Declaração Cafeana

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Segundo o sítio de A Semana, a esperança de vida dos cabo-verdianos aumentou de 65 para 66 anos para os homens e de 69 para 71 anos para as mulheres, tendo em conta os últimos dados foram divulgados pelos Serviços de Organização Mundial de Saúde (OMS). Até aqui tudo bem. Mas logo depois pensei cá comigo que esta coisa do homem querer ser primeiro que a mulher em tudo, só pode ser a principal razão para ser também o primeiro nessa actividade nada agradável que é bater as botas. Ironia do destino? Questões de genética? É o Criador a devolver a respectiva costela? Nada disso. Ao contrário do que possa parecer, a questão é bem mais óbvia e está à vista de todos: ser homem é mais perigoso, principalmente se for daqueles homens com agá grande, um macho como mandam as regras.

Pois é, numa conversa com uma grande amiga, que desenvolve um programa de capacitação direccionado para homens (não, essa capacitação não é sobre... isso!), explicou-me como funciona essa estatística da esperança de vida, e claro, tem toda a lógica. Contabilizam-se todos os mortos, divide-se machos e fêmeas para cada um dos lados, certificam-se as idades dos óbitos e faz-se uma média. Simples. E não tem nada de genético e tudo de matemático. Os homens morrem mais cedo simplesmente porque são mais estúpidos do ponto de vista comportamental. Eu sei, o pessoal está chocado, não se chama estúpido a metade da Humanidade impunemente, mais a mais, quando é essa franja que desde sempre domina o Planeta e não parece querer abdicar dessa condição. Se em vez de estúpido utilizasse o termo bruto, a coisa caíria melhor. Homem que é homem, tem que ter algo de Brutus em si, não é?

A esperança de vida do homem é menor porque este vai menos ao médico, cuida menos da sua própria saúde, entra em competições por tudo e por nada, como por exemplo ver qual o carro ou motorizada que anda mais depressa numa auto-estrada, bebe mais e nunca se acha impedido de conduzir, acha pouco macho utilizar preservativo, continua a considerar que muitas questões se tratam à base da porrada pura e simples. Um tipo que vai ao médico fazer chekup's anuais, não tem um espírito competitivo demasiado aguçado, não anda a alta velocidade só para impressionar terceiros, se beber além da conta entrega a chave do carro a quem bebeu menos, gosta e incentiva a resolução de problemas através do diálogo é logo tachado de grande maricas. Ser homem, pelos vistos, é um desporto radical, e por enquanto que a malta continuar a achar que isso é muito kool muito nice e viva a adrenalina e soku na rostu etecetera e tal, não há estatística que nos valha!




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16 comentários:

Catarina cardoso disse...

Muito boa esta declaração João

Como é que te inspiras logo às primeiras horas da manhã para escrever estas coisas?????

mdsol disse...

Longa vida a quem escreve assim!
:))

João Branco disse...

Catarina, em conversas, notícias, no que me rodeia, etc. Quando falta a inspiração é que é pior!

Mdsol, obrigado e Deus te ouça!

Anónimo disse...

Adorei, adorei, adorei... "esta tradução livre" da nossa kunbersu sabi... quero mais!

Guy Ramos disse...

Vale a pena viver num corpo de homem e nao ter o orgulho nato de macho e ser considerado eternamente de maricas?
E bem sabes que a vida 'e eternamente uma competicao. Quem nao compete, derrete desaparece. Nao conta. Perde a posicao e status. Nao evolui e vive frustrado.
E dentro de certos circulos socias 'e a forca dos musculos e o machismo extremo que faz valer a posicao e o status.
Cada grupo social, seu codigo especifico a respeitar. Cada cultura sua norma seu valor. Quando nao ha cultura de debate verbal ou escrito ha combate violento com musculos e armas. A agressao verbal ou fisica tem o mesmo objectivo. Bater e desfazer o outro fisicamente e psicologicamente.
E quem 'e neste caso mais racional?
Mas este 'e naturalmente um outro tema.

Mas podes discriminar estas cifras de um outro modo e argumentando de uma outra forma mais positiva ou levando em conta outras incognitas, outros factores.

Perguntamos entao:
Quem faz os trabalhos mais brutos e menos higienicos e por isso mais perigosos e menos saudaveis na nossa sosiedade?

Quem trabalha na estiva e nos portos de Cabo Verde? Quem trabalha na construcao civil? Quem sao os pescadores e calceteiros? quem 'e soldado? quem limpa os tanques de residios na industria petro-quimica? Quem sao os condutores de camioes e hiaces nas ilhas? Quem trabalha mais na rua e sob o sol? Quem faz trabalho noturno? etc, etc..

So para argumentar que a esperanca de vida dos homens deve ser menor, mesmo por causa das profissoes e oficios que eles desempenham e nao pela forma machista de querer fazer valer o seu status de homem e macho atraves da violencia ou comportamentos sociais menos saudaveis.

As cifras de Cabo Verde nao diferem muito dos do ocidente moderno e rico. Tambem aqui na Holanda a diferenca 'e quase semelhante que em Cabo Verde. Somente aqui vive-se 10 anos a mais do que em Cabo Verde.

A unica diferenca actualmente 'e que entre ambos os sexos comeca a diminuir os aninhos de esperanca de vida. Isto por causa do comportamento da mulher que com a modernidade se emancipou e comecou a por exemplo beber e a fumar mais e tambem a desempenhar oficios que antigamente eram dotados ou exclusivamente reservados aos machos.
O mais interessante nas cifras da Holanda no que concerne as taxas de mortandade entre ambos os sexos 'e que o desporto tambem tornou um factor negativo em relacao as mulheres. Elas sao mais aventureiras na escolha de desportos que jamais eram praticados pelo sexo femenino.

E eu a pensar que o desporto fosse saudavel?

Creio que o teu argumento baseado na brutalidade e estupidez dos machos em Cabo Verde deveria ser mais discriminado quando se age de mortandades que tiveram lugar apos violencia ou criminalidade. O que quanto a mim deve constar no indice de criminalidade em Cabo Verde. Naturalmente tambem um factor que deve-se considerar. Mas nao a priori. Senao a nossa terra estaria no topo dos paises mais violentos e criminosos do planeta.

O homem tem menos consideracao pelos cuidados medicos e isto deve-se talves porque a medicina 'e a profissao menos exata de todos as profissoes. Estar doente e visitar o medico 'e muitas vezes considerado por um acto de franquesa. E muitas vezes uma visita ao medico 'e o inicio de um longo periodo de angustia e frustracao e de auto eliminacao social. O menos visistares o medico o mais feliz 'es. O menos saberes menos preocupacao tens e o nivel de felicidade aumenta.
Creio que a taxa de mortandade ou o nivel de esperanca de vida tem a ver com o nivel socio-economico de um pais e as prioridades na vida e modas de viver que o cidadao adopta no seu comportamento diario e o modus vivendo que o governo e suas imstancias socio-economicas e socio-culturais promove ou defende.
Viver saudavel e consciente num ambiente inseguro e dentro de uma instabilidade socio-economica nao deve ser considerado como uma mais valia e factor positivo no prolongamento da tua estadia como ser vivo neste planeta.

guyramos@hotmail.com

João Branco disse...

Guy, o teu comentário é muuuuito interessante e vai certamente provocar um amplo debate. Muito bem, pois, mesmo que não concorde contigo em muitas coisas. E embora me tenha referido dos números da mortalidade em Cabo Verde como ponto de partida para o resto, é certo que esta é uma estatística que se mantêm em quase todos os países do mundo, como na Holanda.

Em Cabo Verde, certamente que há profissões que os homens tem e provocam esse desgaste, mas no arquipélago penso que a principal força de trabalho sempre esteve a cargo das mulheres, principalmente nos meios rurais. Posso estar enganado, mas é esta a percepção que tenho. Não me lembro de ver homens com latas de água a caminhar quilómetros por montes e vales para conseguir alguns litros de uso doméstico. Não me lembro de ver mulheres a passar os dias inteiros metidas nas tascas a beber grogue e a jogar batota.

As guerras e a violência de uma forma geral, tem como principal responsável, esse princípio competitivo a que te referes que é levado até às últimas consequências. A competição pode ser importante, certamente. Mas não nesta perspectiva. Se há uma discussão, não é preciso, necessariamente, teres a última palavra, porque se assim for, nunca mais haverá silêncio. Não concordarás comigo?

Continuo a pensar que esta diferença na esperança de vida entre os géneros tem uma raiz comportamental e que nós os homens podíamos viver mais se tivéssemos mais "juízo" e menos necessidade de mostrar o quanto somos melhores que o nosso vizinho.

Fka dret!

Catarina Cardoso disse...

Perdoem-me mas a raiz destes comportamentos dos homens é cultural, ancestral se quisermos para sermos mais precisos.

Os homens só fazem esses tipos de trabalhos porque sempre foi assim desde o princípio da história. A história aliás é um exemplo da invisibilidade a que as mulheres sempre estiveram sujeitas. às mulheres só era permitido o espaço privado, vulgo casa. o público sempre foi do homem e infelizmente continua a ser.

Guy Ramos disse...

Tambem eu tinha esta percepcao de que a mulher era a que mais trabalhava e no duro. Ate porque considero o nosso pais um de indole matriarcal.

Mas mudei de percepcao quando vi Cabo Verde no periodo das aguas e quando choveu no ano passado, percorri sete ilhas e vi a importancia do trabalho bracal dos batoreiros e grogueiros que em tempos de seca nao sabem ocupar o seu tempo pois a cultura rural diz que o homem trabalha 'e quando 'e necessario mais musculos e bracos masculinos. Ate a chuva chover 'e tarefa da mulher trabalhar para sustentar ate as proximas chuvas. 'E quase semelhante aos indianos indigenas no sectores no Sul de America, mas tambem na Africa e Asia. O homem torna nos nossos olhos parasita se a natureza entrar em greve de chuvas, se houver temporal etc. Eu e tu nascidos em cidades e educados noutros valores pouco podemos julgar essa gente rural e seus modos e tradicoes bastantes rupestres e herdados de seculos.

A postura do Homem rural ou do pescador das nossas ilhas devia ser outra coisa nos nossos olhos mas as tradicoes ditam e custa muito para mudar essa mentalidade medieval que entrava muito o desenvolver do nosso Torrao.

muitos dos antigos batoteiros e grogueiros do arquipelago sao actualmente emigrantes realizados. Isso atraves de trabalho na emigracao. Como explicar esta contradicao.

Pois o homem cabo-verdiano na diaspora 'e muito querido pelos patroes nas fabricas, docas, portos, minas, etc porque tem bom comportamento laboral . Isso pode significar que o nosso governo pouco tem feito para mudar a situacao e a mentalidade do homem rural que hoje em dia deve ter uma outra postura na sociedade.

O alcolismo 'e muitas vezes sinonimo de uma sociedade em crise, desleixado e sem alternativas no emprego do homem rural das ilhas e incapaz de criar alternativas viaveis nos sectores onde a carencia socio-economica 'e maior. Mudanca de mentalidade inicia-se na educacao e formacao do homem e 'e um processo duradoiro. Porque nao criar escolas de formacao para adultos nas zonas rurais dentro das areas de agro-pecuaria e assim fortelecer o saber/knowhow para melhor poderem funcionar com agua e sem agua do ceu. Creio que isso seria o que chamamos empowerment of the rural areas.

mas voltando e reagindo sobre o teu post:
Sei que muita gemte pensa assim. O automovel vai todos os tres meses para uma vistoria mas o ser humano nao vai ao medico para um check up de tempos em tempos. espera ate quando a enfermidade adoece-la para ir ao medico.

Creio que a taxa de mortandade ou o nivel de esperanca de vida tem a ver com o nivel socio-economico de um pais e as prioridades na vida e modas de viver que o cidadao adopta no seu comportamento diario e o modus vivendo que o governo e suas instancias socio-economicas e socio-culturais promove ou defende ou vice versa - nao promove e nao quer ou nao pode defender.

Mais rico uma sociedade democratica de igualdade e de direito, maior 'e a formacao e educacao do cidadao, maior a sua consciencia social, maior a tolerancia, maior a politica de solidariedade social, maior o nivel de emprego, maior a seguranca publica, maior o espaco de lazer, desportos e cultura , maior a saude publica, maior a seguranca laboral, maior a sua felicidade eassim tambem maior a esperanca de vida para todos.

Mas cuidado que mais idade uma geracao de um povo atingir maior sao os problemas sociais e economicos. Com o envelhecimento de uma sociedade ou povo o nivel de solidariedade apresenta pontos de pressao na toelrancia dos mais novos. A economia tambem apresenta um decrescimento e os fundos de reforma se esfaziam. 'E o que actualmente vivemos neste pais de Rainha Beatriz

guyramos@hotmail.com

João Branco disse...

Guy, uma das coisas que mais gosto no teu comentário, mesmo quando não estamos de acordo, é que aprendemos sempre algo, por saber o que tens para dizer. Desde já te agradeço. A tua visão da vida rural do crioulo de hoje é muito pertinente e interessante. Forte abraço, daqui do Mindelo.

zito azevedo disse...

Desejo, simplesmente, endereçar ao confrade Guy Ramos um forte abraço, não, apenas, por ter conhecido o pai mas porque subscrevo, quáse que em absoluto, o que ele escreve, com base na experiencia de uma permanencia em C.Verde de 1943 a 1977 período em que assisti a muitas secas e a poucas enxurradas mas tive o grato prazer de várias vezes ter visto a minha ilha de Soncente verde de uma ponta à outra e à semeadura do
milheiral em plena ribeira do Estádio (?) da Fontinha, transformado em piscina natural...
Na altura das águas, quando as havia, andava tudo a tratar dos campos, não havia tempo, nem vontade, para andar a roçar os cotovelos pelos balcões dos botequins... Mas é a triste sina de quem habita uma terra que teima em ser madrasta: quer chova muito quer não chova nada, lá temos o pessoal "chei d'água" (desculpem o trocadilho).
Zito Azevedo

zito azevedo disse...

Eu cá não tenho vergonha de ser homem até porque, o que é vergonha é a gente comportar-se como tal ou, por outras palavras, como a gente julga que um homem deve comportar-se...Portanto, se a gente não se comportar como um homem se deve comportar, das duas, uma: ou somos um homem ou somos uma mulher...Ora, como não somos mulheres, os homens que se comportam como eles pensam que os homens devem comportar-se, continúam, afinal, a ser homens, só que idiotas, também!
Zito Azevedo

João Branco disse...

Zito, de 1977 até hoje vai uma graaaaannnde distância, como podes imaginar!

Guy Ramos disse...

Mas 'e mesmo isso a essencia do problema nas nossas ilhas meu caro Joao. de 77 ate 2009 sao somente 32 aninhos. Uma geracao. Muito pouco tempo para mudar a mentalidade e o comportamento dessa minha gente.

Muito foi falado mas pouco concretamente feito. Em muitas situacoes as nossas ilhas ficaram paradas no tempo. Suspensas de uma certa dinamica socio-cultural por nao haver conteudo e visao dentro da nossa propria realidade. Sonhamos e nao realizamos.
Convenhamos e relativemos a situacao nas vesperas do 34o aniversario da nossa independencia.

O nosso pais se urbanizou numa grande velocidade. Casas e casaronas, palacios. Parque automovel de ciumar, nouveau riche a ixibir descaradamente a sua fortuna conseguida sei la onde, 4 aeroportos internacionais, centro de cidades alcatroadas mas com poucos hospitais, escolas e espacos culturais. As novas tecnologias entraram na nossa sociedade, muito embora ainda escassas ou ainda deficientes e caras na utilizacao e compra, mas entraram. Infelizmente a sombra deste tal desenvolvimento ainda muita miseria material e de mentalidade escondida, feito tabu e segredo publico.

Mas o povo e os nossos homens nao mudaram as tradicoes ridiculas e o seu comportamento anti-social mas tradicional e inerente ao desiquilibrio socio-cultural e econonimco herdados do regime colonial e reciclados pelos governos da nossa terra.

Que fazer se o nucleo do pais estar tudo na boa e confortavelmente vivendo na fortuna das esmolas internacionais?

A minha pregunta 'e como mudar para ganharmos e desenvolver tambem neste sector socio-cultural?
Mas sera que queremos mudar este rumo, essa maneira rural e urbana de viver e conviver em Cabo-Verde?

Sim senhor Zito o meu Pai Gui de Tuta ou Gui de Nha Firmina de Rua de Kavukin. Toda a gente o conhece pelas suas aventuras de macho e valentao rebelde do Alto de Miramar que teve de emigrar/Fugir por se ter metido em brigas publicas com soldados e marinha Portuguesa no inicio dos anos 60. Mas tambem pelo cinema Miramar aonde ele deu os seus primeiros passos e ganhou os seus primeiros tostoes como crianca de 12 anos conduzindo o carro, do Tuta seu padrinho, que de manha ia buscar pedras na pedreira para construir o recinto do Miramar e a noite preparar o celuloide da fita muitas vezes cortada e sensurada pela policia politica colonial, aquecendo o carvao da maquina antes de projectar um classico Western, um musical ou filme de aventura ou romatico americano que animava a sociedade sem televisao.

vejo que este tema juntou dois posts teus Joao.
Vou juntar mais um para concluir

`eu vou este fim de semana conviver na comunidade o tradicional encontro entre desportistas futebolistas machos e femeas cabo-verdianos vindos de toda a Europa e inclusive de Cabo Verde a disputar a taca da liga cabo-verdiana da Holanda. Algo que vai para alem do futebol. Gente de todas as ilhas comunidades de Lisboa a Hamburgo, de Roma a Londres num "close encounter" de matar saudades. Mas tambem e muitas vezes espaco onde o comportamento macho e rural surprende as autoridades neste pais. Violencia causada muitas vezes pelos grogues importados e de ma qualidade ou pela botxada na porta da entrada ou na compra do famoso liquido destilado cheirando perfume de mau gosto. Matxona.

Para mim somente pano para manga para um futuro documentario televisivo sobre este modo de fazer creoulo.

Ou li ou la kozas ka muda mute.

Nha prime Neu, Joao ten razau! Bo inprege de Alfabete kabe-verdione pa eskreve nos kriol ta vasaladisime. kontinua

guyramos@hotmail.com

zito azevedo disse...

P.S.- O meu comentário "Eu não tenho vergonha de ser homem..." foi, óbviamente, mal endereçado. Ele pertence á problemática da "esperança de vida", como me parece evidente. As minhas desculpas pelo lapso...
Zito Azevedo

João Branco disse...

Guy, 32 anos, uma geração? Há velocidade de HOJE? Duas ou três gerações, diz isso assim!

Zito, sem qualquer problema. Estou convencido que todos entenderam o teu ponto de vista mesmo antes dessa chamada de atenção. Abraço.

Guy Ramos disse...

sociologicamente e por media, uma geracao 'e entre os 25 e os 33 anos. Mas na verdade para Cabo Verde deve ser entre os 16 e os 25. Muita criancada com filhos. Um absurdo!

Um absurdo que trousse e vai trazer cada vez mais problemas socio-economicos sem alternativas.
Dentro do teu tema isso vai significar mais grogueiros e batoteiros e uma taxa cada vez mais elevada de mortandade dos machos.

Boa semana( aqui 'e feriado. A segunda feira de Pentecosta. As pessoas festejam no domingo e na segunda feira descansa-se a ressaca pois trabalhar depois de um dia de festa ou feriado nacional 'e pouco lucrativo e custa o tesouro, o empresariado e a economia muito mais se trabalhassem. A mentalidade calvinista e calculista do holandes. Ate porque podia-mos aprender com isso. Segundo dia do Nantal, Segundo dia da Pascoa, Segundo dia do Pentecosta etc. Mas a sociedade 'e protestante e por isso temos menos ferias religiosas de indole catolico.)