Um Café com os nossos Museus

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Ao ler esta notícia da autoria da Teresa Sofia Fortes a propósito do Dia Mundial dos Museus que se comemorou ontem, fiquei espantado e cada vez mais me convenço que a minha visão demasiado crítica de certas "políticas" do nosso Ministério da Cultura, só pode ser o resultado de uma tremenda falta de informação. Da minha parte, claro.

É que fiquei a saber que em Cabo Verde existem cinco museus: Museu de Arte Tradicional, Museu da Arqueologia, Museu da Tabanka, Museu da Resistência e o Museu Etnológico que, como se pode ler, "quando não estão de portas fechadas, andam às moscas." Destaco nesta notícia a forma aberta e quase auto-crítica como o Director da Salvaguarda do Património, Martinho Brito, fala e descreve o estado actual dos museus cabo-verdianos. 

Seja como for, são cinco museus, caramba! Essas instituições que por natureza e definição, são constituídos por acervos (conjunto de colecções devidamente tratadas); áreas de exposição (públicas), devidamente climatizadas e iluminadas; áreas para restauro, guarda e pesquisa (não públicas); área educativa, ligada ao compromisso social segundo o qual os museus devem ter um importante papel na "transformação da sociedade a partir do resgate do Património, da Memória e da Cultura Erudita e Popular", ou seja, devem ser mais agentes de transformação social e menos instituições elitistas e fechadas; e finalmente, área social, com loja, café, jardins públicos e uma actividade cultural paralela que faça do Museu aquilo que ele deve ser: um lugar cheio de vida, a pulsar cultura por todos os poros.

Fiquei contente por saber que temos cinco instituições como essas em Cabo Verde. Mas ponho-me a pensar se não andarão a chamar "museus" a espaços que estão muito longe de o ser. É que se não formos tão rigorosos e chatos na definição do que um museu deve ser, eu sou capaz de ter um ou dois na minha própria casa. Um Museu de Felinologia (tenho uma vasta colecção de gatos feitos de diversos materiais oriundos um pouco de todo o mundo) e um  Museu Nacional de Arte Moderna (alguns quadros de alguns dos mais falados artistas plásticos cabo-verdianos como Luisa Queirós, Manuel Figueira, Bela Duarte, Tchalé Figueira, Bento Oliveira ou Abraão Vicente). Estarei a brincar com coisas sérias? Pode até ser, mas cá por mim que ninguém nos ouve, o que me parece cada vez mais é que utilizamos conceitos de forma pomposa sem fazer a mínima ideia do que estamos a falar.   

Fotografia: Museu do Tarrafal (ou da Resistência, não sei bem)



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3 comentários:

Tchale Figueira disse...

É SÓ IR VER O ANTIGO CENTRO DE ARTESANATO QUE É AGORA museu de arte tradicional: ESCREVI MUSEU COM LETRAS PEQUENAS PORQUE É BLASFÉMIA CHAMA-LO MUSEU.

João Branco disse...

Eu nunca percebi o que é aquilo. Adorei a recuperação do edifício, mas museu?

gatunix disse...

jovem, ques 2 ilha mais turisticas de nos terra ca tem nenhum museu, nem sal nem boavista, o q é gritante pa no oia manera q nos turismo ta ao abandono, moda amilcar tavares ta dse, nos turismo ta na mao de amadores...
na sal pelo menos ASA ja tem 1 data de on q es cria faze 1 museu de aviaçao ou algo do genero na entrada de espargos e nada, nem fume nem foguet...

1 pergunta pertinente...

na Cv no tem pessoas qualificod pa geri condignamente 1 museu ????