Perguntas Cafeanas

15 Comments



A quantos crimes hediondos e cobardes como este, teremos que assistir mais, para acordarmos para a realidade e concluirmos que deixamos de ser o país da morabeza que tanto gostamos de apregoar por esse mundo fora?


À melhor resposta, ofereço um café





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15 comentários:

Anónimo disse...

aqueles que quisermos assistir ????
no dia que quisermos deixar de assistir realmente ... medidas serao tomadas... mas no fundo até nos convem porque numa terra em que nao passa nada há que haver novidades...

Claro desde que a desgraça nao bata em nossa porta!

Teatrakacia disse...

O problema quanto a mim,JB, não é o 'deixarmos de ser o país da morabeza' ou não - porque sempre houve crimes hediondos neste e noutros países - mas sim a quantidade crescente de casos de violência. Localizar, combater e sanar as causas desse fenómeno... gerado certamente pelas desigualdades sociais crescentes nesta terra onde 'tud criston tem direit a sê góta d'aga...' Infelizmente o fosso é cada vez maior... Acordar para a realidade também não será entrar nessa tendência de hoje em dia na capital, por exemplo, de as pessoas se trancarem em casa pq lá fora não é seguro... É um problema de Direitos Humanos na sua essência fundamental: igualdade de oportunidades para todos...

João Branco disse...

Tchá, entendo-te, claro. Mas entende-me também. Esta pergunta foi mais um grito de revolta que outra coisa. Só há algo em que não estou de acordo contigo: não me parece que seja assim tão claro que não tenhamos deixado de ser o país da Morabeza, mormente nos dois principais centros urbanos. Claro que há motivações à anterori que provocaram algumas dos actos horríveis que tem sido relatados pela comunicação social. Claro que as desigualdades sociais são uma das grandes causas. Mas como dar a volta a esta situação?

mar disse...

Todos nós sabemos o que significa «morabeza» meus caros. A pergunta é: o que é feito dela? Como ela se manifesta actualmente? Antes, tinhamos milhares de exemplos a dar e, quantos de nós não sentiamos orgulho em dizer às pessoas que cá vinham do que poderiam esperar da população local!?! Quem continua a o fazer neste momento? Quem confia a dizer à qualquer pessoa que pode circular à-vontade em Cabo Verde? Bem, eu não faria isso à nenhum amigo ou familiar. Concordo contigo JB.

Sisi disse...

Não conheço a pessoa pessoalmente,mas ela é amiga do meu namorado e qdo ele me ligou contando o sucedido fiquei completamente chocada. No momento estava com uma amiga e tivemos a reflectir sobre essas atrocidades que têm vindo a acontecer. Chegamos a conclusão que a "mão leve" da justiça tem sido uma das principais causas de tudo isto, e as leis de CV precisam ser urgentemente revistas, para não dizer jogadas no lixo e feitas de novo. É realmente revoltante, vai-se chegar ao ponto, se é que ainda não chegou, das pessoas terem medo de sair a rua, e viver a mercê desses animais.

Anónimo disse...

somos uns apaticos em tudo o que fazemos ... queixamos mas aceitamos ... como se essa violencia fosse divina....

João Branco disse...

Numa peça de teatro do Grupo Juventude em Marcha um dos personagens dizia uma frase que podia ser aplicada aqui: "o problema é o BASE". E o que é o base neste caso? Injustiças e desiguldades sociais a crescer, e um sistema judicial completamente desajustado para a actual realidade do país. Quando acordaremos para esta realidade?

Anónimo disse...

Este crime fez-me lembrar uma passagem que dei nos Lusíadas, bastante semelhante. Ao analisarmos essa cena, toda a turma ficou revoltada e inojada. Todos quisemos acreditar que hoje em dia toda esta cena, estes episódios macabros, eram impossiveis de acontecer.
Afinal o inferno existe (e não se encontra muito longe).

Anónimo disse...

Primeiro não conheço a pessoal em causa, mas o que me espanta é que um crime deste aconteça em Cabo Verde, apesar de desconhecer às circunstâncias como ocorreu, mas o facto que é aconteceu e não podemos fechar os olhos e fazer vista grossa ao que aconteceu. É preciso dizer basta, chega!
As sociedades evoluem e com elas surgem sempre novos problemas e ”males sociais”. Há uma perda de valores no seio das famílias cabo-verdianas, que actualmente tem vindo a ser notório, o alcoolismo é um grande problema social, o acesso por mérito ao emprego não existe, não há regulação do mercado de consumo face ao poder de compra do trabalhador cabo-verdiano … enfim a continuar enumeraria uma serie de outras desigualdades, que fazem parte de qualquer sociedade mas que exigem medidas concretas para as resolver.
Os nossos governantes vivem em seminário, colóquios e encontros sobre as mais diversas temáticas do século XIX, mas são incapazes de resolver os nossos problemas internos. A autocrítica deu lugar a censura colectiva de individual

Abraç a tds

CSO

João Branco disse...

"A autocrítica deu lugar a censura colectiva de individual " Esta frase do último anónimo diz muito sobre o que andamos a viver hoje...

mar disse...

Pois e enquanto temos um magistrado corajoso a pôr o dedo na ferida e a exigir melhores leis para atacar esses bandidos, há um que, feitor de leis (ou copiador de realidades diferentes das nossas) o critica (?) cobardamente por ele ter dito que Cabo Verde precisa de leis para os caboverdianos e adequadas a nossa realidade. Desculpa João, acgo que ele agora precisa de um descanso, mas, falando em leis, pelo menos sabemos que os maus na sua Comarca não vão para a casa descansados. Eu conheço a pessoa violada e meteu-me nojo e revolta o caso. É preciso encorajar pessoas que querem leis pesadas para estes animais invés de refugiar em ataques pouco claros e que nada dignificam nenhum de nós. Afinal as leis não devem servir os caboverdianos? Porque se escolhem as leis portuguesas ao invés das dos outros paises, será porque é mais fácil de copy e paste? A justiça e leis devem ser feitas por pessoas da área e não pessoas que, embora inteligentes não têm conhecimentos na prática e como aplica-las. Tenho dito João. Um abraço a Mulher - sentimo-nas todas feridas com ela!

Semedo disse...

Mar tem toda a razão. Mas, atenção, é preciso não confundir segurança com justiça - embora ambas andam de mãos dados como disse e bem o magistrado que ela refere. Também acho que o deviamos deixar descansar um pouco. É louvável para quem pugna pela Justiça e o faz abertamente com competência. Pena, estranho e triste que o tenha de fazer remando contra a maré. Os caboverdianos tem de acordar e exigir melhores leis e segurança. Mas, faze-lo de viva voz e nos lugares adequados e não apenas entre eles e de forma cobarde! Semedo.

nena disse...

LEIS DURAS com esses gajos! Há opiniões interessantes também no bianda.blogspot. Eu concordo com Mar e Semedo. Ainda somos nós a pagar estes gajos a sua comidinha na cadeia. O caso é nojento e ninguém merecia tal tratamento, ninguém. Mas, enquanto não tivermos coragem para sair lá fora e exigir dos politicos que façam leis que benificiem as vitimas e não os réus continuaremos nesta mesma merda. E até afugentamos pessoas que igualmente se revoltam por não poderem fazer nada contra isto. Acordem caboverdianos, acordem!!!!!!!!!!!!!

João Branco disse...

Concordo, concordo e concordo. Principalmente com a forma e o espírito do último comentário.

Anónimo disse...

Caro João,
Eu sou da opinião que essas pessoas, que cometeram este acto indescritível, deveriam ser executadas em praça pública!

A justiça tem sido mt branda em CV. E, a perda de valores universais que noutrora foram os pilares da dita "morabeza" é notória. Mas, fazer o quê?

Não se pode fazer omeletas sem ovos, pah!

A inépcia é geral, salvo certos casos (pessoas que são dignas e que têm alguma sensibilidade ainda).

Tenho dito!