Café da Semana

4 Comments


Na semana em que aqui se falou de museus, reais e virtuais, nada como dedicar este espaço a um blogue exclusivo de um espaço museológico que, só por si, é um exemplo no país: o Museu Municipal de S. Filipe. Para quem não sabe o museu é do Município de S. Filipe, do Fogo, e é a Câmara Municipal que suporta financeiramente o seu funcionamento tendo aberto em Dezembro último. É o único Museu Municipal do arquipélago.

Tem uma sala de exposições temporárias, duas salas de exposição de longa duração (uma dedicada às várias ilhas do arquipélago e outra ao município de S. Filipe), uma reconstituição de um funco, uma loja explorada por uma cooperativa local que vende produtos gastronómicos da ilha e também pretende vir a vender artesanato do arquipélago, e uma zona destinada a restaurante ainda não concessionada. A área de reserva situa-se noutro local da cidade e está ainda em início de constituição. O Serviço Educativo irá iniciar trabalho no próximo ano lectivo, voltado sobretudo para a comunidade educativa e para o fomento do diálogo inter-geracional. O ante-projecto de programa museológico foi apresentado à população em finais de 2006, recolheu críticas e tentou integrá-las. Há um Manual de Boas Práticas que orienta o trabalho de conservação preventiva actual.

O museu é "um mundo que nunca acaba" disse uma alunas da acção de formação em museologia, promovida pela Câmara Municioal - é a verdade. É o meu Café da Semana.

Visitem o sítio do Museu Municipal de S. Filipe, aqui




You may also like

4 comentários:

Tchale Figueira disse...

No dia que eu for a Djarfogo ei de lá ir visitar. Acredito que o Museu tem qualidade. As gentes do Fogo são bem orgulhosas, no bom sentido da palavra. Basta ver a cidade de São Filipe. Parabens Fogo.

João Branco disse...

Pelo que ouvi dizer, também se andam a cometer algumas atrocidades urbanísticas por aquelas bandas, em nome do "desenvolvimento sustentado".

Tchale Figueira disse...

que Pena! João. Não se pode escapar a mediocridade.

o mundo visto daqui disse...

Essas atrocidades foram em prol da ignorância e da "estética" populista - digo eu, que só sou um bocadinho de lá e já dei a minha opinião a quem promoveu a descaracterização do Largo do município. Espero que não haja novas incursões dessa natureza... e para isso muito conta a força da opinião pública de todas as ilhas, pois cada uma - creio - é de todos.
Critiquemos !