Um Café Curto

15 Comments


A parte mais significativa do discurso de Obama:

"Não vamos pedir desculpa pelo nosso modo de vida, nem vamos hesitar na sua defesa, e àqueles que querem realizar os seus objectivos pelo terror e assassínio de inocentes, dizemos agora que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; não podem sobreviver-nos, e nós vamos derrotar-vos."


Comentário Cafeano: até que enfim que há alguém que avisa Israel que não pode fazer aquilo assim! Para ler o discurso inteiro, em português, aqui (jornal Público)





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15 comentários:

Redy Wilson Lima disse...

E acreditas mesmo que o recado foi para israel? Deves estar a brincar.

João Branco disse...

Redy, é da hora, mas estás lento. Ironia, nha amigo, ironia...

Anónimo disse...

oh oh oh JB! bô ta terrivel !! ah ah ah convém dizer que em certas partes do discurso se o homem fosse mais clarinho(de ideias) diria-mos GWBUSH eh eh
Hiena

Joshua disse...

Tem piada, concordo com o Redy...quando ouvi a frase achei que era um aviso ao Hamas e a outros grupos terroristas...Não me passou pela cabeça que Obama se estivesse a referir a Israel.

Anónimo disse...

Oh Joao o Obama só está a fazer e bem o seu papel de político, outra coisa nao seria de esperar!

Nao te esqueças Obama é negro, mas é político.

Vamos lá descer todos à terra, para a queda do anjo nao ser brutal!!!

Arsénio disse...

Sabes muito bem que o recado é para todos os terroristas.
Agora definas lá quem é considerado terrorista.
Cabral era considerado terrorista pelo governo fascista portugues, mas para nós era (e continua a ser) um heroi.

Mas para mim a parte significativa do seu discurso não foi isso.
É a parte em que diz a realidade aos americanos, que a América está em crise e que só conseguem vencer isso, com todos juntos. Não aventurou em dizer discursos inflamados de promessas e promessas de um paraíso.

José Eduardo Fonseca Soares disse...

Ya, ironia! Mas pela análise de conteúdo temos que admitir que Israel se encaixa na perfeição para receber 'esse aviso'!

Anónimo disse...

Confesso que me emocionei ao assistir à tomada de posse de Obama, sobretudo pelo capital de esperança que emergia dos rostos daqueles milhares e milhares de pessoas que ali estiveram presentes, muitas delas certamente deserdadas do sistema.

Descontando, do meu ponto de vista, a encenação hollywoodesca do evento e a "pirosice" inenarrável da Parada a que o pobre do Presidente teve que estoicamente assistir, tão ao gosto da cultura popular americana.

Gostei, também, do discurso que, não sendo programático (nem o poderia ser, dadas as circunstâncias), aponta porém um conjunto de orientações que nos dão a esperança de que a política dos USA irá mudar radicalmente em alguns dos seus aspectos mais negativos.

De salientar (como alguns comentadores fizeram, e eu concordo) a crítica implícita à violação dos direitos humanos e aos princípios do Estado de Direito cometida pela administração Bush e a
garantia da rejeição, como falsa, da escolha entre a segurança e os ideais.

A ver vamos...!

a) RB, anónimo por obrigação

João Branco disse...

Caros, é CLARO que ele nunca se poderia estar a referir ao Estado de Israel... mas não é que se aplica na perfeição ao que aconteceu nestas últimas semanas? Ironias do destino...

cuca disse...

Eu gostei do discurso em tom nacionalista, preocupado em primeiro lugar com o país que vai governar... longe do expansionismo belicista de Bush.

João Branco disse...

Sem dúvida. Mas sem pensar em Israel, que continua a ser excepção para tudo e todos...

Ariane Morais-Abreu disse...

O tom do extracto pode ser interpretado também sob outro angulo que mais corresponde a actual realidade psicologica dos Americanos. O tom é demasiado belicista e negativo ("nao podem..."),o que revela sobretudo um estado de espirito fraco e acusador que tenta conjurar os seus proprios medos e se autoconvencer que no fundo nao estao errados no way of live. Mas é precisamente a escolha de tal modo (e moda)de vida e de pensar egocentrico que estao a dar cabo deles e do mundo. O discurso nao corrigiu tao pouco as pretençoes "imperialistas" de um pais pyroman-bombeiro que mal soube resolver até agora os seus graves problemas estructurais caseiros. Esta atitude de ameaça e de dador de liçoes de boa conduta peca de entrada de cena!! O novo presidente fez uma demonstraçao aguardada e muito "politiquement correct" que tenta consolar o orgulho americano e reconfortar a boa imagem. Nao convenceram a razao do mais justo estes jogo e encenaçao de parada. Concordo com o anonimo RB. Aguardamos pelos actos reais porque a dita "derrota" tita ta spreta na tud skina... Da a impressao que esta presidência Obama foi calculada e "iconizada" para servir a superficialidade da imagem dos USA. Espero que nao é um pretexto a mais!!

João Branco disse...

Aguardemos, portanto. Mas como disse hoje, começou agindo. Um bom sinal. Abraço

argumentonio disse...

«Ao mundo muçulmano, procuramos um novo caminho em frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Aos líderes por todo o mundo que procuram semear o conflito, ou culpar o Ocidente pelos males da sua sociedade – saibam que o vosso povo vos julgará pelo que construírem, não pelo que destruírem.»
Quem aceita a ironia sabe em honestidade analisar, interpretar e compreender - o que não implica aderir! - e, para o que interessa agora, relevar outras passagens do discurso do nóvel estadista da América do Norte.
Há forças muçulmanas apostadas em prosseguir o apedrejamento de mulheres e crianças, o bombismo assassino e suicidário ou a destruição (sic) de escolas que aceitem raparigas, para que só os rapazes aprendam e para que só aprendam "certa" teologia ante-medieval; poderia talvez entender-se (???) como especificidade cultural... dá-se porém o caso de tal noção se pretender arreigadamente impor como padrão, primeiro no mundo muçulmano e depois no que se deixar virulentar.
Atenta a (dura?) realidade, há que distinguir idealismos teosóficos de valores de dignidade humana hoje adquiridos civilizacionalmente, pelo menos como objectivos morais a prosseguir, seja a não discriminação injustificada em função de género, raça ou credo, seja o valor fundamental da liberdade de expressão e da liberdade de imaginação que caracteriza o Homem enquanto espécie capaz de consciência de si e da sua evolução.
Ou seja, da vida e do futuro, não da sua destruição.

João Branco disse...

Argumentonio, eu adorei o discurso do Obama. A sério. Mas não deixei de considerar uma certa ironia que ele tenha dito esta frase, que tão bem se aplica ao actual momento em Gaza.

Quanto a teologias "medievais", tudo bem. Mas ainda há pouco tempo um certo senhor líder religioso aconselhava e dizia coisas bem "medievais". Mas isso são contas de um outro rosário. Abraço!