Um Café Curto

12 Comments


Não é preciso fazer muitos dramas. Tudo é uma questão de hábito, já se disse. Agora é preciso passar a um próximo patamar. Tentar saber como aplicar isto no ensino, por exemplo. Com que dinheiro se vão fazer novos programas, acertar, definir e aprovar novas metodologias, publicar novos manuais de ensino (bilingues?). Enquanto isso não acontece, e vendo que o debate parece, finalmente, estar a tomar pulso na sociedade cabo-verdiana, nada como aprender alguma coisa das novas regras, mesmo que achemos que não servem ou não concordemos com elas. Mas sabendo efectivamente do que se trata, talvez possamos argumentar com um pouco mais de propriedade. Este sítio (aqui) é uma óptima solução. E kunhesimentu e medjor forma de kombatê prekonseitu.

A propósito, a conversa nesta Declaração Cafeana está muito interessante. Venham ver.



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12 comentários:

Amílcar Tavares disse...

Tive muito gosto em ver a mudança de discurso, indo além do trivial C vs. K e destoando da habitual pobreza no debate que anda por aí. Tenho dito.

Os meus parabéns.

João Branco disse...

Para a frente é que está o caminho. Seria bom que todos aprendêssemos com o debate. Todos, os que estão a favor e os que estão contra. Porque, como tenho repetido até à exaustão, não é a adjectivar que pensa diferente, que se consegue informar quem está mal informado, de forma a conseguir um consenso nacional numa matéria que é nacional. Há muita falta de pedagogia de parte a parte, essa é que é essa.

Elsie disse...

A esfera da educação é o ponto fuclcral desta discussão, pois a grande mudança vai começar por aí. E deste modo a questões que não vão querer calar:
- temos estrutura financeira para suportar a formação/preparação dos professores para ensinar em 2 línguas e editar livros pedagógicos na língua caboverdeana?

- temos professores capacitados motivados para aprender e ensinar?

- temos um corpo docente com competências para reestruturar todo um sistema de ensino e adaptá-la à mais um a língua?
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Parabéns à todos os blogues que levaram esta discussão ao patamar que realmente interessa...a oficialização em termos práticos.

Amilcar Aristides - TIDI disse...

boa joão, gostei da partilha. deixei o link do teu post aqui:

http://oslimarias.blogspot.com/2009/05/alfabetu-kabuverdianu-i.html

a ver se serena os ânimos.

abrx

Manu Moreno disse...

Não quero obscurecer a ideia de quem trouxe o ALUPEC, mas vejamos a palavra DJAGASSIDA(Quadro de resumo), pelo que eu sei e também tive oportunidade de perguntar e continuo a investigar não é um prato de Santiago, mas pelo oportunismo de quem o argumentou, está escrita em Criólo de Praia....Mais um motivo de que o Alupec é uma patetaria autentica...(cont)

ManuMoreno
Kel abçom di kuraçom!

lams disse...

Bom pessoal alguns vão me achar maluco e não vão concordar em nada com a minha opinião, mas acho que este não é o momento de oficializar o crioulo, acredito que o tema mereçe muito debate e que isso sirva de exercicio para os nossos linguistas e populaçao em geral . Mas penso que existem outras priordades ,pois o processo é caro implica muito dinheiro e queria entener que resultados práticos nesse momento poderia trazer para a nossa sociedade ,. Penso que agora o objectivo primordial é estruturar a universidade de cabo verde investir em cursos como medicina , pesquisas cientificas ,pois isso sim neste momento seria util e traria resultados práticos para o bem da nossa população.
Penso que esta é a hora de resolver os problemas estruturais do país, desculpem mas acho que a discussão em volta da lingua crioula e da sua oficialização é um discurso burocrático e político acabando-se por fugir sempre paa o bairrismo , que ao fim ao cabo é o que os caboverdianos gostam

João Branco disse...

É isso mesmo que é preciso, gente. A conversar é que a gente se entende. Abrasu.

Kiss-Flower disse...

Olá a todos
Estive a ler com atenção tudo o que foi escrito.

Sou portuguesa de gema, mas casada com Caboverdeano de Soncent.
Apercebi-me naturalmente das diferenças dos crioulos de cada ilha e claro, sendo casada com caboverdeana de Soncente terei de aprender primeiro essa vertente, pois reside ai uma parte da identidade cultural de cada um.
E também para conseguir transmitir e passar aos nossos Filhos essa identidade.
Após isso, essa estrutura base, passar então a apreciar e aculturar os outros crioulos.
Existe uma grande "guerra" entre sotavento e o barlavento, mais precisamente entre os "badios" e os "Sampjudo" no entanto somos todos caboverdeanos e ricos a nível desta variedade linguística.

Estive presente numa palestra promovida por uma Associação Caboverdeana de Carnide (ver meu post: http://kiss-flower.blogs.sapo.cv/27499.html).
E de facto alem da preocupação dos "K", na minha opinião é secundária, a base principal é a identidade cultural.
Essa sim, sendo eu Portuguesa, mas por opção quis obter a nacionalidade Caboverdeana, decidi que teria de abraçar tudo: o bom e o menos bom deste meu novo País que amo de coração e corpo.

A identidade Cultural é de facto a base para realmente saber se estamos no bom caminho ou não da oficialização do Crioulo.
O Português é importante, pois grande parte dos estudantes que terminam o 12º. ano vão para fora fazer a sua licenciatura e quais os países de destino? Portugal e Brasil, e qual é a base linguística? Português.
Internamente é que se coloca mais a questão da normalização da Escrita, pois para fora de Cabo Verde não se irá solicitar, por exemplo, a nível governamental qualquer coisa escrita em crioulo… esta será em português ou Inglês.

As crianças até 7-9 anos tem capacidades de aprender outras línguas, mas aqui coloca-se e já foi dito, a preparação dos Professores para tal.
Estamos á beira de um desafio enorme, e que é necessário efectuar mais estudos não só junto a Professores e Estudiosos na matéria mas sim á população, incluindo jovens.

Neste debate na Associação esteve presente José Hopffer Almada e ele veio esclarecer uma coisa importante: o ALUPEC pretende a normalização da escrita por todas as ilhas, e não a eliminação do crioulo da respectiva Ilha.

Todos nós sabemos que implementar algo assim, vai permitir internamente uma agilização de um processo e terminar com guerrinhas, como o que falei anteriormente: SonCente versus Santiago.

Temos coisas escritas lindissimas que não vão ser tocada e transformadas pelo ALUPEC pois seria destruir essa identidade cultural, temos sim de defender essa parte.

Outra coisa, é estimular e fomentar as discussões em sede própria e envolver a população, que antes da decisão governamental, temos de esclarecer e tirar partir dos conhecimentos do Povo.

Fico a aguardar mais discussões, mais esclarecimentos, mais debates para que haja um consenso acerca da implementação do Crioulo Escrito.
Mas… uma coisa é certa, precisamos de mais tempo para amadurecer e para implementar. Este estudo ainda vai no adro.

Bijim

Guy Ramos disse...

No komesa ta diskuti idioma kriole na linga kriole. No eskreve pa el pode ivolui spontaniamente. No ba ta inkontra prublemas y solusau na eskrita.

No ta feka ta fala de un kmida sen pol na boka el ta kaba pa vra friu y se destine e kmida de txuke. Ou es li ke stratejia de txeu jent li nes debate. Peta-l na lixe na devera? No ser mas razuavel. No deskuti razau y inpurtansia des tema sen pulitise de bar y alheie a nos propre dezinvolvimente kome pove y nasau moderna.

Txeu ja foi dzide. Txeu argumente bon, razuavel, mediukre, de konfrontasau, de konfuzau, teknike, etecetera(latin) ja foi aprezentode nese kafe y na otes banda des rede virtual.

Pesoas ja deskonpo kunpanher, ja tive lisau de mural li, konfuzau la, deskontentamente purrla ma txeu ves eskrite na purtuges. Sen faze desfeita de linga purtugeza ki e de meu tanben.

Ma no komesa ta eskreve na kriole. No dezasna mas . No esprimenta Alupek ou Alfabete Kabe-verdiane. Uza ortografia ke bo kizer pa no pode ter mas pone pa manga pa un deskusau mas na baze dakile ke no tita prokura.
Un ortografia padronizode pa no pode konprende kunpanher amdjor. Pa no pode fiksa patrimone kriol Kabe-verdiane na se propre idioma. Pa es katxupa ser temperode, de bon goste y nau eskaldiode y eskrite Cachupa. Mi cachupa N ka ta po boka na el. N ka sabe se busis tita konprende-me?

Nha konkluzau e ke ta izisti un mede de no ba kes kestau pa frente. no avansa pa no ka perde. mas se no spera, mas terrene purtuges ta ganha na kriol. `depos sin: Depos ka busis ben dze-me ke kriol e mas un dialet de purtuges. es faze pasa diaza y el tita regresa devagarin ke tude es zun-zun negative ma sen alternativa kontra un eskrita padronizode.

Ja no oia tonte tenp y inerjia pirdide nes kontradisau rejiunalista y saudozista sen pe sen kabesa?
Afinal u ki e ke no kre?
Para de kumenika na kriol y no vra ta fala so purtuges?

NUNKA!!!

Nhas jent, tita faltone es ilemente ortografike pa no pode da mas un pose pa frente y po ote velusidade na nos dzinvolvimente sosio-kultural. Aliserse de nos kultura y se preservasau e somente pure se-l for fete na kriol de Kabe Verde ou Kabe-verdiane.

Ja N fala.
Busis riaji na kriol pa no pode kria un forum ke pe y kabesa.

Guy Ramos

João Branco disse...

Eta, ess e un deklarasau vassalôd de bo part! Ma bo e mestre e doutoradu ness eskrit, no tita li so ta kmesal. Ma seja la komu for un t'assina por baixu o ke bo eskreve. Ta pra li mut blabla sem sentid e ke tita atraza un prossessu ke e ja irreversivel. Abrasu!

Amilcar Aristides - TIDI disse...

nta fika rei di kontenti ku Guy Ramos. kel deklarason di sel e midjor kusa ki dja fladu na ultimus tempus, inda mas skritu na kriolu di sonsent. Dja nu fika mas riku.

bali bali

Guy Ramos disse...

Please Check this site http://www.prio.no/private/jorgen/cv_kriollanguage.html

Very intresting