Plágio 26: A Fome e o Capital

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Este texto foi-me enviado ontem por e-mail por um amigo. A primeira frase que me veio à cabeça quando acabei de o ler foi "grandes filhos da puta". Depois admirem-se se o mundo dito civilizado se transformar numa imensa Grécia. Cabrões.

Então é assim:


"Vou vos fazer um slideshow: estão preparados?

É comum, você já viram essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumaram com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de fotografia. Algumas transformadas em objectos de arte, em livros de fotógrafos renomados. São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta. Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce? Extinguir...

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta. Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo. Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse. Mas numa semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar bofetadas e afagar.

Se quiserem, repassem, se não, o que importa? O nosso almoço está garantido mesmo..."


Texto do Neto, director de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.



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2 comentários:

Teatrakacia disse...

Fuckens! Filhos da... Mas também não é novidade. Uma coisa é uma coisa... e outra coisa é outra coisa. (hahaha)

João Branco disse...

Não é novidade. Mas lida assim, dá vontade de sair à rua com cocktails molotofs... porra!