Café dos Pobres

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Neste dia, inserido no Blog Action Day, parece-me pertinente repetir um post que coloquei aqui há três meses e que se enquadra na perfeição no tipo de reflexão que defendo para este movimento.

Então cá vai:

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena vila de 100 pessoas, poderia observar-se a seguinte distribuição:
  • 57 Asiáticos
  • 21 Europeus
  • 14 Americanos (norte e sul)
  • 8 Africanos
  • 52 mulheres & 48 homens
  • 70 pessoas de cor & 30 caucasianos
  • 89 heterosexuais & 11 homosexuais
  • 6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
  • 80 pessoas viveriam em más condições
  • 70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
  • 50 passariam fome
  • 1 morreria neste dia
  • 2 nasceriam neste dia
  • 1 teria um computador
  • 1 (apenas um) teria instrução escolar superior



Pergunta Cafeana: quando olhas para o mundo nesta perspectiva, consegues perceber a real necessidade de solidariedade, compreensão e educação? E será que algumas das pessoas que acumulam mais riqueza no mundo, nomeadamente nos EUA, vão receber algum do dinheiro com que a administração Bush resolveu ofertar os bancos e seguradoras? A mim, sinceramente, nada mais me espanta.







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2 comentários:

Sisi disse...

Esta perspectiva, se calhar, ajuda muitas pessoas que vivem no seu planeta "UMBIGO", mas se és uma pessoa minimante atenta àquilo que passa a tua volta ñ precisas ir por aí. Sinto triste e ao mesmo tempo revoltada, quando vejo por exemplo os artistas americanos fazerem tanto exibicionismo dos seus diamantes,e tudo o resto (topo de gama, claro), qdo podiam gastar um pouquinho em causas sociais e humanitárias. É claro que ñ vammos ser injustos e temos que reconhecer que há aqueles que fazem muito, nomeadamente a Angelina e o Bono, mas infelizmente são uma raridade. Também há que frisar que ñ são só os artistas que esbajam dinheiro, quando outros passam fome, existem muitos anónimos por aí que podiam contribuir de alguma forma, e não digo apenas com dinheiro, pois há imensas formas de ajudar essas pessoas mais necessitadas. Fico extremamente indignada, quando no metro,por exemplo, passa um dificiente pedindo ajuda e as pessoas ficam te olhando como se fosses um ET só pq deste uma moeda a esta pessoa. Alegam que estão fingindo, é verdade muitos estão, mas há que saber distingui-los.
Por outro lado, existe a parte negra destas campanhas de ajuda que muitas instituições desencadeiam. As pessoas, as vezes, nem vêem a cor daquilo que foi arrecadado.
Concluindo, penso que tudo isto tem a sua base na educação que está sendo trasmitida hoje em dia, tanto por parte da família, da escola e da própria sociedade. São muitos valores que se perderam e muitos não sabem hoje o significado de solidariedade e compaixão.Contudo, penso que a maior falha está naquilo que em psicologia social é designado de "efeito espectador", ou seja, nós tendemos em ajudar menos quando sabemos que existem outras pessoas que podem ajudar. Desta forma torna-se um ciclo vicioso, pois se todos pensarmos assim, no final ninguém faz nada.

João Branco disse...

Excelente comment, Sisi