Crónica Desaforada

11 Comments



Um bolo e uma cereja

1. Isto pode até parecer embirração, mas leiam lá antes de tirar conclusões precipitadas. No dia de ontem foi noticiado a reunião do Conselho do Ministério da Cultura, que tem a duração de dois dias, sendo esta uma oportunidade para os quadros ligados ao sector da cultura, entre os quais se inclui o próprio Ministro, fazerem uma avaliação da política cultural do país. 

2. Até aqui tudo bem. O pior vem depois. Primeiro ponto, uma das facetas que sempre tenho criticado na execução da política cultural é o discurso da auto-sustentabilidade do sector, que não é de agora, partindo do princípio que não aceito que se dê a este sector uma importância menor do que ao sector da Justiça, Educação ou Saúde, por exemplo, e aí não se ouve, naturalmente, ninguém falar em auto-sustentabilidade nem em mudanças de paradigmas. 

3. O próprio discurso da economia da Cultura, numa época de crise, quando a medida de base para lutar contra essa mesma crise é o investimento público, fica um pouco desfasado nesta nova realidade. E como se sabe e tem repetido até à exaustão, se há sector que pede e exige, há muito, uma intervenção forte, programada, coerente e sustentada do Estado, é o sector da cultura, mais ainda num país como Cabo Verde. 

4. Na nota que se lê, ficamos a saber que na imagem de marca do estilo de trabalho do actual MC, despontam, segundo o próprio, quatro vertentes principais:
  • A inclusão de todos na materialização da política cultural; 
  • Responsabilização partilhada; 
  • A liderança socializada;
  • O respeito pelos direitos e deveres de todos.

5. O que raio significa isto? Alguém entende? A inclusão de todos ou o respeito pelos direitos e deveres de todos são desígnios constitucionais, que se saiba. Não tem que ser mostradas como bandeiras já que são obrigações de qualquer servidor público, faz parte da natureza do próprio Estado. 

6. Os outros dois itens são formas diferentes de dizer a mesma coisa ou seja são uma mão cheia de nada. Responsabilização partilhada? Do quê? Dos sucessos e insucessos da aplicação das políticas públicas? Quais políticas? Somos todos responsáveis pelas apostas falhadas ou concretizadas do Ministério e dos seus institutos? Quais apostas? Liderança socializada quer dizer o quê? Vamos todos mandar um bocadinho nos desígnios da nossa cultura? 

7. Aliás, pela amostra do formato do concerto de Tito Paris na cidade da Praia - patrocinado por um banco, que por sua vez desconta nos impostos o seu investimento aplicando a Lei do Mecenato, mas com o pormenor de apenas permitir aos clientes e amigos do banco o acesso ao primeiro concerto de um músico cabo-verdiano com uma orquestra sinfónica na capital de Cabo Verde - percebe-se o quanto este "estilo"de "inclusão de todos" tem sido aplicado. 

8. Ou ninguém sabia de nada? O mais provável é ninguém ter sabido de nada. Não teria mais lógica que tivesse sido o próprio MC a convidar o artista, organizar e a permitir o acesso de todos os interessados a um concerto que se prevê histórico? Bem, depois do triste episódio do cheque de duzentos contos, percebe-se porquê que ficou tudo quieto, mas aposto que alguém vai estar ali na primeira fila a aplaudir Tito Paris e a sua orquestra!

9. Depois lemos um conjunto de lugares comuns que já estamos cansados de ouvir, entre os quais nunca falta a referência à ligação da cultura com o turismo (o que vai ser difícil de acontecer com o tipo de turismo que está a ser implementado); o aumento orçamental (que afinal não é aumento, porque os 3% do Orçamento de Estado, afinal eram um boato lançado não se sabe por quem, e são apenas 0,8% do OE); o aumento crescente da credibilidade no sector (que dados permitem tirar esta conclusão?); a fórmula mágica da economia da cultura (que tudo há-de resolver, mesmo em tempo de crise global); ou o aumento na aposta das infra-estruturas culturais (outro caso estranho tendo em conta que se privatiza a gestão do único Auditório - dito - Nacional, na capital do país). E por aí a fora.

10. A cereja em cima do bolo é o anúncio que um dos pontos fortes do encontro é discutir e apresentar o "programa de actividades de 2009". isto em meados de Abril de... 2009. Como dizia o personagem Diácono Remédios, não havia necessidade. 


Mindelo, 16 de Abril de 2009




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11 comentários:

Manu Moreno disse...

Oi Djonsa...Bu teni 3 cartão na post:
- Vermelho
- Amarelo
- Azul

Na nha opinião devia staba só cartão VERMELHO!

Kel abçom di kuraçom!!!
ManuMoreno

Anónimo disse...

João,

A propósito disso, no outro dia estava a matutar no que faz evoluir uma sociedade. Cheguei à conclusão que no investir fortemente, com responsabilidade e seriedade no ensino e na investigação, sem demagogias, politiquices e favoritismos, no ensino superior e desenvolvimento tecnológico sustentado e na valorização e reforço da identidade nacionais. E concluí ainda que cabo Verde está no mau caminho. Temos ensino sim, precário; temos ensino superior fraco; investigação científica e tecnológia inexistente. E por fim, políticas sociais quase inexistentes. É assim que Cabo Verde pretende desenvolver-se? Nem com um tractor a empurrar os nossos políticos nas costas assim vamos lá...o nosso futuro, num cenário mais positivo,será ser como Portugal, mas pior...

Anónimo disse...

Que sentido faz o Estado financiar actividades culturais de carácter efémero, quando este mesmo Estado não dispõe de dinheiro para preservar o actual património arquitectónico e de arquivo, de relevância cultural, que constitui a memória histórica de um povo?

B.

Amílcar Tavares disse...

Não acho que seja função do MC organizar concertos mas que há muita miopia e salamaleques na política cultural do país, lá isso é verdade. E por demais!

João Branco disse...

Amilcar, não é um concerto qualquer. Colocadas as coisas dessa forma e não se fazia nada...

Anónimo disse...

É uma excelente notícia que tenha sido um banco privado a pagar o espectáculo do Tito, ao invés do Estado (ou melhor de todos nós). A demonstração da bondade da solução do financiamento privado para eventos culturais desta natureza está que: na Praia quem for ao espectáculo vai poder ouvir em condições dignas do mesmo, e no Mindelo foi o que o João aqui relatou. O privado sabe escolher, e exige quando compra eventos culturais para os seus clientes, já o espectáculo do Mindelo não era dirigido a ninguém em particular, foi só um bónus, um bodo por parte do banco.
Acho que a qualidade de alguma arte feita em Cabo Verde, ou por caboverdianos no estrangeiro, deriva de ser pouco ou nada subsidiada pelo Estado. E mais, atrevo-me a adivinhar que no dia em que os subsídios públicos generalizados e materiais cheguem aos eventos e às actividades performativas, a qualidade artística de alguns agentes teria um decréscimo vertiginoso.

B.

Anónimo disse...

Oi João

Li a noticia no A SEMANA anteontem dia 14 (em baixo), e fiquei pasmado. Não acreditei no que estava a ler, e dei comigo a pensar que tudo aquilo não passava de um mal entendido do jornal. Li e reli. Disse para com os meus botões: aguardemos que o “conclave” reúna, e guardemos o comentario, feito na hora e a quente, para outras nupcias. Mantive-me atento aos Blogues, aos que importa visitar, e até ontem NADA. Pensei, benevolente, que a malta tinha optado pela mesma estratégia, esperar para ver. Até que leio hoje o teu Post e fico deliciado com a argumentação. Lê o que segue e logo perceberás porquê. (Não vale a pena publicar, é mesmo só para partilhar contigo. Estou ansioso para ver as conclusões da coisa. Muito mais havia para dizer, mas não estive com paciencia. Um úlitmo reparo. Se é verdade que a livre iniciativa deve ser reconhecida, aplaudida e até premiada, o que não entendo é qual é o papel do MC no meio disto tudo? Habitualmente o que temos é muita gente a viver (sem méritos) à sombra dos orçamentos dos MC. No nosso caso, temos um MC sem méritos, a viver à sombra de realizações alheias, a todos os níveis: música, dança, teatro, artes plásticas, literatura, etc., etc., para as quais não contribuiu com coisa nenhuma. Um MC parasita portanto. O que ainda não entendi, é por que razão o único projecto em que Cabo Verde está seriamente empenhado, à anos a fio, a Elevação da Cidade Velha a patrimonio da humanidade, tem sido, e foi, um rotundo fracasso. Quem é o responsável por este “sucesso”? Será esta uma das ditas “acções de vulto” do MC? O “aumento crescente da credibilidade do sector” deve-se a quem? Ao MC? Graças a Deus que a gente da cultura nunca precisou deste MC, ou de qualquer outro antes, para coisa nenhuma. Estariam f… (lixados) e mal pagos. Mas o contrario é verdadeiro. Calo-me, por que o Sr. Ministro da Cultura deve pensar que eu tenho alguma coisa “contra ele”. E TENHO! Mas só enquanto Ministro da Cultura. Contra ele e a sua infeliz equipa.)
Um abraço.


Quadros do MC encaram os desafios da cultura


14-04-09
Começou hoje no Instituto da Biblioteca Nacional, o Conselho do Ministério da Cultura, que reúne, durante 2 dias, todos os quadros desse Ministério para juntos não só apreciarem as actividades desenvolvidas durante o ano de 2008 como também traçar do Plano de Actividades para 2009.

Durante o encontro, o Ministro da Cultura, Manuel Veiga, fará uma avaliação da política cultural do país, das grandes perspectivas culturais para 2009. O estilo de trabalho que quer imprimir no sector, a sua imagem de marca, despontam quatro vertentes principais: a inclusão de todos na materialização da política cultural; a responsabilização partilhada; a liderança socializada e o respeito pelos direitos e deveres de todos.
Mas Veiga também não deixará de falar dos ganhos conseguidos com a sua governação. E aqui aponta “a mudança cada vez mais positiva e actuante na atitude dos sujeitos culturais e actores políticos; o aumento crescente da credibilidade no sector, traduzido no aumento orçamental, as novas tarefas e algumas distinções feitas ao Ministério, tanto pelo Governo como também pela cidadania cultural; e ainda as acções de vulto empreendidas pelo Ministério, em vários domínios culturais, como a arte, a investigação, a legislação, o património e a salvaguarda da identidade”.
E a reunião também é momento para lançar desafios, tais como: a inclusão cultural de todos no sistema e na vida cultural; o resgate, a preservação e valorização da história e cultura caboverdianas; a ponte entre a educação e a cultura; a procura de equilíbrio entre o turismo e a cultura; o desenvolvimento da economia da cultura; o aumento de incentivos e das infra-estruturas culturais são outras questões preponderantes a serem abordadas pelo Ministro da Cultura.
Nesse conselho do Ministério da Cultura, participam os Institutos do Arquivo Histórico Nacional, da Biblioteca Nacional e do Livro e da Investigação e Património Cultural, a Direcção de Promoção Cultural e Direitos do Autor, o Centro Cultural do Mindelo, o Centro Cultural Norberto Tavares, os Museus da Arte Antiga e da Arqueologia, devendo todos eles fazer o balanço das suas realizações no ano transacto e apresentar seu programa de actividades já quanto ao para 2009.
O Programa do Encontro contempla a inauguração da Escola da Música no Palácio da Cultura Ildo Lobo, pelo Ministro da Cultura, hoje, pelas 18h30.

Leio, releio, e digo: Só pode ser erro do jornal. Só pode ser mal-entendido jornalístico.
Após legislatura e meia leio que “os quadros do MC encaram os desafíos da cultura”? Encaram??? Mas o que é que têm estado a fazer até agora? Devo ficar tranquilo, ignorar a coisa, ou chamar a policía?
Leio a seguir um churrilho de banalidades e generalidades que são tradução do desnorte e da total ausencia de ideias do que uma política cultural possa ser:
a) “inclusão de todos” mas quem são estes ‘todos’? E dito isto, serve para quê? Para nos tranquilizar? Todos, significa rebaldaria, deixa uma ‘ideia’ errada e pateta, de democracia popular falsamente participativa, falsamente abrangente. TODOS, vá-se lá saber o que é isso, e por não se saber o que significa, é óbvio que é coisa nenhuma.
b) “responsabilização partilhada”?? A responsabilidades só é partilhada quando não há rei nem roque. Quando não há responsável. A responsabilidade assume-se. E delega-se. O MC tem (tem?) um responsável, mas pelos vistos MV não sabe quem é. É preciso lembrá-lo? Ese responsável por sua vez delega responsabilidades (que se aceitam e se assumem – é assim com todos os organismos na dependência directa do MC e do Ministro, ou não?). À responsabilidade costumam pedir-se contas. Exigem-se resultados. Avaliam-se prestações. Partilhar responsabilidades é a típica solução do gato pardo, do cinzentismo, da indefinição, em que não se sabe quem é quem, quem faz o quê, quem dirige o quê, quem comanda quem, quem é responsável por o quê. Logo, NUNCA HÁ RESPONSÁVEIS DE NADA, nunca um rosto a quem pedir contas, a quem pedir resultados, a quem exigir responsabilidades. É a ideia ainda trôpega do colectivo, a ideia serôdia de um certo colectivismo bafiento, a ideia falsa do consenso. É a anulação do rasgo, da ousadia, da iniciativa, da criatividade. Responsabilização partilhada é o territorio privilegiado da sacanagem e do porreirismo, e que amiúde estabelece a fronteira dúbia entre, mediocridade e competência, proactividade e amorfismo, trabalhadores e funcionários, criativos e bu(r)rocratas, independentes e subservientes, ousados e carreiristas.
c) “liderança socializada”? Creeeeedooo! Má keli e kuzé? Djusus Maria! É claro que este ‘conceito’ enviezado, e mediocre, logo, um não-conceito, vem na senda do anterior. A patetice reproduz-se (Por osmose? Contágio? Autoreprodução?). Um dos gravíssimos problemas do MC é precisamente não ter líderes em lado nenhum. Agora percebo porquê. Ou há, ou não há liderança. Reconhece-se, ou não se reconhece um líder. Um líder aceita-se ou não, reconhece-se ou não. Socializável ou não, isso é questão de estilo e não de método. Um líder escolhe, adopta, o seu estilo de liderança. Todo o líder possui um. Que isso passe pela socialização, ou pelo dirigismo puro e duro, é outra coisa. Quem é que nos salva do estilo deste MC? Quem tem a coragem de tomar uma medida estruturante e com verdadeiro alcance cultural? Seria prova de sensatez despachar este Ministério (Ministro e Equipa) de uma vez por todas. Esta sim seria uma medida cultural, em defesa da Cultura, talvez mesmo a melhor medida cultural deste Governo.
d) “o respeito…” pelos quê? Mas que enunciado é este? CV não é um País democrático? Não possui uma Constituição? Não estão lá plasmados os direitos e deveres dos cidadãos? Percebem agora por que razão perguntava de início se não era de se chamar a policía? É que nesta cega-rega quem não respeita os direitos dos cidadãos caboverdianos é esta inutilidade institucional chamada MC. O Sr. Ministro diz que quer implantar a sua marca. Deus nos libre! Ainda mais? Será que o Sr. Ministro não vê que ELE e a SUA MARCA são só os verdadeiros problemas do MC, mas O problema do MC? Este Ministro & Equipa já não têm espaço para benefícios da dúvida, ou para serem solução de coisa nenhuma. Desde quando é que O(s) problema(s) pode(m) fazer parte da solução?

Fica claro que todo este discurso ideológico, que só ilusoriamente é de esquerda, mas de facto é de um esquerdismo caduco e bafiento, é a confirmação do total desnorte a que o MC chegou, e cujos resultados estão à vista, mas SÓ ELES NÃO VÊM!!
Diz a noticia que Veiga (adoro a familiaridade) não deixará de falar dos ganhos conseguidos com a sua governação. GANHOS, li bem. Já não me sobram unhas para roer de tanta ansiedade e nervoso miudinho. Venham lá esses ganhos Sr. Ministro! Pago para ver!
Diz a noticia que a reunião de 2 (dois) días servirá para fazer o balanço do ano findo (2008) e, pasme-se, perspectivar o ano de 2009. A MEIO DE ABRIL? O ano cultural para o MC tem o quê, 6 meses? O resto são férias do pessoal?
Ficarei atento aos desenvolvimentos.

João Branco disse...

B. não misturemos as coisas. O concerto do Mindelo não foi pago pelo Banco mas sim pela Câmara Municipal de S. Vicente. E fez muito bem, porque foi uma bela forma de comemorar o 130º aniversário da cidade. Não concordei com o modelo - Rua de Lisboa - mas concordo que foi uma bela prenda. O banco "apanhou" a boleia. Repara, é a primeira vez que uma orquestra toca na cidade da Praia. O MC deve ser indiferente a que os cidadãos possam ter acesso a um momento desses? Claro que não é por aqui que se devem medir as prioridades da política cultural do Estado. Mas esse discurso de utilizar os sucessos dos artistas que se desenrascam sem o Estado como "comprovativo" de que a presença do Estado na Cultura está mais do que provada é pura demagogia. O amigo imagina as tremendas dificuldades por que passam os artistas, os produtores, os jovens que sonham seguir uma carreira, os artistas plásticos, etc. etc? O Estado tem que ser facilitador, tem que saber gastar bem o pouco que tem. E o que tem acontecido?

Olhe, perca algum do seu tempo e leia o comentário a seguir ao seu, que tive que publicar (mesmo que o seu autor apenas tenha querido partilhar), porque acho que é merecedor de ser lido. E quem sabe transformado num post próprio, assim o autor (infelizmente Anónimo) me der autorização para tal.

Um abraço aos dois.

Anónimo disse...

Porra João, pedi-te que não o publicasses ... AINDA! Era só para ti, para veres a coincidência de posições e de reacção que tivemos. Achei que devia esperar pelas conclusões da reunião e só depois agir em conformidade. Hoje mesmo eu ía mandar para meia dúzia de Blogues a pergunta se ainda ninguém tinha visto aquela notícia, e o seu conteúdo. Confesso que estranhei, e quando ontem vi o teu Post, pensei, 'Finalmente! Alguém atento!'. Confesso que me deu algum gozo que tivesses sido tu a faze-lo. Prepara-te para as críticas dos habituais energúmenos inúteis lembrando-te que "não és caboverdiano". Manda-os foder, que esse nem argumento chega a ser. Aquele Ab. Alex (pensei que pelo estilo da coisa tinha dado para ver que era. Ía jurar que me tinha identificado como sendo Alex. Sorry!)

Anónimo disse...

Li o comentário a seguir ao meu e concordo numa coisa “aproveitamento do trabalho alheio”. Não tenho nenhuma afinidade com as pessoas que dirigem o MC, não acho que façam trabalho de nota, mas também não acho que não fazem nada. O que fazem e bem, diga-se mesmo muito bem, face aos pouquíssimos recursos é PROPAGANDA. Agora imaginam o que seria com 3% do orçamento do Estado. É isto que me faz desconfiar da promoção pública de eventos.

João Branco disse...

Alex, desconfiei, mas havia mais uma outra possibilidade em aberto... hehehe Seja como for, fica aqui o comentário para memória futura! Sorry! Um grande abraço, JB