Perguntas Cafeanas

7 Comments



Quando damos uma esmola a alguém na rua, estamos mesmo interessados em ajudar, ou é apenas uma forma de não pensarmos muito nessa coisa chata que é a miséria dos outros, pelo menos durante algum tempo?



À melhor resposta, ofereço um café





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7 comentários:

Dundu disse...

Acho um pouco dos dois.
É claro que não é uma ajuda "sustentavel", mas muitas vezes contribuímos para a alegria de alguem, ainda que temporária (como tudo na vida).
Por outro lado, deixa-nos com uma sensação de dever cumprido, o que pode soar bem oportunista.
Não dou esmolas (aqui refiro a dinheiro) a crianças e a adultos que podem trabalhar.
Mas a velhos e deficientes fico contente em contribuir, seja lá o que isso vá significar na sua vida/felicidade.

Sisi disse...

Acho que varia de pessoa para pessoa. No entanto, mesmo assim é melhor o segundo caso do que simplismente ignorar esta miséria.

Redy Wilson Lima disse...

A maioria está interessada em poder dizer a si mesma que fez uma boa acção e com isso abrir uma pequena porta no cêu.

João Branco disse...

Confesso: não tenho por hábito dar esmolas. Muito menos, como disse o Dundo, a quem pode trabalhar e fazer pela vida.

Mas tem uma velhota, sempre sentada numa soleira de porta da Rua de Lisboa, com o seu canhoto na boca, a quem dou sempre que posso uma moeda de 50 escudos. É uma espécie de fetiche. Cada vez que me vê faz aquela festa, olha-me com uns olhinhos de cão triste e beija a moeda quando lha entrego, com um «ba ka Deus, nha fidjo» que me dá algum consolo. A Rua de Lisboa fica vazia quando ela não está, ali sentada, com as suas bolsas de plástico...

MYA disse...

Olha Joao, uma das coisas que tenho muito medo.
Usualmente dou - depende da faixa etaria - e sigo meu caminho a pensar no assunto.
Nao é nada bom, mesmo nada.

João Branco disse...

E tens medo do quê?

MYA disse...

Da miséria generalizada a todos os niveis.