchá! E o que podemos nós fazer?

Anónimo disse...

Eu fui (sou) uma fã do advento da democracia, do fim do partido unico, da ditadura e etc. Mas quer-me parecer que a ânsia da liberdade, os motes tais como "dêxa cabra na tchada di cê manêra", "dêxa povo bai di cê manêra", deve ter provocado esta perda da noção do que é apropriado, das regras fundamentais, do rigor, do empenho. Conquistamos muita coisa, mas perdemos outras, confundindo democracia com selvajaria, arruaçaria, cada um na sua, quero lá saber se incomodo o proximo, que se lixe o Estado, como é do Estado deixa-me "mamar", enfim... e descambámos nisto! Obviamente há muitos outros factores, mas eu assinalava este
Ana