Café de Bronze

2 Comments


Cabo Verde sobe dois pontos no inovador índice Ibrahim de Governação Africana, e classifica-se num honroso 3º lugar, com uma pontuação de 73.1 em 100 possiveis. Para quem não sabe, o Índice Ibrahim de Governação Africana é uma classificação nova e completa dos países da África sub-Sahariana que foi criada com a finalidade de fornecer critérios objectivos com base nos quais os cidadãos possam chamar os respectivos governos à responsabilidade e estimular o debate sobre a governação em toda a África sub-Sahariana e por todo o mundo.

Este é um projecto da Fundação Mo Ibrahim, que tem como objectivo fortalecer a governação em África para melhorar as vidas dos africanos em toda a parte, mede a oferta de resultados políticos chave que são organizados em cinco categorias principais. No seu conjunto, estas cinco categorias de resultados políticos proporcionam uma definição de boa governação.

    • Protecção pessoal e segurança
    • Estado de direito, transparência e corrupção
    • Participação e direitos humanos
    • Desenvolvimento económico sustentável
    • Desenvolvimento humano

No total, são aplicadas a cada país 58 medições diferentes para gerar cinco pontuações de categoria. A média destas pontuações de categoria gera uma pontuação global do país que serve de base para uma classificação final.

Esta notícia é importante, dada a forma séria e bastante rigorosa - pelo menos assim parece - com que se chega a esta classificação. De realçar que à frente de Cabo Verde apenas estão a Martinica e as Sheychelles.

Ver o relatório completo aqui


Nota cafeana: na pesquisa no google, encontrei uma figura, que simboliza este mesmo ranking, da autoria do site do The Economist. Não só o nome de Cabo Verde não aparece, como há um hiato entre o 3º e o 5º lugar. Supõem-se que aquele «buraco» pertença a Cabo Verde. Um duplo erro: não só Cabo Verde em 2005 já estava em 3º, como o facto de não estar referenciado na figura soa estranho demais. Coisa de anglófonos?






You may also like

2 comentários:

Virgílio Brandão disse...

João,
sobre o Relatório há muito que dizer... mas não vou abusar da tua paciência a ditirimbar sobre isso, não.

O link que tens aí no post não é do Relatório, mas sim de um dos Anexos do mesmo. Para leres o Relatório completo, há que aceder a este link:
http://www.moibrahimfoundation.org/index-2008/

Para o compreender, há que ler, também, os relatórios que servem de base ao mesmo e outros análogos (específicos em dadas matérias - este relatório é um documento composto), além de perceber a «lógica» metodológica do mesmo. É pena que, num país de juristas, economista e cientistas políticos, estas questões não sejam discutidas e analisadas com a acuidade e profundidade devidas.

O relatório, ao contrário do que se pensa, não expressa a realidade de CV hoje, mas sim de há dois anos (2006), além de que a metodologia do mesmo é, para mim, duvidosa na actual conjuntura internacional. Mas isso fica para depois, pois tenho de dormir. Tommorow is another day, como diria a Scarlet O´Hara.

Abraço fraterno

João Branco disse...

Virgilio, o seu a seu dono. Serás, certamente, mais avalizado do que eu para tirar conclusões sobre este inquérito. Sendo de 2006, parece-me razoavelmente actual. Mesmo se tivermos em conta a crise económica actual. E um terceiro lugar, é um terceiro lugar. Com o nosso espírito de bota-abaixo, se tivessemos abaixo na tabela, toda a gente falaria nisto e poucos poriam em causa o inquérito ser bem elaborado ou não!