Moeda Cafeana

14 Comments




Cara (Oposição): blá, blá, blá, blá… Sr. 1º Ministro, para resumir, estamos tão mal que até as universitárias já têm que se prostituir!

Coroa (Situação): O Sr. já nos habituou às suas distorções da realidade… blá, blá, blá, blá, blá. O Sr. deveria antes dizer que estamos tão bem que até as prostitutas já são universitárias!!


Imagem: fotografia de Pavel Biryukov



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14 comentários:

Eileen disse...

Péra aí. Toda a gente sabe que isto se deu em Cuba... nós não estamos assim! Ou estamos?

João Branco disse...

Olha, Eileen, eu não conhecia esta «estórea». Lia num comentário de um post de um blogue e achei piada. Por acaso, até estava transportado para a realidade portuguesa. Isto não tem a ver com Cabo Verde no sentido estrito. Mas é de certa forma um fenómeno global, ou não? A oposição vê o copo meio vazio, a situação vê o copo meio cheio. No fundo, depende tudo do ponto de vista. O Eistein é que tinha razão!

Anónimo disse...

Esta realidade já é a de Cabo Verde. Sabe-se, pelo menos aqui na Praia é mais ou menos confirmado, que muitas alunas da Uni-Piaget pagam as suas propinas utilizando expedientes que enfim...estão muito proximos daquilo que universalmente se considera "prostituir". Incluso, ouvi há dias um comentário de que uns "tios" a troco do pagamento de propinas, têm umas namoradinhas geitosas, que inclusivamente habitam com eles de cama e mesa, oferecendo igualmente os seus bons préstimos como faxineiras. Como dizia o JB, cientistas sociais saiam do ar condicionado e venham estudar esta realidade palpitante...desconcertante!
Ana

João Branco disse...

Ana, o teu comentário não só é elucidativo como é chocante! Há tanta coisa acontecendo bem debaixo do nosso nariz e nós aqui, como se não fosse nada connosco, nao é?

Eileen disse...

Esperem aí. Uma mulher que mora com um "tio", toma conta da casa, dá-lhe carinho, amizade, sexo, etc etc e ele em troca paga-lhe as propinas... isto rapidamente sai da esfera simples da prostituição e entra no sistema de trocas que cantava a Madonna no filme Evita. Há quem pense que qualquer mulher que seja sustentada por um homem se está a prostituir... mesmo uma dona de casa. Bota relativo nisto, Einstein!

João Branco disse...

Eileen, dá que pensar. E vale uma cafeana para amanhã. Abraço fraterno!

Anónimo disse...

Ó João lá estas tu a cafeínar-nos.
Abri depressa o café iiii "deparo-me-te" parafreseando o meu gémeo Txiska, com esta. Lembras-te da nossa conversa naquele dia do nosso café de verdade com a Eile... «há muita hipocrisia perfumada neste país».
Nha boka ka sta lâ!
KKBB

João Branco disse...

Hiiii, ui, ui!

Sisi disse...

Já ouvi boatos parecidos, sobre estudantes de CV aqui em Portugal, se é verdade ou mentira isto ñ sei.

João Branco disse...

Sisi, em 90% dos casos não passa de riola de kriol... digo eu!

Johnny disse...

Jon, meu homónimo, entendi essa tua anedota e vi o contexto em que querias entrar, o ponto de vista que cada um vê as coisas. Mas como se vê pelos comentários, rápidamente foram para o aspecto social da coisa. Quanto à isso, digo-vos: em Cabo Verde desconheço tal realidade, mas não me estranhava nada, nada mesmo, (mas olhem que a Eileen tem razão, há que ter em atenção ao ponto onde termina a ajuda escolar e onde começa a prostituição); cá em Portugal, É UMA REALIDADE, não tenho essa certeza por ter pago por sexo com propinas, mas sim por ter tido uma colega de carteira na Fac. que deu a cara para um artigo numa revista local há uns anos atrás. E se há caboverdeanas aqui em Lisboa a fazer isso, hoje não sei, mas há certa de 7 anos atrás uma amiga minha confessou-me tê-lo feito várias vezes. Como foi mau essa altura, ainda lembro-me do encontro com o Pedro Pires em que todos os estudantes queixavam-se do atraso das bolsas de estudo...

João Branco disse...

Sinceramente, esse tipo de «miséria» há um pouco por todo o lado, e se formos ver friamente, a % das pessoas que se juntam ou casam por amor mesmo é muito pequena.

Anónimo disse...

A prostituição nas faculdades é um fenómeno que acontece em muitos países. Recordo-me particularmente de Coimbra e de três universitárias (portuguesas) que se formaram e montaram uma empresa import/export que encobria uma rede de prostituição de luxo. Ou de Cascais em que uma jovem respondeu à PSP que estava na prostituição porque o pai só lhe dava 500€ de mesada...
Não estudei com bolsa e lembro-me de lavar escadas e descarregar estrume para aumentar a mesada dos pais... cada qual escolhe o seu caminho, não é?!

João Branco disse...

Resume bem tudo isto: cada um escolhe o seu caminho. Mas por vezes, isso é mais complicado e certos caminhos acabam sendo-nos impostos. Ou não?