Tarde

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Na hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas
Meu espírito te sentiu.
Ele te sentiu imensamente triste
Imensamente sem Deus
Na tragédia da carne desfeita.

Ele te quis, hora sem tempo
porque tu eras a sua imagem, sem Deus e sem tempo.

Ele te amou
E te plasmou na visão da manhã e do dia
Na visão de todas as horas
Ó hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas.
Vinícius de Moraes


Imagem: "Brooding" de Manuel Libres Librodo Jr


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3 comentários:

RFF disse...

Belíssimo...

Paulino Dias disse...

JB,

Ha muito que nao te escrevia aqui, o quanto bo eh um sacana de merda, pa!!! Enches-me de desassossego com estes poemas que fazes chegar ate nos... E eu que nesta Sexta a noite so queria um gruguim de Sintanton na varanda e duas notas de violao sob esta lua cheia...

Um abraco,
Paulino

João Branco disse...

Paulino, os teus comentários são tão bem vindos e tão frescos quanto os poemas que vou filtrando para colocar aqui no Margoso.

Um abraço!