Cafeina: um murro no focinho

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"Uma constatação crua, mas verídica, se nos impõe, com o impacto de um murro no focinho: a maioria esmagadora dos muitos textos que foram submetidos à nossa apreciação e à de outros, de 1990 para cá, são textos que não merecem sair do limbo das gavetas donde foram, indevidamente extraídos. (...) Conviria não esquecer que a indigência de que padecem aqueles que se autoproclamam escritores, mas também se autoproclamam economistas, filósofos, juristas, investigadores, cientistas, etc.) não é gratuita, infelizmente. Na verdade, alimenta-se num tecido social permissivo, porque displicente e acrítico, que tudo aceita, e na inexistência de uma crítica que não se constitui por timidez ou compadrio, criando-se assim um vazio propício ao pulular de todas as pretensões."

Mário Fonseca - extraído do último artigo escrito (versão integral, aqui)




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1 comentário:

zito azevedo disse...

Enquanto houver maus leitores haverá,sempre,maus escritores... Mário Fonseca colocou uma mão cerrada sobre uma ferida que já será uma chaga...Cadê a cura?
Zito