As Maçãs

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          Da alma só sei o que sabe o corpo:
          onde a esperança e a graça
          aspiram ao ardor
          da chama é a morada do homem.

          Vê como ardem as maçãs
          na frágil luz de inverno
          uma casa devia ser
          assim: brilhar ao crepúsculo
          sem usura nem vileza
          com as maças por companhia.

          Assim: limpa, madura.

          Eugénio de Andrade



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4 comentários:

zito azevedo disse...

Assim: limpa, madura...e verde!
Zito Azevedo

Tina disse...

Ou a maçã não seria o fruto proibido no Paraíso...

JB disse...

Zito, não se inventarem maçãs azuis... nem céus verdes... :)

Tina, e quem bem sabe mordê-la!

tchalester@gmail.com disse...

Fico contente. Creio que é das poucas vezes que as pessoas comentam poesia

Bravo!!!!