Perguntas Cafeanas

18 Comments



No dia em que formos todos doutores e engenheiros, quem vai tratar das canalizações ou das ligações eléctricas na casa de cada qual?


À melhor resposta, ofereço um café




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18 comentários:

jandir disse...

ai que devia entrar a formaçao profissional em cabo verde, e estas areas deviam estar muito bem representadas em cabo verde, devido ao boom de construçoes de resorts e afins...

José Eduardo Fonseca Soares disse...

a) esse dia nunca chegará!
b) mas em chegando... importa-se mão-de-obra.
c) mas não havendo uma Africa para recorrer... paga-se mais a quem não tem cérebro, mas tem mãos para obras.

Mr.Guimarães disse...

Os engenheiros menos qualificados. E o preço dos concertos bem podem ser caros pois quem irá pagar ou é Doutor ou é Engenheiro.

e pa nu oserba disse...

Caro João,
Nesse dia vai tratar das nossas canalizações ou instalações eléctricas un Engenheiro canalizador ou electricista que nos garantirá um um "trabalho" de qualidade e com garantia. Mesmo quando esse seja formado por uma das nossas Universindades Cverdianas. Ou estou enganado, o engenheiro não sabe fazer,como se costuma dizer,pôr a mão na massa?
O trabalho é que dignifica o Homem!
Et

Anónimo disse...

Engenheiros em canalizações e doutores em correntes eléctricas, ora!!!!!
OBS:muitos canalizadores ganham na Europa mais que muitos licenciado. Trata-se ao fim ao cabo do mercado a funcionar, muitos engenheiros poucos canalizadores resulta, num salário maior para estes.

Tiago disse...

Grande pergunta João. Lembro-me de uma professora minha que viveu na Alemanha comentar que o marido, homem de letras, não sabia fazer nada em casa, ao passo que os alemães, de letras, ciências ou fosse o que fosse, se safavam muito melhor sem ter de chamar um electricista ou um canalizador. Há em Portugal muito esta coisa de gente «doutorada» não saber o que fazer das mãos. Infelizmente, revejo-me no quadro. Não tenho respostas. Provavelmente teremos de aprender estes trabalhos «não intelectuais». Mas também, com os númeras da taxa de desemprego, não deverá estar longe o dia de teres um «doutorado» de fato-macaco na cozinha ou casa-de-banho de cada qual...

João Branco disse...

Jandir, era aí que eu queria chegar. Mas isso são profissões "menores" (repara nas aspas);

Fonseca, :)

Mr. Guimarães, assim vamos ficar, inevitavelmente, com as sanitas entupidas! hehehe

Oserba, o pessoal não quer trabalhar, quer é um emprego!

Anónimo, é preciso divulgar isso, mas sabes, o estatuto conta muito! Além de que doutores em electricidade, até que temos alguns, lá para as bandas do Palmarejo...

Anónimo disse...

Os arquitectos? Hehehehe!

Mais a sério:

Parece-me claro que numa sociedade subdesenvolvida e intelectualmente tacanha os títulos académicos são sinal de estatuto social e de ascendência sobre os não letrados.

Só tal pode explicar, por exemplo, que em Coimbra os alunos dos primeiros anos sejam tratados, pela população em geral, como "Senhores Doutores".

Parece-me ainda certo, por outro lado, que foi desde sempre o próprio Estado ("latu sensu") quem alavancou essa idiossincracia muito própria de provincianismo cultural, seja ao desvalorizar as profissões técnicas e/ou manuais (e quem não se lembra da chacota por que passou, na A.R., um Deputado da UDP que tinha o "handicap" negativo de ser apenas um operário), seja por ter sistematicamente destruído as bases formativas dessa profissões (de que é exemplo mais acabado a eliminação das chamadas Escolas Técnicas).

Continua ainda a ser válida, por isso, a célebre tirada de Almeida Garrett, pronunciada a propósito da distribuição de títulos promovida por Passos Manuel:

"Foge, cão, que te fazem barão! Mas senhor, para onde, se me fazem visconde?"

Creio, porém, que também aqui e exactamente por causa do impasse a que (já) se chegou no sentido de dar resposta à pergunta (cafeana) proposta, "times are changing"!

a) RB, Dr. anónimo por obrigação

Caboverdiano disse...

Essa do Palmarejo foi boa JB. Fez-me soltar uma gragalhada daquelas.
Gostei imenso dos commentários de todos.

Essa "maquina" MADE IN CV, está a funcionar por causa de muitos como tu, que fizeram da informática e da "Blogologia" um side-job. A nossa profissão "menor", posso dizer (?) hehehehe.

Abraço!

João Branco disse...

RB, nos "times" actuais não precisamos de canalisadores nem de electricistas? :)

Abraço, caboverdiano, e parabéns pa aniversário de bo blog.

manu moreno disse...

Ups...DOTOR vs ENJINHERU vs trabadjador...BOOOOOAAAAAA!

Não antikorpos
Mais sim valor positivu
Na união di seres vivos
Pa no ser impulsivos/construtivos!

É preciso ter vontadi
Pa recicla amizadi
Fazi cresci morabeza
Trazi ideia a realidadi

É pa tem unidadi
Pa tudu comunidadi
Pa podi apresenta verdadi
Pa nu entra na atualidadi

É pa tem vontadi di acçom
Ter + coperaçom
É pa fazi interaçom
Pa forma flor di revuluçom

...assi ta ser nós terra ilhadu!!!!

Kel abçom di coraçom
ManuMoreno

Anónimo disse...

Parece-me que se queria chegar á questão da formação profissional. Cheirou-me que se queriam atirar pedras (posso estar enganado) e sugerir que não se está a fazer nada quanto a isso.
Pois está-se a fazer e muito. Cursos profissionais estão a pipocar por aí. Parece que até a UNICV já está a preparar uma fornada de doutores em máquinas hospitalares.

O que me parece faltar é publicidade destes feitos e os formados saberem se posicionar no mercado de trabalho.

Kruzes Kanhoto disse...

E quem garante que nesse futuro ainda teremos casas com canalizações e instalação eléctrica?!

Anónimo disse...

"mas não havendo uma Africa para recorrer... paga-se mais a quem não tem cérebro, mas tem mãos para obras."
Caro José Eduardo Fonseca Soares que triste comentário! "paga-se mais a quem não tem cérebro, mas tem mãos para obras."
Sinceramente! Pelo menos devias utilizar aspas para disfarçar...
Abraço e boa pergunta João,
Patrick Soares.

antonio disse...

Isto não é uma resposta, é apenas a indicação de uma pequena ajuda que se chama " IDALBERTO O HOMEM DO LIXO" editado pela editora REFLECTIRIR e tendo como autor O GRUPO INVISIVEL OS MARTELOS. O sub título desta obra é : o poder do homem do lixo e o ministro sem ele.
Para interessados talvez ainda consiga algum exemplar.
Abraço ao gerente e a todos os frequentadores deste Café.

Antonio

João Branco disse...

Manu Moreno, forti sabi!

Anónimo, podem estar a pipocar - gostei do termo! - mas o facto é quando se precisa de um canalizador ou de um electricista, daqueles que põe mão na massa, esses, são muito difíceis de encontrar. Que esse trabalho que está a ser feito possa ter resultados visíveis no curto, médio prazo eis o que todos desejamos. Não é?

Kruzes, se depender da Electra... tens razão!

Patrick, acho que entendeste mal o Fonseca. Mas ele saberá explicar melhor a ideia dele. Abraço e volta sempre.

António, eu estou interessado. Como conseguir isso?

José Eduardo Fonseca Soares disse...

Caro Patrick Soares - permites Joâo? - lamento que só tenhas visto a alínea c do meu comentário, pois fazia parte de um todo... utilisando do humor para criticar 'en passant' uma prática secular dos 'donos do mundo'... E isso sem, da minha parte, nenhum preconceito contra essas profissões.
Abraço

João Branco disse...

Fonseca, era isso mesmo que eu pensava, mas achei por bem que o escrevesses pessoalmente. Muito bem!