SMS Cafeano

11 Comments


“O desastre começou, mas até agora ninguém notou.”

The Gardian, a propósito desta notícia




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11 comentários:

Anónimo disse...

Há muitas desgraças e tragédias por culpa humana, agora que esta seja uma delas custa a crer. Parece que só gostamos de causas globais, para as quais o nosso contributo é absolutamente marginal. Em vez de lutarmos contra o aquecimento global como D. Quixote contra moinhos de vento, que tal lutar contra a pobreza e a malária, mas na nossa cidade, no nosso bairro?
Desculpem o meu cepticismo.
Carlos

Lena disse...

Problema já focado nalgusn blogs cabo-verdianos, caso do Sanpadjud (que anda muito calado ultimamente) e do Con(ou sem)tigo que há alguns anos a esta parte tentam trazer algum debate sobre tema do aqueciemento global

Sisi disse...

Acho que podemos lutar contra o aquecimento global na nossa cidade e no nosso bairro, reciclando, reutilizando, poupando energia, etc, etc. O aquecimento global não deixa de ser menos preocupante que os outros problemas.
E ainda nos EUA há quem acha que o aquecimento global é mais uma teoria de conspiração.

Anónimo disse...

Sisi, se a luta contra o aquecimento global induzir boas praticas ambientais é bom. Mas que seja o homem o culpado e não a actividade solar é de duvidar.
Carlos

Anónimo disse...

O Aquecimento global agora apresentada pelos cientistas nao 'e dos piores na historia do nosso planeta. Ate porque conforme muitos desses mesmos cientista 'e um dos menos piores. Ja na antiguidade houve catastrofes que abalaram a Terra mais do que esse que iniciou decadas atras.

A unica diferenca 'e que hoje em dia estarmos como humanos cientes deste acontecimento. Sabemos o que esta a acontecer. O pior 'e nao fazermos nada. mas o que fazer se a prioridade dos governos a nivel mundial 'e a economia e o crescimento da producao mundial?

a crise financiera ora regente, e nao economica 'e alias fruto dessa corrida desenfrada de fazer grandes ganhos a curto termo e de uma forma pouca escrupulosa. Esse querer de fazer lucros gigantescos tambem 'e uma das causas dessa crise que ainda no seu inicio se encontra. Produzir e fabricar com o intuito de fazer grandes lucros sem contudo levar em causa o estado do nosso meio ambiente. A ambicao 'e humana e todos nos queremos ser ricos ou minimamente afortunados com uma vida e um viver confortavel e agradavel. O que conta muitas vezes 'e a qualidade de vida. Mas tudo tem o seu preco. E ha precos sem tabela. e eis um preco sem tabela. O preco da nossa sobrevivencia como seres humanos na planeta terra. e sera que 'e possivel viver para alem deste planeta?

sera que poupar energia num arquipelago de quase meio milhao de pessoas, com quase inesistencia de fabricas e onde a producao da electricidade, que nem funciona a 100 % ou grandes parques de automoveis vai fazer diferenca ? Seria interessante se os chineses deixasem de produzir electricidade a base de carvao. e que que europa e os estados unidos desenvolvessem medidas para menos viajar de aviao e automoveis e escolher para energias renovaveis.

Se passassemos a consumir menos bugigangas e chamados produtos de luxo como os deorantes e outras materias quimicas ou mesmo a utilizacao da internet e computadores que com os seus semi-condutores e sistemas de ventilacao causam em grande o aquecimento do planeta. Se conseguissemos viver de uma forma mais minimalista e nao ter de usar tanta agua e construir grandes casas o sistema biologico e atmosferico seria menos sobrecarregado.

Em curto, creio que o planeta necessita de que o ser humano seja mais coinsciente e que tenha uma outra mentalidade voltada para o seu meio ambiente. Para protecao e manutencao de um meio ambiente saudavel para todos. Humanos, flora e fauna. Mas so funcionaria se as grandes potencias mundiais dessem prioridades a problematica.

Ate poque desde que o meio ambiente comecou-se a deteriorar a nivel mundial ha mais chuvas em Cabo Verde. Estive o ano passado de ferias durante 6 semanas percorrendo diversas ilhas e vi o nome do nosso arquipelago repleto nos montes e vales verdes criando esperanca a populacao rural e nos coracoes dos que da agricultura vivem. Escolhendo para o conforte da minha terra e dos meus patricios em Cabo verde convinha aguardar este estado ora existente. Mas seria eguista pois a catastrofe 'e mundial. Nao teremos somente cheias e mudancas climatoricas, mas tambem mais doencas da pele, cancros e pulmunares, mais epedemias e por isso menos producao de alimentos saudaveis enfim um caos completo.

Mas que fazer agora, neste momento, emediatamente se nao temos o poder de mudar as nossas proprias mentalidades? Se nao houver um concenso e bom senso dos lideres mundiais nesta materia?
Nao basta termos o conhecimeto deste acontecimento. O que conta 'e o que fazer com este conhecimento. Como agir de forma inteligente e desinteressado a bem do planeta e nao a bem de interesses alheios a humanidade.
Que fazer? Que fazer? Nao tenho respostas. Voces?

Bom Domingo Joao e um grande abraco

Guy Ramos
guyramos@hotmail.com

Kuskas disse...

Desculpa-me lá o Carlos, mas culpar o Sol pelo aquecimento global é no minimo estar desinformado.

Se fosse o SOL o culpado a vida na terra não existiria desde que começou o mundo.
e depois há que saber a diferença entre aquecimento global e mudanças climáticas.

E o que se está a passar no planeta nos ultimos 50 anos é 90% por culpa da acção humana. O Sol só faz o "trabalho" dele que é fornecer a energia e calor para o universo. O homem começou a dar cabo da nosso manto protector (Camada de Ozono) e hoje temos todos os fenomenos naturais que vemos (tsunami, tornados, furacões etc etc)

Abraços e poupem energia. O planeta agradece.

Kuskas

Anónimo disse...

Kuskas, se estou mal informado, pelo menos não estou mal acompanhado. Vou-te dar a conhecer uma carta aberta subscrita por um grupo de 100 cientistas com currículo internacionalmente reconhecido. Enviaram-na ao Secretário Geral das Nações Unidas por ocasião da Conferência de Bali, em Dezembro de 2007.


“13 de Dezembro de 2007

A Vossa Excelência, Senhor Ban Ki-Moon

Ref: A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima está a levar o mundo numa direcção completamente errada.

Não é possível deter as alterações climáticas, um fenómeno natural que tem vindo a afectar a humanidade através dos tempos. Os testemunhos geológicos e arqueológicos, bem como os testemunhos históricos, orais e escritos, revelam bem os desafios dramáticos que as sociedades antigas tiveram de enfrentar perante alterações imprevistas da temperatura, precipitação, vento e outras variáveis climáticas.

Em consequência, devemos preparar as nações para resistir a todos estes fenómenos naturais promovendo o crescimento económico e a criação de riqueza. O Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (IPCC) tem vindo a publicar conclusões cada vez mais alarmistas sobre a influência climática do dióxido de carbono (CO2) de origem antropogénica, não obstante o CO2 ser um gás não poluente, essencial à fotossíntese das plantas.

Embora se possa compreender as razões que levaram a considerar prejudiciais as emissões de CO2, as conclusões do IPCC são absolutamente desajustadas como justificação para a implementação de políticas que vão reduzir significativamente a prosperidade futura. Em especial, não está demonstrado que seja possível modificar significativamente o clima global mediante redução das emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa.

Acima de tudo, na medida em que as tentativas de travar as emissões têm como consequência um retardar do desenvolvimento, a abordagem actual da ONU acerca da redução do CO2 é susceptível de agravar o sofrimento humano devido a futuras alterações climáticas, em vez de o reduzir.

Os Sumários do IPCC para Decisores Políticos são os documentos mais amplamente consultados por políticos e por não cientistas, estando na base da maior parte das decisões políticas sobre as alterações climáticas. Contudo, estes sumários são preparados por um núcleo relativamente restrito de redactores e a sua versão final é aprovada, linha a linha, por representantes dos governos.

A grande maioria dos colaboradores e recensores do IPCC e as dezenas de milhares de outros cientistas que estão qualificados para emitir pareceres sobre estas matérias não são tidos nem achados na preparação destes documentos. Os sumários do IPCC não podem, portanto, ser apresentados como um ponto de vista consensual entre os especialistas.

E, contrariamente à ideia divulgada pelos Sumários do IPCC:

• As recentes observações de fenómenos como a retracção dos glaciares, a subida do nível do mar e a migração de espécies sensíveis à temperatura, não constituem prova de uma alteração climática anormal, porque não ficou demonstrado que alguma dessas alterações se encontre para além dos limites da variabilidade natural conhecida.

• O ritmo médio de aquecimento, entre 0,1 ºC e 0,2 ºC por década, registado pelos satélites durante o séc. XX, está dentro dos limites conhecidos das taxas de aquecimento e de arrefecimento observadas nos últimos 10 mil anos.

• Cientistas de primeiro plano, incluindo alguns dos representantes séniores do IPCC, reconhecem que os modelos informáticos actuais não podem prever o clima. Em conformidade, apesar das projecções dos computadores que apontam para um aumento das temperaturas, não se tem observado um saldo global de aquecimento desde 1998.

O actual patamar de temperatura, que sucede a um período de aquecimento no final do séc. XX, enquadra-se no prosseguimento, através dos nossos dias, de um ciclo climático natural, multidecenal ou milenar.

Em total oposição à afirmação, frequentemente repetida, de que a ciência das alterações climáticas está “assente”, um conjunto de novas e significativas investigações, recenseadas pelos pares, tem vindo a lançar cada vez mais dúvidas sobre a hipótese de um aquecimento perigoso de origem antropogénica. Mas como os grupos de trabalho do IPCC foram instruídos no sentido de terem em conta apenas os trabalhos publicados até Maio de 2005, importantes conclusões posteriores não são incluídas nos seus relatórios, ou seja, os relatórios de avaliação do IPCC são baseados em resultados obsoletos.

A conferência das Nações Unidas em Bali, sobre o clima, foi planeada de forma a conduzir o Mundo por um caminho de severas limitações ao CO2, ignorando as lições evidentes dadas pelo malogro do Protocolo de Quioto, pela natureza caótica do mercado europeu de direitos de emissão de CO2 e pela ineficácia de outras dispendiosas iniciativas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Análises isentas, de custo-benefício, não legitimam a introdução de medidas globais destinadas a limitar e a reduzir o consumo de energia com o intuito de restringir as emissões de CO2. Além disso, é irracional aplicar o “princípio da precaução” porque numerosos cientistas reconhecem que tanto o arrefecimento, como o aquecimento, são hipóteses climáticas realistas num futuro a médio prazo.

O esforço actual da ONU no sentido de “combater as alterações climáticas”, tal como foi apresentado no Relatório sobre o Desenvolvimento Humano, de 27 de Novembro de 2007, de acordo com o Programa de Desenvolvimento da ONU, desvia a atenção dos governos da necessidade de adaptação à ameaça colocada pelas alterações climáticas naturais e inevitáveis, seja qual for a forma que possam vir a assumir.

Perante tais perspectivas, torna-se necessário um planeamento nacional e internacional, que auxilie prioritariamente os cidadãos mais vulneráveis a adaptar-se às condições futuras. As tentativas para evitar a ocorrência de alterações climáticas globais são, em última análise, fúteis e constituem uma trágica má aplicação de recursos, os quais seriam bem melhor utilizados na resolução dos verdadeiros e mais prementes problemas da humanidade.”


Admite que o “aquecimento global”, ou as agora mais em moda “alterações climáticas” não são são consensuais, nem nos EUA, nem na Europa, nem no Japão. É claro que falo da sociedade civil, nomeadamente da comunidade ciêntifica. Quanto aos políticos… alinham nas modas.
Carlos

Anónimo disse...

Completamente de acordo com o Carlos. Não há uma só causa. Quanto aos politicos, tenho exemplos que me dão raiva sempre que penso nisso. Com o conhecimento da casta verde daqui do Norte, até agora não vi um só representante politico agir e viver de acordo com o que diz e tão pouco os jornalistas grandes defensores da causa. São raros e quase inexistentes.

Combater a pobreza, tanto material que educacional, o descrescimento économico e a melhor partilha das riquezas, o respeito da natureza pode alterar o desenfrear de certas causas que acceleram o processo do aquecimento global.


moreia

João Branco disse...

Muito interessante. Mesmo. Agora, o comunicado que foi enviado ao Secretário de Geral da ONU e que, segundo o Carlos, assinada por "100 cientistas com currículo internacionalmente reconhecido", é muito estranha, porque me parece claro, clarinho como a água, que estamos a navegar no mau caminho. Poluição é poluição. Ponto final. Tenha a ver com alterações climáticas ou não. É só ir a uma cidade como S. Paulo ou México, para verificar o que fazem a emissão excessiva de gazes para a atmosfera, por causa dos automóveis. É ver a poluição dos mares, do ar e da terra. Estamos a produzir lixo a mais, essa é que é essa. Isso não tem nada a ver com o aquecimento global? Não estou tão certo disso.

O que se devia investigar é o porquê da poderosa indústria automóvel não ter permitido o avanço na investigação e desenvolvimento de protótipos de carros movidos a electricidade, numa altura em que se sabe que, se não houvesse entraves, estes poderiam estar no mercado, a preços competitivos. A chave deste complot, tem uma palavra só e tem sido justificativo para várias guerras, inclusive a do Iraque: Petróleo.

A maior parte da Humanidade tem sido movida pelo desejo de lucro desenfreado e menos de 1% da humanidade tem nas mãos mais de 90% da riqueza mundial. Vir agora dizer que o aquecimento global é "natural" (tão natural como a sua sede), e que a emissão de gazes não é causa, mas a sua redução pode vir a ser um problema, cheira-me a conclusão encomendada por quem pode.

Mas isto sou eu, um cidadão sem qualquer poder que se limita a ver o telejornal de vez em quando. Mal informado, pois. Como convém nestas coisas.

Sanpadjud disse...

Argumentos técnicos há vários. A maioria pende para a acção humana no aquecimento global. Aliás esse papel da acção humana já foi reconhecido internacionalmente por vários fóruns científicos e políticos. As previsões da subida dos mares foram revistas há pouco tempo, em alta.
Naturalmente não é apenas a acção humana...
Este é dos tais assuntos que não se compadece com quixotismos (ou achismos) e merece que procuremos sempre informação. Não é um tema fácil, vários interesses conflituam aqui, principalmente os individuais.

zito azevedo disse...

Se é certo e pacífico que o mundo nasceu natutalmente, não me repugna acreditar que possa perecer de causas naturais...quanto mais tarde melhor!
Zito Azevedo