S. Vicente

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Graciosas vozes ébrios de luz
Garça-real paira no céu
Regresso aos sonhos
Contemplo a vida

A ilha… o lírico, e o onírico,
Rosto de pedra violão tocando

Nascente cristal perfume de mulher
Branca espuma rumor do mar
Forte é o sorriso de mil mulheres

Crepúsculo sereno olhos de água
O fogo do dia… vai apagando, montanhas e
Vales, sombras no mundo, a primeira estrela,
Guia da noite.


    Tchalé Figueira


Fotografia de Pedro Madeira Pinto





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5 comentários:

Anónimo disse...

Uma exuberante discrição poética do Mindelo. Está lá tudo...!

a) RB, anónimo por obrigação

João Branco disse...

Tchalé está a ficar grande, também na poesia! E o Margoso mais rico!

Manu Moreno disse...

Hoji n´teve ósadia di cumenta poema di nós poeta!

Observo que é da sua boca é que deu colorido a graciosidade e que do seu sentir chegou ao amor maior (luz, da garça-real, dos sonhos e da vida, etc). O poeta compartilha da origem de tudo e faz a comparação da ilha do coração onde se justifica com clareza porque sente cidadão do aquém. É nesta ilha que o poeta quer recuperar iluminação e o perfume das coisas sãs e inanimadas querendo chegar a brancura da espuma do mar. O hierático nome de “guia da noite” com que o poeta termina o poema em que ele quer sentir o querer mais que bem querer e não esquecendo que o apagar e as sombras das montanhas e vales é iluminada e transformada num paraíso de estrela irradiando-se em luz, cor, ritmo e clarão cujo o coração palpita ao ver a primeira estrela!

Kel abçom di kuraçom!!
ManuMoreno

Anónimo disse...

Bonito, Manu Moreno.

Tchale

Manu Moreno disse...

Obrigado...mas eu é que tenho que agradecer pelo saber das tuas poemas…Por isso o orgulho é todo meu em comentar os teus pensamentos visáveis !!!

Kel abçom di um gdi admirrador!
ManuMoreno