Tertúlia dos Mentirosos 53

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Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.

Todos disseram que sim.

Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras. Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.

Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!

Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante. Olhando calmamente para as crianças o professor disse:

- Quero que entendam que isto simboliza a vida de cada um de vocês. As pedras são as coisas importantes: a vossa família, amigos, saúde, filhos, enfim, todas as coisas que preenchem a vida. Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro, os bens materiais mais importantes. A areia, representa o resto: as coisas pequenas. Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberão nem as pedras nem os pedregulhos. O mesmo vale para as vossas vidas. Priorizem cuidar das pedras, ou seja, do que realmente importa. Estabeleçam as vossas prioridades. O resto é só areia! 

Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:

- Vocês concordam que o vidro está realmente cheio?

Onde responderam, inclusive o professor:

- Sim está!

Então, ele derramou uma cerveja dentro do vidro. A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que o frasco desta vez ficasse realmente cheio. Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

Então ele explicou:

- O que eu quero dizer com isto é que não importa o quanto a vossa vida esteja cheia de coisas e problemas, sempre sobra espaço para uma cervejinha! 

Recebido por mail


Nota cafeana: quero dedicar esta história a todos os meus amigos e amigas que não estão aqui, como hei-de dizer, à mão de semear, e com quem me apetece, de quando em quando, beber uma cerveja estupidamente gelada e partilhar as coisas boas da vida. 



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7 comentários:

argumentonio disse...

amigo J., a cervejinha é bem vinda - em hora apropriada, bom de ver, que hoje espreitei ao café por las ocho de la matina, hombre -pois quem mente assim não deve morrer à sede, mas sobretudo é merecida pelo transmutador desta historieta meta-filosófica de assinalável carreira internáutica e agora devidamente aditivada a levedura e malte!

mas também, endereçado ao café confessional, serve a preceito ao desarredondamento do mundo e a voltas sob a campa de muito inocente vivo ou nem por isso face ao volte-face com que somos brindados mais assiduamente do que, por razões ponderosas de preservação da saúde mental própria e alheia, somos levados a aceitar!!

e ainda, terceiro post abaixo, o do café paisagístico, ao Pedro Madeira Pinto e a quem apoiar quem fotografa e partilha assim!!!

Anónimo disse...

Ó João, vamos lá tomar a tal cervejinha.

Pago eu!

"não sei quantas garrafas de cerveja consumi
enquanto esperava
que as coisas melhorassem
não sei quanto vinho e quanto whisky
e cerveja
sobretudo cerveja
consumi
após pedaços de mulheres
- à espera que o telefone tocasse
à espera do som dos passos,
e que o telefone tocasse
à espera do som dos passos,
e o telefone nunca toca
a não ser quando é demasiado tarde
e os passos nunca chegam
a não ser quando é demasiado tarde
quando o meu estômago está a subir
a sair pela minha boca
eles chegam frescos como flores primaveris:
"mas que merda fizeste contigo?
demorarão 3 dias até que me possas
dar uma queca novamente!"

a fêmea é durável
vive sete anos e meio mais que o macho
e bebe muito pouca cerveja
porque sabe que faz mal à figura.

e enquanto nós estamos a enlouquecer
elas saíram
e andam lá fora a dançar e a rir
com cowboys entesados.

pois bem, há cerveja...!
sacos e sacos de garrafas vazias
e quando apanhas um do chão
a garrafa cai através do fundo molhado
do saco de papel
rolando
fazendo barulho
entornando cinza molhada
cerveja fresca,
ou o saco cai às 4 da manhã
produzindo o único som da tua vida.

cerveja...
rios e mares de cerveja...
a rádio a passar canções de amor...
enquanto o telefone permanece silencioso
e as paredes permanecem direitas
de cima abaixo
de cima abaixo...

e cerveja...
cerveja é tudo o que resta.

(Charles Bukowski)

a) RB, annimo por obrigação

João Branco disse...

Argumentonio e RB, um a prosa outro a poesia. Mas bebi as duas com gosto! Abraço!

Manu Moreno disse...

Morabeza di amizadi!!

tchapu-tchapu

Sé pan morri sem amizadi pa nha vizinhu
Dexan sufri na nha kantinhu
Sé pan fingi ser más-ki-tudu na nha ilha
Dexa mar toman mi ku nha kanoa

Sé pan vive sem morabeza
Dexan fika ku nha tristeza
Sé pa vizinhu Distratam
Dexa nhordez lebam

Nha amizadi ta pinga tchapu-tchapu
Na continenti di terra burmedju
Nha amizadi ta pinga tchapu-tchapu
Na rotcha di morabeza ilhadu

obrigadu pela cerveja
També, dexam paga nha ronda!!

Kel abçom di coraçom
ManuMoreno

José Eduardo Fonseca Soares disse...

Com que então, agora fazendo a apologia do àlcool? (hahaha)

João Branco disse...

Boa, ManuMoreno!

Fonseca, que é isso. Nunca ouviste falar de Cerveja sem álcool?! hahaha

Caboverdiano disse...

Oh JB, vai uma heineken!? Ou um Cleps?Ou Strela?

Uma rodada para todo o pessoal no Margoso. JB, pom el na conta um te paga ne fim de mes, hahahaha.
Abraço e obrigado pelo texto.