Declaração Cafeana

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Anda por aí quem lamente que o Café Margoso não tenha feito ainda nenhuma declaração bombástica sobre a desistência do Jorge Santos, tão previsível quanto lamentável; sobre os desvarios de uma brasileira que ousou falar mal da culinária cabo-verdiana (!?); sobre a minha ilha que está um portento de linda com as chuvas caídas, sendo que há alguns lugares que, não fora o calor, nos faz parecer que estamos na Holanda; sobre a fantástica obra que representa a nova estrada Baía - Calhau, bela, bem concebida, com um traçado feliz e uma paisagem estonteante; sobre os novos desenvolvimentos do caso do navio russo que foi "capturado" em águas cabo-verdianas numa história mal contada que mete serviços secretos de vários países, tráfico de armas e outros quejandos todos no mesmo saco; sobre o estado das companhias aéreas a operar em Cabo Verde e a forma como (des)tratam a clientela de cada vez que um avião se atrasa por motivos operacionais ou temporais; sobre os crimes violentos e fugas de prisão que preocupam o cidadão comum, sendo que o que nos consola é que não tendo nada a ver com o tráfico de droga é pouco provável que acabemos com três tiros no meio da testa. E por aí fora.

Como se vê, assunto é coisa que não falta nestas ilhas afortunadas. Mas hoje, como infatigável romântico que sou e sempre serei, quero chorar em silêncio a morte do protagonista do filme "Ghost", que visto hoje assim à distância pode não passar de uma pimbalhada cinematográfica ou um zouke love da Sétima Arte, mas que marcou várias gerações, com aquela história de amor que vence a própria morte. Quem sabe se lá onde estiver, o actor Patrick Swayze possa visitar os seus fãs tal como fez com a sua amada na referida trama, ou aqueles que se emocionaram com o belo romance que ele viveu no ecrã com a personagem criada por Demi Moore, que tem aqui um dos seus mais interessantes papeis enquanto actriz, isto se descontarmos a sua escultural actuação em Streap-tease que, por razões óbvias, está no topo das preferências.

A verdade é que no dia do desaparcimento físico de Patrick Swayze, nunca é demais lembrar esse memorável e completamente piegas "Ghost", que entra (já lá estava, certamente) para a lista dos filmes mais românticos da história do cinema mundial. E que vivam os amantes apaixonados porque deles será o Reino dos Céus.






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3 comentários:

Catarina disse...

Oh João! nem imaginas a lágrima tímida no canto do olho, nem o baque que senti no meu peito quando soube logo de manhã :-(

Com 10/11 anos assinava Catarina Swayze Cruise Priestley e tinha as paredes do quarto cobertas de poster do Patrick Swayze lolllllll

Eu e as mihas amigas passávamos tardes a rever a última cena do Dirty Dancing do qualsabia todas as falas e músicas de cor!!!

Parece que foi ontem!!!! Não sei se estou triste por ele ou por mim... sim, é mito, muito pimba - mas marcou uma época minha e, pelo que tenho visto, de muita gente!

JB disse...

E do footlose, lembras-te? :)

Tina disse...

E o Dirty Dancing...