Perguntas Cafeanas

38 Comments



O Alupec já é, pela força da Lei, o alfabeto cabo-verdiano.
E agora?


À melhor resposta, ofereço um café



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38 comentários:

Adriano Reis disse...

...que o caldo se entornou-se!

OG disse...

Gosin e kumesa ta sigi regra i ba ta skrebe. :)

Anónimo disse...

Midjor rasposta sta li: kauverdianu.blogspot.com.

Jeff disse...

...e agora, o governo pode criar uma multa a ser cobrada a cada erro de escrita tanto em port. como em crioulo (ou kriolu) para financiar o orçamento do Min. da C(K)ultura...

Jeff (Djef)

Anónimo disse...

Eu acho que é uma falta de respeito para com o cidadao comum ... MC poderá ter feito ateliers mas nao dignou nem ao mesmo nos dar conta do que se passa... este governo pensa que estamos em tempos de ditadura... enfim e espero que o processo de oficializaçao do crioulo seja matéria para o referendo para que os Cabo Verdianos possam amnifestar sobre isso

Anónimo disse...

Temos que juntar fazer uma acçao popular entregar ao Procurador para a revogaçao desta lei e só nomento em todos CV estejam de acordo e conscientes ... assim aprovar a lei!

Terra de disparates, pá

Anónimo disse...

Agora "a nô psu" (é assim que se escreve?)

Ja'm tava ta escrevê um cuzitchim de crioulo de Soncente ma griassim um tem que reaprendêl, nera? (ou "ca é de vera" ou "ka e de vera")

Ó JB, onde é que eu posso arranjar o dito? No B.O.?

a) RB, anónimo por obrigação

Alexandre Fonseca Soares disse...

Segundo já ouvi em diferentes paragens a nossa Constituição, o nosso código penal e todo o sistema judicial comtempla a "desobediência" como uma forma de reivindicação... Para mim vai ser relativamente fácil, a obediência nunca foi o meu ponto forte. E decididamente, não... não quero a minha cultura com K, nem o K do Alupec nem com as K´s de Coimbra...

Mr.Guimarães disse...

Agora sou oficialmente analfabeto na minha lingua nativa.

José Eduardo Fonseca Soares disse...

E agora, quanto a mim, é as pessoas o adoptarem nas experiências de escrita na língua nacional, respeitando as variantes de cada ilha. A começar, por um lado, pelos escritores, e por outro, nas escolas...

João Branco disse...

Adriano, é apanha e k'mê otra vez!

OG, un ta estod ta tenta, ma e difisiiiiiiiiil!

Anónimo, mim e klient abitual dess site li

Jeff, tont es tita ba kobra pa es respostas k'un tita da li grinhassim?

Anónimo, referendo? Hum!

Anónimo II, o ke sera ke Moeda ta pensa dess Lei?

RB, bo pode bai pa kel site ke primer Anónimo fala. La tem txeu koza.

Tey, dxa de ser kapista!

Mr. Guimarães, :)

Txá, kuais variantes? :)


Desculpem aos que não entendem o crioulo escrito. Mas tenho que começar a praticar!

Anónimo disse...

ALUPEC é resultado de uma preguiça mental dos nossos investigadores pela escolha da sonorizaçao e complexo perante o Portugues!

Anónimo disse...

Cabo Verde precisa desta seguinte campanha:

SOU BILINGUE E TENHO ORGULHO

PORTUGUES é tb nossa lingua e ela nos abre ao Mundo!

Descomplexadamente

Cesar Schofield Cardoso disse...

Não confundir o debate do bilinguismo com o debate da língua caboverdiana. Coisa distintas.

O erro do ALUPEC é oficializá-lo sem socializá-lo. De resto, antes um alfabeto imperfeito, que alfabeto nenhum.

De uma vez por todas, deixemos de procurar dificuldades para o Caboverdiano; tentemos encontrar as vantagens. Dito de uma outra forma: encaremos a questão da língua seriamente. Assim como está prejudica a língua materna e língua madrasta.

Tiago disse...

Agora, não sei, mas o que me mete confusão é que as vozes críticas que se ouvem se resumem a chavões infundados e ridículos do género de «o que eles querem é pôr-nos a falar badiu!» (dito na minha presença por um músico da praça e defendido na mesma altura por quem supostamente tem cabeça, enfiem a carapuça os que quiserem...) ou então os medos absurdos do Kapa e a ilusão de que a população de Cabo Verde é mesmo bilingue. Eu conheço muito poucos cabo-verdianos realmente bilingues. Aliás, ouvir português em Cabo Verde, não é assim tão fácil. Do que vi da proposta do AlupeK há imensas asneiras por onde malhar. Não a defendo minimamente, mas o que vejo é um bota-abaixo sem qualquer perspectiva de futuro. Não percebo tanto drama com o Kapa. Aqueles que defendem o legado histórico em relação à ortografia da língua portuguesa, deveriam ter mais calma com o k, já que, por exemplo, o advérbio de negação «ka» provém de línguas africanas, de ortografias onde se escreve o k. Não percebo porque é que não ouvimos as mesmas preocupações em relação a um Sistema de Ensino que leva quase que invariavelmente a maus resultados e a um domínio miserável da língua portuguesa. Eu não havia de colocar os meus filhos na situação de 95% das crianças cabo-verdianas, que até aos 6 anos tem poucos e fracos contactos com a língua portuguesa e que, ao entrarem para a escola, têm de aprender tudo numa língua quase estrangeira. Este KKK do Kapa parece querer fazer parecer que tudo está bem. É ridículo. É ridículo abrir um dos três principais jornais de Cabo Verde e não se conseguir ler um artigo de 10 linhas sem uma forte intoxicação da língua portuguesa. E é por isso que me assusta que se continue numa «guerra regionalista» bacoca em vez de, todos juntos, tentarmos levar este país para a frente.

Dundu disse...

Temos a tendência de analisar as coisas em relação a nossa situação.
Ora, se a oficialização e a normalização da escrita do "kriolu" não nos trouxer benefícios imediatos, certamente irá trazer aos nossos filhos ou netos. Precisamos começar e o melhor momento era ontem. Conformemos com o hoje.

Tenho a certeza que muitos de vós não sabe a letra do hino nacional actual, pois normalmente se aprende na escola e lá nós aprendemos outro hino.

Não vamos eliminar o português, mas sim adicionar o "kriolu", até para melhor compreendermos o português e demais gramáticas.

Por que não o "K"? o Alemão escreve África com "k". Por que escrever o som do "s", como o português de diversas formas "s", "ss", "ç", "c", em vez de simplificarmos?
Acho o ALUPEC muito simples e como tal um bom começo. Irá sendo melhorado assim como todas as línguas. Ou acham que desde o tempo de Camões a escrita do português é igual. Agora mesmo acaba de sair o acordo ortográfico.

Vamos acabar com o apontar problemas e mostrar sugestões.

Em toda a parte do mundo tudo foi definido há muito tempo atrás (séculos) e ninguém questiona. Aqui temos o privilégio de participar e acima de tudo evitar os erros dos outros, mas acabamos por querer copiar e achar que não somos dignos de inovar. Quanto mais enrolarmos com as decisões mais difícil o futuro nos perdoar.

Aos bairristas, lembrem-se que o ALUPEC estabelece a norma da escrita independentemente do variante. Escrevamos o "kriolu" de qualquer ilha, mas para cada ilha de forma igual. Senão, imaginem cada um (dentro da mesma variante) escrevendo a palavra casa: Kasa, Casa, Kaza, Caza.

Já está definido a base. Vamos estudar e propor melhorias onde se justifiquem.

Referendo? Pelo amor de Deus, sejamos práticos.

Lily disse...

"Desculpem aos que não entendem o crioulo escrito. Mas tenho que começar a praticar!"
João Branco, o blog vai passar a ser escrito em crioulo?!?
Sobre o tema, já tinha deixado a minha opinião, num post antigo que escreveu... mas ainda há dias, na entrevista que aqui publicou do Manuel Veiga ao Diário de Notícias, lá dizia ele que "queremos implementar o Acordo até ao final deste primeiro semestre"... Queremos quem? E para quê, afinal de contas???
Ai, ai, sinto-me um pouco confusa...

Arsénio disse...

Agora é começar aa contar aos dedos, quantos conheçem o Alupec.

Anónimo disse...

Volto aquela questão, aliás mui oportuna, levantada neste blog, que é o da "passividade cultural cabo-verdiana enraizada ". Quando ainda vamos a tempo de impedir as burrices que são feitas neste país, ninguém faz nada, acomodamo-nos uns atrás dos outros. Depois da porcaria feita, é ouvir gritar "aqui del rey" e "oh tio, oh tio " que isto está muito mal...só tenho pena das novas gerações, pois eu ainda tive a muita sorte de apanhar a antiga 4ªa classe e de aprender gramática e português...gloria sic transit mundi...

João Branco disse...

Tiago e Dundu, subscrevo muito do que dizem. Mas quando a apontar soluções e dar sugestões... a quem? Quem as pode receber não quer nem pensar nisso! O César tem razão, isto não foi socializado e aí está o seu grande problema.

E lembro ao Dundu, que o discurso mais radical que tenho lido nem sequer tem sido dos que não concordam com o Alupec mas com aqueles que o querem impor á força, utilizando expressões como "alienados" só porque não concordam com certas questões relacionadas com o que se quer impor.

Mais uma vez sublinho duas coisas: oficializar o crioulo já devia ter sido ontem; quem coloca questões relacionadas contra o crioulo não é necessariamente nem bairrista, nem alienado, nem anti-patriota, nem seja lá qual for o rótulo que se pretenda colar.

É preciso bom senso, e parece-me que é o que mais tem faltado em todo este debate.

Abraço

Anónimo disse...

Só para chatear: a proposta vem de 1998... Leiam o DL.
Mais socialização? Tenho de concordar que os seminários atelier e quejandos de pouco servem... a malta só reage quando vê as coisas em forma de lei.
No meu caso entrei em estado de choque com o "c" e com o "K" e protestei em tempo mas ninguém ligou e toca de escrever com "k"
Ass: só para chatear
PS: pode-se oficializar sem alfabeto? o alfabeto não tem, como foi, de ser preparado por linguistas? Em caso de resposta negativa à última questão vou continuar a chorar o "c"

Manu Moreno disse...

FORÇA DA LEI, É MORABEZA!!!!

País di mundu
Paraizu na óceanu
Praia d´areia d´oirada
Mar d´água turguesa

Será ki kriôlo é um ilha?
Fala kriôlo é fala portugués d´ilha?
Kriôlo é lingua di acordu?
Kriôlo é lingua di Negru?

Kriôlo é tchéu
É um mar di apojeu
N´ton no chinti contenti
No guardal modà um prisenti

Na teatro
Tem más piada falando kriôlo?
Na muzika
É + doci/sabi, obi voz di Cesaria?

Tudu ki um Homi Tem
É si identidadi
Ka no xinti vergonha mostra nós lém
5 di julhu é na kriôlo ki gritadu liberdadi!!!

No fazi roda
No fazi um kantiga
No uni nós morabeza
Na nós lingua no grita viva!

Kel abçom di coraçom
ManuMoreno

João Branco disse...

Manu, kuidod ke bo ta dá un data de erru ortugrafiku na bos poemas! hahahaha

Kel abrason di Mindelo!

kriol disse...

Entrevista do Ministro da Cultura de Cabo Verde no programa Fórum África da RTP África a explicar como propõe que seja implementado o ALUPEC (Alfabeto Unificado para a Escrita da Língua Cabo-verdiana).

Video 1/2: http://www.youtube.com/watch?v=sl8L76WZjA0
Video 2/2: http://www.youtube.com/watch?v=n3UCF0pyteI

Mais informações sobre o ALUPEC em http://alupec.kauberdi.org/.

daka disse...

Pois e agora? É caso para perguntarmos aos nossos senhores da escrita (sem querer generalizar) e agora o que nos espera? Que adoptemos o ALUPEC como língua de escrita a parte da famosa dita “igualdade com o português”. Pura utopia.
Indigna-me o facto de nunca ter sido levantado a possibilidade sequer de ser realizado um referendo sobre esta matéria, que de certa forma, altera os nossos hábitos linguísticos, quer queira-mos ou não.
Pois claro! Não interessava saber a opinião dos cabo-verdianos. E a isto é falar de um Estado de direito democrático? Que Estado é este que define como o que é certo o sonho de um homem?
Custa aceitar isto, e é um facto. Não que seja contra o Alupec, não. Sou contra o todo este processo individualista e da forma com foi tratada toda esta questão da oficialização.
Só tenho uma questão, que ainda não consegui encontrar uma resposta satisfatória. Será que era mesmo necessário oficializar o crioulo? Com tantas coisas importantes para se fazer em Cabo Verde, penso que oficializar o crioulo e criar manuais de apoio ao ensino do mesmo era de todo desnecessário neste momento no meu entender.
No fundo foi o realizar de um sonho de um homem que todos nós cá sabemos quem é. Não digo que nunca vou usar o Alupec, mas é certo que vou levantar todas às barreiras a minha volta que limitem ao máximo o facto de o ter de usar.
Recentemente ouvi de viva voz de um dos proeminentes escritor e investigador cabo-verdiano, que o crioulo está a perder aspectos cruciais da sua particularidade e que era fundamental oficializar o crioulo como forma de o preservar.
Ora se estou enganado, pois diga-me por favor. Isto porque, qualquer língua sofre, ao longo do tempo, inúmeras alterações fonéticas, sintácticas (…) o que é perfeitamente normal, uma vez que é exactamente o que fazemos todos os dias. Pergunto novamente: será que oficializar o crioulo vai trazer esta tão esperada preservação?
Espero que todo este esforço seja recompensado no final, e que eu esteja errado em relação a toda a questão.

OG disse...

Caro JB, não creio que é assim tão difícil de escrever em crioulo, em qualquer uma das suas variantes, usando ALUPEC. Já o utilizo já há algum tempo.

Outra coisa, não me parece que o problema do ALUPEC seja mesmo do alfabeto, visto ser um alfabeto simples e prático, o problema se calhar está na forma como ele foi introduzido, sem uma consulta pública. Mas também não houve grandes alternativas.

Escrevi no passado qualquer coisa sobre o ALUPEC no meu blog, diGreja... pode ser encontrado aqui: http://digreja.blogs.sapo.cv/6327.html

João Branco disse...

A propósito, ontem na semana online estava um artigo bem interessante sobre os anónimos que participam nos fóruns e sites crioulos, regurgitando maledicência e energia negativa, escrito em crioulo. Tive muuuuita dificuldade em ler, apesar do conteúdo. Mas enfim, é como tudo na vida, uma questão de hábito, não é?

Manu Moreno disse...

...ah...ah...ah...
Se kalhar sta xeio di erro
Pa galos sem krista ki sta na polero
...ah...ah..ah...


Djonsa, abó é dimás
Kontinua di proa forti
Nhás kulegas Tugas
Sta enkantadu na bu blog

Falando verdade
Abó é um mais valia na kabo verde
fazi amizade
Ki dja bu merece um passaporte

Kel abçom di kuraçom!!!
Blinda morabeza!!
Manumoreno

João Branco disse...

ManuMoreno

Compañero di Margozo. Pasaport di nôs Kabu Verdi j'm tem diaza na mund. Tem mas de dez anu ke mim ma bo e patrisiu! hahahaha

Abrason!

Hélder disse...

Será ki dadu oportunidadi, tenpu e espasu sufisiente pa ALUPEK ser SOSIALIZADU?

Stória di evoluson di ALUPEK:

1. Prosésu di kriason di un alfabétu sistematizadu pa skrita di kabuverdianu ta data di 1979.
2. Foi na Kolókiu linguístiku di 1979 ki surji purmeru propósta di un alfabétu fonolójiku, dipôs di speriénsia di A. Di Paula Britu na final di séklu XIX.
3. Es propósta foi diskutidu, sosializadu y kritikadu. Dés anu dipôs, istu é na 1989, fasedu un Fórun sobri alfabetizason bilingi ki, na kel altura, ta faseda na Kabuverdi.
4. Na es Fórun txigadu konkluzon ma alfabétu di 1979 debeba ser raformadu, partikularmenti na raprizentason di konsuantis palatal;
5. Foi konstituídu na es Fórun un Komison Konsultivu ki fase un studu sobri nisisidadi ô nãu di fase rafórma di alfabétu;
6. Pozison di es Komison foi favorável a raforma y el indika kaminhus di es rafórma;
7. Na 1993 foi konstituidu, ofisialmenti, Grupu pa Padronizason di alfabétu;
8. Es Grupu trabadja na un orizonti di seis mezis. El aprizenta proposta di ALUPEK na 1994;
9. Govérnu di entãu (MPD) permiti ki fasedu sosializason di propósta duranti quatru anu y sô na 1998 el ofisializa, a titlu sprimental, ALUPEK;
10. Sosializason di ALUPEK na Kabuverdi, na Mérka y na alguns país di Európa leba dés anu. Na Dizénbru di 2008 ( ku PAICV na Govérnu), fasedu un Fórun na Kabuverdi ku partisipason di alguns spesialista y utilizadoris di ALUPEK pa fase balansu di dés anu di sprimentason, y pa fla si aprovason di ALUPEK debeba ser a titlu ofisial plénu, enbóra ku posibilidadi di kontinua ta ta aperfeisoa aspétus ki na ténpu y ku siénsia ta ba ta limadu. Ninhun alfabétu ka pode ser konpletamenti difinitivu. Basta odja kazu di língua purtugês ku rasenti Akordu Ortográfiku;
11. Foi dipôs di dés anu di sprimentason di ALUPEK, y di dipôs di un Fórun di avaliason, ki Govérnu disidi ofisializa alfabétu kabuverdianu, ku bazi na ALUPEK;
12. Nu meste fla inda ma désdi kriason di ALUPEK na 1998 es modélu di skrita foii utilizadu pa skritoris, na Institutu Supirior di Edukason, na Skóla Bilingi na Mérka, na várius tézi di lisensiatura y dotoramentu, na Komison di Traduson di Bíblia, na rakódja y transkrison di tradison oral, na transkrison di atas di Parlamentu Kabuverdianu, na traduson di Diklason Universal di Direitus Umanu, na traduson di alguns óbra di klásikus purtugezis (na prélu).
13. Otu kusa signifikativu ta verifika ku ensinu di kriolu na várius Universidadi di Mérka y na algun struturas di ensinu na Portugal.

Na tudu ês prosesu proposta inisial sufri txéu alterason ku basi na propostas apresentadu pa várius pesoas. ALUPEK aprovadu pa governo atual é resultadu di tudu ês prosesu di sosializason ki dikori dês di primeru proposta.

Será ki serka di 14 anu di sosializason ka é sufisiente? Keli é keston ki-m ta dexa en abertu.


Pa nhos informason keli ki foi kumison di Padronizaso ki fase propósta de ALUPEK:

Manuel Veiga, doutor na linguístika Jeral y Aplikadu, natural di Santiagu;
Eduardo Cardoso, méstri na línguístika, natural di S.Visenti;
Dulce Duarte, Lisensiada na Filolojia, natural de S.Nicolau;
Alice Matos, lisensiada na Studus Liguístiku, natural di S.Visenti;
Inês Brito, lisensiada na Studus Linguístiku, natural di Fogu;
Tomé Varela, skritor, lisensiadu na Filozofia, natural di Santiagu;
José Luís H. Almada, skritor, lisensiadu na Direitu, natural di Santiagu.

Sima nhos podi odja, pessoas envolvidu é pessoas entendidu na matéria e di diferenti ilhas.

Nhos passa palavra,

Kel abrasu

João Branco disse...

Hélder, excelente contribuição. Mas cuidado:

Ponto 9: Governo de então permite a socialização da proposta durante quatro anos? De 94 a 98? O Governo permite??? Ou não deveria dizer-se PROMOVE??? Que iniciativas foram tomadas nesses quatro anos de suposta socialização???? Quais????

Fala a sério. Todos sabemos que este é um processo que se arrasta há tempo demais, isso não é novidade para ninguém. Agora, não confundas INÉRCIA com SOCIALIZAÇÃO, please!

Quanto a ser natural desta ou daquela ilha, nada a ver. Pura demagogia. O Kaka Barbosa, nasceu por cá, mas é um homem de interior de Santiago dos pés à cabeça. Alguém dúvida?!

Continua o debate. Isso é que importa. Isso sim é socializar!

Abraço

Hélder disse...

JB kuzê ki bu ta fla-m di kês dôs pontus li (12 e 13) di nha últimu mensagen. Keli pa bo é inérsia? Keli pa bo ka é sosializa? Kuzê ki é sosializa pa bo? Pa mi é da tenpu pa pesoas uza e konxi midjôr proposta ki foi fetu e kenha ki é entendidu na matéria da sê opinion e kontribuison pa midjôra proposta. Por exenplo, proposta inisial ta uzaba asentu sirkunflexu (^) riba di letras sima N, L e D pa representa son "nh", "lh" e "dj". Ku kontribuison di alguns investigadoris asentu sirkunflexu riba di kês letras kai e pasa ta ser uzado kês dígrafus li "NH", "LH" e "DJ". Ês alterason e tantu otus foi resultadu di ês prosesu di sosializason. Proposta di oji ten alguns diferensas en relason a proposta inisial, tudu resultado dês prosesu di sosializason.

Agô ten un kuza. N ta atxa ma nu ka devia sta egigi ma proposta devia ser submetidu a un referendu popular pamó alfabetu é un keston mutu inportanti ki sê definison devi ser dexadu pa kenha ki é entendidu na matéria. Por exenplu, si-m stiver duenti N ka ta bai fla médiku ma N krê pê da-m kel medikamentu li e nãu kel otu só pamó N ta atxa ma medikamentu A é mas midjôr ki B. Ami N sabi ma médiku é mas entendidu na matéria ki mi, por isso, N ta dexa pa el é fla-m kal ki-m devi toma. Mesmu Ki-m tiver nha opinion (o ki é normal kontisi) N ta prifiri fika ku el pa mi e dexa desison pa kenha ki sabi.

Sima nu sabi, maioria di algen ka é espesialista na matéria di línga, nton nu ka podi sta ben egigi o sidadon kumun pa defini mó ki alfabetu debi ser ou nãu. Keli é mesmu kuza ki kontisi ku ês novu proposta di akordu ortográfiku di linga portuguesa. Proposta foi fetu pa kenha ki é entendidu na matéria e, komu é normal, ka foi fetu ninhun konsulta popular.

Má tanbé ka podi obrigadu ningen ki é entendidu na matéria a da sê opinion e nen koredu trás di tudu algen ki ka sta interesadu na sta informadu. Realizadu un munti fórum sobre ês materia (un dês resentimenti ponto 10 di nha ultimu mensagen) e dadu tenpu sufisienti pa pesoas studa e konxi e opina sobri proposta. Agô si ten pesoas ki ka apresenta sês propostas di milhoria a proposta inisial nu ka podi ben poi kulpa na kel kumison di padronizason. Nu sabi ma nos kriolus as vez nu ta dexa so pa dipos di dja ten un desison pa nu ben kritika, em vez di nu da nos kontributu antis. Bu podi pergunta munti algen ki hoji sta kritika si algun bês é toma diantera e entra en kontatu ku kumison ki defini ALUPEK pa apresenta sês ideias. Ta parse-m ma bu ta atxa mutu poku (si bu atxa algun). Ami ti oji inda N ka obi ningen ta fla ma é tenta apresenta sê proposta e ki tinha algun fundamentason e ma ningên ka obi-l.

Kuantu a Kaká Barbosa. Bu ten kunhesimentu di algun di kês pessoas di kumison di padronizason, ki ka é di ilha di Santiagu, e ki é la di interior di Santiagu di pé sai kabésa? Ta parse-m ma nãu.

É bon ten ês tipu di dibati li sin ki é pa dismistifika alguns kuzas e esklarese alguns kistons ki ten sidu uzadu pa fla ma ALUPEK ka ta sirvi pa skrebi nos linga maternu.

Abrasu

Anónimo disse...

HELDER!!!

So 1 ka tita intendé mote kem ke bo ta uzá y. alupek parcem ka tem y?

Hélder disse...

Dúvida sobre a utilização do K e não do C no ALUPEC

Viva,

O K é utilizado no ALUPEC por ser a única letra que pode ser utilizada para representar o som "K" em todos os casos. Por exemplo, como poderá ser traduzida as seguintes frases para o crioulo de Cabo Verde uzando o C em vez do K?

1. Eu quis participar no debate do crioulo.
2. Quem é a favor do ALUPEC?

Como poderá ser traduzida a primeira frase na variante do crioulo de São Vicente usando apenas o C e não o K? Não é possivel fazer a tradução da palavra "quis" usando o "C". No entanto, usando o "K" a tradução seria:

1. N kis participá na debate de kriol.

Como poderá ser traduzida a segunda frase na variante do crioulo de Santiago usando apenas o C e não o K? Não é possivel fazer a tradução da palavra "Quem" usando o "C". No entanto, usando o "K" a tradução seria:

2. Ken é a favor di ALUPEK?

Como a regra base do ALUPEC é utilizar para cada son apenas uma letra, o "K" é a melhor letra para se conseguir representar o son "K" já que o "C" e o "Q" não podem ser usados em todos os casos. Por exemplo, ninguém consegue imaginar a palavra "casa" escrita em crioulo com a letra "Q".

Espero ter conseguido desmistificar esta dúvida.

Um Abraço,

Hélder

jlt disse...

Magnífiku, Hélder. Faktus, faktus y faktus. N ta lova bu intenson pedagójiku, mas ,sima nu sabe, kel dibati li é ka un dibati sériu. Si prublema era diskonhisimentu, mi tanbe N staba dispostu pa N da nha ajuda mudestu. Má, sima nu odja na rasposta ki bu dadu, prublema é otu. Di kualker manera, es dexa maskra dispenka. Ta ben ser un koxi difísil p’es torna fivela-l otu bes.
Komu nu sta na Karnaval, y ningen ka ta leba mal, N ta prupoi un rifirendu pa disidi:

- si téra jira di boita di sol
- si limárias meste lisensa ô nau pa frikuenta kel stabilisimentu li
- si djon branku é mesmu white
- si kasu-bodi y grogu fedi debe konsideradu patrimóniu di umanidadi
- si electra debe resebe un persentaji rizultanti di atividadi di kasu-bodistas


TENTATIVA DI PO-L NUN VARIANTI KI N KA TA DUMINA



Magnífiku, Hélder. Faktus, faktus y faktus. N ta lová bô intenson pedagójiku, má, moda nô sabê, es dibati el n’é un dibati sériu. Si problema era diskonhesimente, mi tanbé N tava dispostu a da nha ajuda modeste. Má, moda nô oiá na rasposta ki k’es do-be, problema é ote. Di kualker forma, es txá máskra dispenka. Ta ben ser un bokadin difísil p’es torna fivela-l ote vês.
Komu nô tá na Karnaval, y ningen ka ta levá mal, N ta propô un rifrende pa d’sidi:

- si terra ta jirá a volta di sol
- si animais presizá di lisensa pa frikuenta es stablisimente li
-si djon bronke el é white dvera
- si kasu-bodi ma grog devê ser konsiderode patrimoniuu d’umanidadi
-si electra devê rasebê un persentajen razultanti di atividadi di kasu-bodistas


JLT

P. S: Notícia de última hora: depois de anos de debates encarniçados, em que foram utilizados os mais diversos argumentos, tais como peidos, arrotos, sovacos fedorentos, placas dentárias postiças, próteses ortopédicas, que provocaram inúmeras baixas dos dois lados da barricada, e deixaram sequelas visíveis, tais como iliteracia galopante, gaguez acentuada, entre os refractários, na pronúncia das palavras onde foram suprimidas as consoantes não-articuladas, a competente autoridade linguística reunida em conciliábulo, e assessorada por venerandos dicionários, gramáticas prontuários e guias, decidiu-se por um referendo para se determinar a nova grafia da língua portuguesa. Desconhece-se ainda o resultado da votação que teve lugar esta manhã em todos os territórios onde se fala o idioma. O ambiente geral é de expectativa calma, embora, reunidos na taverna dos poetas malcheirosos, uns diacríticos colocados na lista dos empecilhos a remover, reclamaram o seu direito à desobediência civil. No caso de as suas reivindicações não serem atendidas, equacionam marchar incansavelmente sobre todos os textos a produzir no futuro até que a razão lhes seja reconhecida.
Mais desenvolvimentos depois dos folguedos do rei momo.

Assinado: Sansão Kexada

Hélder disse...

N ten un proposta pa dexa li en abertu. Pa mi inportanti gósi é kada un di nos tenta informa nos kabesa e otus mas sobri ALUPEK e kenha ki tiver propostas di alterason ku un basi solidu, apresenta-l a kumison di padronizason. Padronizason di ALUPEC é un prosesu. Êl é ka é un produtu akabadu nen é ka un produtu perfeito. Má keli ta kontisi tb ku kualker otu alfabetu (ex resentimenti foi propostu kel novu akordu ortográfiku pa Portugês). Por isso, nu da nos kontributu na undi nu atxa midjôr.


Ami dja-m bá brinka karnaval. Un bon karnaval pa nhos tudu :)

Kel abrasu

Neu Lopes disse...

A Alupec, para mim, leva-me aà seguinte conclusão: Neu, a língua portuguesa não é esse tal caso de matemático. Portanto, trata de estudar mais para que possas escrever e falar correctamente. Ah, e não te esqueças de aperfeiçoar o teu inglês e o teu francês. Já agora, aproveita para aprender espanhol, alemão e italiano. Se sobrer algum tempo, tenta estudar um pouco de russo, sueco, árabe, e alupec para não te sentires perdido na escola e com os teus filhos quando estiverem a falar contigo.

Convenhamos!

Hélder disse...

Na minha última mensagem lancei o desafio de apresentarmos à comissão de padronização do ALUPEC as nossas preocupações quanto ao ALUPEC e as nossas propostas de melhoramento do mesmo. Como até agora ainda ninguém avançou com alguma proposta eu vou apresentar estas duas propostas para melhorar a divulgação do ALUPEC:

1 – Criação de um pequeno folheto onde é explicado o ALUPEC em mais ou menos 10 lições, onde se abordam as questões mais importantes do alfabeto e onde se desmistificam as dúvidas mais frequentes. Este folheto seria distribuído pelas escolas e público em geral e seria publicado num site;

2 – Criação de um programa de televisão e/ou rádio onde se explicam questões relacionadas com o ALUPEC e onde se explica como ele deve ser usado. Seria um programa do género do programa “O bom português” da RTP.

Sou de opinião que quanto mais conseguirmos divulgar esse novo alfabeto mais fácil será o processo de padronização do mesmo.

Acredito que mais propostas serão bem-vindas. Vamos todos dar o nosso contributo nesse processo de padronização.