Café Matemático

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1000 números do Jornal de Letras, Artes e Ideias

Parabéns!



Um espaço "único, da cultura e da língua portuguesas, das culturas dos povos que nessa língua de todos nós se exprimem, da comunidade que deve ligar esses países e povos, da lusofonia e tudo que ela significa", assim escrevem os promotores do JL. E, de facto, duas vezes por mês, o JL tornou-se de há muitos anos a esta parte, uma companhia indispensável. Como crítica a apontar, sendo que é uma publicação que reclama para si a cobertura de uma certa realidade artística e intelectual dos países de língua oficial portuguesa, diria que uma maior atenção ao que se passa nos países africanos urge, para dar ao jornal, hoje de referência, essa tal maior abrangência. Há muito acontecendo em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe que passa completamente ao lado do JL. Hoje, com a informação a circular de forma fácil, gratuita e acessível, talvez se justificasse uma maior aposta no que vem acontecendo do "lado de cá".

Link para o blogue do JL, aqui



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4 comentários:

ana silva disse...

Na publicidade que fazem do jornal Artiletra na TVEC dizem que é o único jornal cultural que fala a lingua portuguesa na Africa (ou estarei enganado e vão mais longe?). Será verdade? Parabéns pelo aniversário.

Tiago disse...

Há anos e anos que compro como que religiosamente o JL. Mesmo agora em SonCent, há em Lisboa quem zele pela minha saúde literária. O problema é que é um género de publicação que não consigo deitar fora, e daí as pilhas de JLs são mais que muitas. Tem obviamente coisas que não interessam tanto, por vezes «textos ou críticas para críticos» e não para o público em geral, mas está também recheado de pequenas preciosidades. Percebo o que dizes João, e talvez seja mais notório nas «tuas» artes cénicas, mas nos últimos anos foram mesmo muitos os autores brasileiros, angolanos ou moçambicanos – Pepetela, João Melo, Mia Couto, Drummond de Andrade, Paulina Chiziane, Manuel Rui, Ondjaki, Agualusa, etc. – que o JL me deu a oportunidade de conhecer ou aprofundar.

João Branco disse...

O Artiletra tem feito um trabalho fantástico em prol da preservação da memória cultural de Cabo Verde. Não sei se são a única publicação do género, nem interessa. O mais importante é que continuem a fazer o que tem feito.

Neste último número, por exemplo, saiu um especial sobre B'Leza a todos os títulos notável.

Abraço fraterno!

Miguel Barbosa disse...

João me antecipaste nesse post, parabéns ao JL, presença em minha casa há mais de 20 anos.
Transcrevo abaixo a carta que minha mãe mandou ao jornal para assinar a data.

"Interessante!
Anos e anos a receber o JL ao cuidado do Banco de Cabo Verde, o nº 1000 coincide com o mês da minha passagem à situação de aposentada. Quando o responsável da correspondência me trouxe este nº 1000, não pude deixar de o envolver no momento histórico que senti estar a viver – Uma vida de trabalho numa instituição financeira a ler um jornal de letras artes e ideias.
Gratificante!
Maria de Lourdes mendes Sá Barbosa
Caixa Postal 101 (Banco de Cabo Verde)
PRAIA - República de Cabo Verde"