SMS Cafeano

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"Padronizason d'eskrita de lingua kabuverdiana e un vitoria y se kaminhu podê ser rezumid em 3 palavra: un kestão d'abitu."

(E ess li, mim e ke dzel)


Tradução: a padronização da língua cabo-verdiana é uma vitória e o seu caminho pode ser resumido em 3 palavras: uma questão de hábito.





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14 comentários:

M.J.Marmelo disse...

um tuga que ca ta sabe fla criolo já tinha entendido iss li sem traduçon :)

Anónimo disse...

A necessidade de tradução diz tudo, acho eu.

Só uma pergunta: que mercado para obras literárias (ficção, poesia, romances, contos, crónicas e outros) que venham a ser escritas e comercializadas em "Kabuverdiano padronizadu"?.

Já em português é o que se vê, quanto mais...!

(p.s.) A oj n alê um texto "padronizadu" num dês jornal on-line e n tem ke confessá ke n tive tcheu (prop tcheu) dificuldad em compreendêl.

a) RB, anónimo por obrigação

Salim disse...

Amém! Nem mais, JB! Já agora, aproveito para clarificar algumas mistificações, usando os posts e comentários do meu compadre Hiena e da minha comadre Eileen, como ponto de partida:

1) Esta labuta do kriolu/ALUPEC, pelo menos para mim, não é uma guerra. Ou seja, as pessoas não podem estar com receio de comentar ou escrever pensando que "eles vão logo cair-me em cima".

Realmente, eu tenho comentado os últimos posts do João, mas, se o fiz, foi porque senti-me obrigado a isso por algum dever da minha consciência.

De certa forma, louvo a atitude do João, do Redy, e outros que escrevem e dizem o que pensam, porque permitem que todos façam os seus desabafos (mesmo os anónimos) e, no fim, contribuem para a tal "socialização" de que sempre se fala (e que imensa falta faz nesta questão).

Podemos não estar sempre de acordo (ou, às vezes, até desconfiar uns dos outros), mas é a falar é que a gente se entende e que eliminamos os equívocos.

2) Da mesma forma que eu não iria permitir que uma variante fosse imposta sobre as outras (algo no qual não acredito), também não posso admitir que, só porque alguns têm dificuldades em escrever ou ler o kriolu, que me limitem ao português.

Para mim, é uma questão de escolha. Quem não gosta de ler ou escrever o kriolu terá sempre o português, que sempre foi nossa língua oficial. Por isso, não há que ter medo do kriolu por essa razão.

Agora, há que permitir a quem queira ler e escrever o kriolu que o faça. Por uma simples questão de justiça. Já agora, devo dizer que eu, também, já tive dificuldades em ler e escrever o kriolu.

Mas, com a prática, hoje leio com muita facilidade (já quase com a mesma rapidez que leio o português), e, na escrita, já estou quase lá (embora deva admitir que podia praticar um pouco mais e estar ainda melhor, se fosse menos preguiçoso).

Purise, moda Renato Cardoso ta dzé: tud kriston, tud sinbron, ten direit a se gota d ága - Ken k Ka kre Kriol Ten se Portuges, Ken k Ka kre Portuges Ten se Kriol, i Ken k Kre Kriol ma Portuges, pode Ten es Dox. Relax i sen gera (k un overdose d k's, hehehe ;-).

1 love

HF disse...

Como em qualquer língua viva, a sua articulação verbal e escrita é uma questão de hábito, pelo que concordo.

Nesta matéria, devemos inteirar primeiro do que se está a propor, depois entende-las sem complexos de superioridade ou inferioridade, assimilar as suas motivações culturais e sociais, depois opinar com independência, sem recurso a argumentos, fáceis, de regionalismos baratos, de trazer por casa. É a minha opinião.

Agora, concordo com a proposta de oficialização do crioulo e a adopção de um alfabeto, com as suas diversas e ricas variantes, mas com a idade que tenho, poderá ser dificil, à primeira, intergir-me por escrito, conforme as regras aprovadas, por quem de direito.

Mais fácil para mim é expressar-me no msn e no tm, na "linguagem falada grafada", como fazem os meus filhotes lindos de 19 e 15 anos. Ainda tenho a vantagem de ser fiha de pai de Santa Catarina e de mãe de Mindelo, uns irmãos da Praia, outros de Soncente e, ainda, outros de Luanda.

Com este multiregionalismo fraternal só posso é ser feliz, "memo"!.

eheheheh

Sima música ta dze: a nos kriol é kool...

jkinhas

;)

Helena Fontes

João Branco disse...

RB, a questão central aqui não é mercantil nem económica: é cultural e social. É pouco explicável e aceitável que um povo inteiro tenha que aprender a ler e a escrever numa língua que não é a sua língua materna. Para o mercado, teremos o português, a sexta língua mais falada do Mundo e também por isso estou convencido que o português e o kabuverdianu irão co-habitar tranquilamente.

Tchale Figueira disse...

eu falo as linguas que quero: Sei falar crioulo de Santiago, de Soncente, Sintantom etc... mas falar qualquer lingua por legislação nunca. prefiro fazer um voto de silencio para contradizer a todos estes vendedores ambulantes de Liberdade.

João Branco disse...

Tchalê, lá está, o teu comentário mostra o trabalho que é preciso fazer para socializar esta questão. Não se trata de "fala", não se trata de "oralidade". Trata-se de escrever, cada variante, de cada ilha, com o mesmo alfabeto. Nada de especial.

Sisi disse...

RB é preciso um curso e tempo para ler os textos em ALUPEC.

Salim disse...

Correndo o risco de parecer chato, gostaria de perguntar à Sisi, qual de nós aprendeu a ler o português no berço? Ou o inglês? Ou o francês?

Ou melhor, qual de nós, incluindo aqueles que aprenderam a falar o português com os pais (em casa), ao chegar à escola, sabia ler à primeira?

Enfim, se ficamos eternamente às voltas com estas "troças" e pseudo-quezílias, nunca chegaremos ao que realmente importa (a não ser que seja mesmo esse o plano, o que começa a querer parecer).

Fiquem bem pessoal, pois estou de saída. Espero que, seja qual for o desfecho desta "luta" pelo kriolu, Cabo Verde saía a ganhar. Sempre. Inté.

Um abraço JB,

1 love people

Anónimo disse...

Sima bo eskreve Joao: "Padronizason d'eskrita de lingua kabuverdiana e un vitoria y se kaminhu podê ser rezumid em 3 palavra: un kestão d'abitu."

Bo ten razaun/razau. E so un kestaun/kestau de abite/abitu.

Bo kriol e un konjunt de txeu variant Joao. hahahah!
Talves future kriol de Kabe Verde intere?

Viva padronizasaun de eskrita de nos linga mai

Ranja-me un kafe margoze xei de borra y un bolaxinha de fabrika favurita(akupek) pa N tra sodade.

Guy Ramos
Rotterdam

Tiago Leão disse...

Sisi, se leres alto vais ver como é simples e depois, como diz o João, é uma questão de hábito...

Sisi disse...

Com certeza que é uma questão de hábito Tiago, não discordo disso.
Salim, é claro que ninguém nasce aprende nenhuma língua no berço, só que para mim, friso para mim, esta padronização vai fazer perder muita cultura. Onde é que ficam as variantes. CV não é o único pais que tem o crioulo como dialecto (crioulo não é língua), que vária entre zonas, tribos, etc etc...e têm a sua língua oficial, que é comum a todos. CV pode querer ser diferente neste aspecto, nada contra. Agora tenho a ligeira sensação que o ALUPEC está a ser impigido e como disse o Sr, Tchalê Figueira "falar qualquer lingua por legislação nunca".

Anónimo disse...

Dona Sisi,

Bose deskulpa-me pa-N stode ta interve na bose diresau. Kriole pode ser un dialete ma kabe-verdiane nau.

Kada un fala y skreve se variante ma ja bose pensa se Purtugeses tava ainda ta skreve ou kumunika pur eskrite na latin pamode de Minho a algarve ta izisti sentenas de dialets y asents. Afronta na dvera?

Es li e kel afronta ke N ten pamode N ka ta pode espresa nun eskrita padrunizode dentre de nha linga ou dialete konforme bose kizer.
el e nha idioma de meu y mas serka de mas de un milhaun de pesoas nassid ou de orijen kabe-verdiana. Nos sima un kualker ote pove na munde no ta presiza y merese ter un alfabete padronizode.

Un dakes razau pa no ter nos propria eskrita e es masa de kabe-verdianes spalhod pa mund e ka tive purtuges kome linga de idukasaun eskular. Se no kre mante es masa ligode a Kabe-verde kome a desima tersera ilha no ten de pode kumunika ma es. Ou bose kre pa no vra ta ter ingles kome linga de kumnikasaun eskrita na nos tera. Tava ser talves ate amdjor du ki purtuges pamod nos janela de kumnikasaun na mund tava ter un dimensau mute mas grand du ki atraves de purtuges. SEN N SER KONTRA PURTUGES KOME PATRIMONE KULTURAL DE KABE VERDE. E pur via de purtuges ke kriol Kabe-verdiane ta izisti.

No ten de da vantajen de duvida a es prujet. Ate agora nunka foi aprezentode un melhor opsaun pa padroniza eskrita de nos linga. No tema-l no dzinvovel. es li e somente un prinsipe. Nes kaze li no tita fala de mas ma nenhun pase no ten dod na sentide de kre aseita ke nesesidade e grande. Y no tita eskese isensia des prujet y txeu de nos ja vra-l algu pesual kontra ministre y txeu ves kon riasau mut rejiunalista y ate de diskriminasau.

No espia pa frente pamode la e ke ta kamin . Intresant es pegadas na areia de nos sivilizasaun trasode pa nos antepasode ma e inpurtante no ka feka guentode nes sauduzisme txeu ves sen pe sen kabesa. No ten de kria un vizaun pa no pode avansa. Grinhasin no ta intolode. Ta ke areia na mutor y moska na leme. No ten de linpa nos mente pa no pode kontinua. Pamode ainda no ka txega la. Nen Veiga nen ses kritikes.

Un bon debate,

Guy Ramos
Rotterdam

zito azevedo disse...

Desculpem se parecer estar a meter foice em seara alheia, mas a padronização não é, via-de-regra, redutora? No caso de uma língua, o que é que se perde? Ou só se ganha?
Ou será que a sua maior riqueza reside, precisamente, na diversidade, na especificidade,nos maneirismos, na variedade do léxico?
Falo crioulo de soncente desde os nove anos mas canto as mornas que me encantam, em crioulo da Brava e creio que Tatai não gostaria de ouvir as suas melodias cantadas, por exemplo, em crioulo de S.Antão!
Estarei, decerto, enganado, à luz da linguística mas acontece que que eu existo, não porque penso mas sim porque sinto!
Zito Azevedo