Café Literário

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Se houve alguma consequência palpável da atribuição do Prémio Camões a Arménio Vieira foi isso ter obrigado - por motivos comerciais, naturalmente - a que o poeta tirasse uma série de trabalhos da gaveta e que estes acabassem por ver a luz do dia mais cedo do que o previsto (não foi preciso, por exemplo, esperar que o poeta morresse para que alguém se lembrasse de lhe publicar obra inédita a título póstumo - lagarto, lagarto!).

O primeiro destes livros, com o título "O Poema, a Viagem e o Sonho", que terminei de ler, é delicioso, de fácil leitura e com algumas frases antológicas que de forma clara explicam - se preciso fosse - a razão porque ele venceu o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Um livro da mais fina prosa poética, se me permitem a expressão. A edição que li foi a portuguesa (da Caminho) e já ouvi dizer que a cabo-verdiana Ilhéu Editora se prepara para lançar a edição nacional (o natural seria o contrário, mas pronto). Que venha depressa, porque este é um livro que merece ser lido (devorado, é o termo) pelo maior número de pessoas possível.



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3 comentários:

Tiago disse...

Li o No Inferno (também) por influência margosa e adorei. Sei que não percebi por completo, mas, ainda assim, fiquei fascinado com a qualidade literária e criativa de Arménio Vieira. E então, claro, já me deixaste com água na boca... Mal possa, hei-de lê-lo. Abraço.

Ricardo Riso disse...

Olá, João! Tudo bem?
Você mencionou muito bem a vantagem do Arménio ter ganho o Camões, pois assim temos a possibilidade de ver novos títulos de Vieira na praça.
Infelizemente, o mercado editorial brasileiro continua cego à obra do autor.
Muito obrigado pela dica (tentarei comprá-lo) e um grande abraço!
Ricardo Riso

Anónimo disse...

ò pá João, tenho inveja tua...li pa soncent, nó tem fca tá espera, ou então mando vir de Lisboa..Já m deixaste com vontade de o ler, continua a participar na divulgação da cultura (literatura cabo-verdiana)...
Abraços