Constatação Margosa

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O actor Diogo Infante, novo director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, - tutelado pelo Ministério da Cultura de Portugal - tomou ontem posse, e anunciando em conferência de imprensa as prioridades e filosofia do seu mandato, informou que o mesmo possui para 2009 um orçamento de um milhão e quinhentos mil euros, mesmo assim considerado insuficiente para as ambições do projecto do Teatro Nacional. Assim, em dinheiro de Cabo Verde, dá qualquer coisa como 165 mil contos cabo-verdianos.

Mesmo salvaguardando as dividas distâncias e orçamentos, mas constatando as opções do Ministério da Cultura de Cabo Verde para o único Auditório (dito) Nacional, situado na capital do país, e cuja gestão foi privatizada, só se pode constatar que andamos mesmo a brincar aos teatrinhos. Sinceramente, há certas medidas (políticas) que me custam muito a engolir e entender. Esta é uma delas.



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5 comentários:

José Eduardo Fonseca Soares disse...

"Ali bem tempu, hómi. Alibemtempu"!

Anónimo disse...

Mas o Diogo Infante tem uma grande amizade com o Primeiro Ministro... a relação deles beneficia-o ultimamente...foi a direcção do Maria Matos e agora do D.Maria II.

João Branco disse...

Traduz lá isso, Fonseca!

Anónimo, não conheço o Diogo Infante nem estou mandatado para o defender, mas o comentário parece-me precipitado. Primeiro, o Maria Matos pertence, pelo que sei, à Câmara Municipal de Lisboa. Segundo, o D. Maria, está tutelado pelo Ministério da Cultura. O PM não tem nada a ver com o assunto, pelo que se saiba, é uma escolha pessoal do actual MC português.

Mas nem sequer é isso que está em causa neste post. O que se pretende ver é a importância que se dá a um Teatro Nacional, num e noutro local. Enfim!

Anónimo disse...

Veja-se também a história dos dois espaços... o teatro em Portugal é uma conquista feita de esforço e luta que nunca esperou por ninguém.
Tuga

João Branco disse...

Mas o teatro em Cabo Verde existe porquê, Anónimo? Sabes? Estás informado? Não me parece. Mas o que eu sei é que há grupos de teatro em Portugal que recebem mais num ano do que provavelmente todo o dinheiro que o MC de Cabo Verde disponibiliza para TODAS as actividades culturais do país, em TODAS as áreas da sua intervenção. Nada mau!