Tertúlia dos Mentirosos 46

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A Importância do Cafézinho

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na hora da fuga, cada um tomou um rumo diferente, para despistar os perseguidores. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que fugira para as matas voltou e tentou entrar no zoológico.

Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula. Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:

- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para para a mata, tive que voltar porque quase não encontrava o que comer!

O outro leão então explicou:

- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que então voltaste para cá? Tinham acabado os funcionários?

- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o director geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles. Mas no dia em que eu comi o que servia o cafezinho… estraguei tudo!

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6 comentários:

Arsénio disse...

Isto quer dizer que as nossas repartições públicas estão cheios de ... nada?

João Branco disse...

Não são as nossas. O funcionalismo público é um fenómeno mais ou menos global... ou não é?

Anónimo disse...

Caro João: as generalizações são sempre perigosas. Ora, a verdade é que os Funcionários Públicos têm essa má fama independentemente de trabalharem muito, pouco ou nada.
Por isso a lógica do "eu trabalho, tu coças-te e eles dormem" é em si mesma injusta. É que há muitos deles que se esfalfam a trabalhar, muitas vezes com salários de miséria.

a) RB, anónimo por obrigação

João Branco disse...

Tenho consciência disso, RB. É pouco como contar anedotas de louras ou alentejanos, não é? Ninguém leva a mal! hehehe

Anónimo disse...

Hum, excepto, provavelmente, as louras e os alentejanos...!

a) RB, anónimo por obrigação

b disse...

Ahahah!! João, concordo, com o sr "anónimo por obrigação", não se pode generalizar. É que 3% da classe publica, não é assim:

1% - trabalham como o fariam num outro sítio qualquer
+
1% - está de baixa
+
1% - são os srs que servem o café

assim acho que talvez já se possa generalizar...?