Perguntas Cafeanas

12 Comments



Até que ponto a defesa de postos de trabalho 
justifica o nosso silêncio?


À melhor resposta, ofereço um café






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12 comentários:

Anónimo disse...

Só até ao ponto em que a injustiça seja ainda suportável!

a) RB, anónimo por obrigação

Tchale Figueira disse...

O SILENCIO ADEVEM DA PASSIVIDADE DO CRIOULO QUE AINDA PENSA COM A BARRIGA. BASTA PENSAR QUE NÃO TEM CATCHUPA PARA COMER FODEU-SE A REVOLUÇÃO.

HF disse...

Quando não temos carácter, não temos confiança na nossa capacidade técnica e profissional, quando não somos cumpridores dos nossos deveres laborais, cívicos e políticos, e quando passamos a vida a engraxar o chefe para sermos promovidos e reconhecidos socialmente.

Resumindo, quando é mais fácil calar do que se ser um cidadão activo, consciente e atento.

Eu aqui prefiro estar out do sistema instituído...

jokinhas

Helena Fontes
HF

Pátria CV disse...

Se for um trabalho na Função Publica o silêncio não justifica pois o salário não compensa.

João Branco disse...

RB, quer parecer que estamos a ficar em ponto de rebuçado...

Tchalê, pois, hoje em dia de barriga vazia ninguém protesta...

Helena, e fazes muito bem. Pra quando o blogue?

Pátria CV, não é o que parece com a maioria.

Sisi disse...

É triste o que vou dizer, mas sabemos que não está longe da realidade. Hoje em dia, o silência continua a dever-se ao medo, mas penso que é medo não só de perder o emprego, mas tb o medo de ser "silenciado". Não é por acaso que as denúncias feitas têm sido em anonimato, e nem por medo de perder o emprego.

Kuskas disse...

Oh João
Eu nunca fico calada quando tenho razão para falar. Por isso sou "silenciada", mas como sou uma kuskas nunca me deixo silenciar. Acabam sempre por me ouvir, mesmo que não concordem ou façam nada do que eu digo... sempre fui assim e assim vou continuar sendo

Abraços

Anónimo disse...

João, não sei porque mas associei a tua questão à problemática dos TACV. É que parece-me ser esse um exemplo paradigmático. É que penso que não se tomam muitas medidas, não se fala às vezes a verdade crua, porque quer se queira quer não, são muitos postos de trabalho em jogo.

Anónimo disse...

O limite é a nossa dignidade , a fronteira é não atropelar os outros ; insurgir contra as arbitrariedades ainda que nos custe , apostar no mérito e na competência e na capacidade de trabalho como forma de reconhecimento; quem enveredar por golpes baixos e torpes mais tarde ou mais cedo acabará por ser vitima dessas condutas! contudo , nos dias que correm é cada vez mais díficil ser se autêntico e coerente nos príncipios. Assim , bem haja , os que acreditem e promovem o seu dia a dia por valores outros que não sejam bajulação a mediocridade e sacanisse , porque filizmente também ainda existem essas expécie rara não obstante em vias de extinção!!!
Belmiro Lopes

Pé Esquerdo disse...

Até o ponto que temos seres dependentes de nós para alimentar e cuidar. Mas ao mesmo tempo é neles que devemos pensar ao não deixar que os nossos valores e convicções se reduzam a meras palavras. Para que tenham a força necessária é preciso traduzi-las em actos de acordo.

Anónimo disse...

Oh Joao boa pergunta, das melhores até agora (na minha opinion, claro).

Identifico-me com a Kuskas e eu própria travo neste momento essa luta entre o deixar andar ou o colocar a mão na mesa e dizer basta!Largar tudo e dizer basta!

Quando o nosso trabalho é de qualidade, não nos podemos prestar a certas coisas, injustiças, o minimo que se exige é respeito e reconhecimento, coisas raras nos patrões.

Sabes, muitas vezes, muitas mesmo, os colegas criticam, reenvindicam sempre nas costas do chefe e quando chega a hora de mostrar a sua indignação ou apelar à justiça ou aos direitos, calam-se de fininho e deixam os outros passarem por revolucionários, insolentes, entre outras coisas. Mas são lições que se tiram e é assim em muitos lados do mundo e aqui também, o cabo-verdiano não está para se chatear, prefere engolir o sapo, ganhar os seus 20 continhos e pronto.

O mal é que o trabalhador nao se une e não há união. Cada um tem medo de perder o confortável posto de trabalho e esquece a dignidade, a honra e algum orgulho saudável (que não faz mal a ninguém quando moderado).Fecham-se em copas e assobiam para o lado. No meu trabalho é assim. Toda a gente tem medo do patrão. Têm medo de falar de se expressar de emitir pontos de vista diferentes e que chocam com o mesmo.

Sei que têm familias, contas, tal como eu e toda a gente!

Mas há limites.
Acho que o silêncio deve terminar quando a qualidade do nosso trabalho é afectada por esse adormecimento momentâneo ou a longo prazo do "deixa andar".

Quando temos valor e dámos provas disso, há que deixar o silêncio falar, sem medo de perder o posto de trabalho, a dignidade e o direito à justiça que cada um tem está acima de tudo.
Quando somos bons, somos aqui, na china, ou em qualquer lugar do mundo.

Se falassemos mais o silêncio calava-se mais depressa.

João Branco disse...

Excelentes contribuições. Não deixarei morrer este assunto. Obrigado a todos.