Declaração Cafeana

5 Comments


Eis uma declaração radical. Hoje, que é dia da mulher cabo-verdiana, muitas deviam arranjar forma de ver o filme do japonês Nagisa Oshima “O Império dos Sentidos”. Este filme, que marcou uma época, conta a história de Sada, uma prostituta que por causa de dificuldades financeiras divide o tempo entre os clientes e o seu novo emprego: o de empregada doméstica. Mas durante a sua nova função, ela sente-se atraída pelo seu patrão. Uma paixão arrasadora faz com que os dois se estabeleçam num lugar isolado, onde se casam e se entregam aos prazeres do sexo de uma forma obsessiva, levando-os ao limite carnal.

Até aqui nada de novo. Podia até ser o enredo de um filme hardcore de quinta categoria. Mas não. Em primeiro lugar, porque o filme é mesmo muito bom. Depois porque quando se escreve "limite carnal" é disso mesmo que se trata. Sada, a mulher, na cena mais chocante do filme, corta o dito cujo do coiso ao outro, por enquanto que o outro dorme, não sei se me faço entender. Com uma grande faca e a competência de quem trabalha no talho e está habituada a estas manobras. E corta mesmo. Assim, do tipo separar o coiso do resto do corpo...

Ora bem, esta até pode ser uma boa solução para as mulheres crioulas que são maltratadas, violentadas, geralmente dentro da sua própria casa e pelos "ditos" companheiros. Cortem o mal pela raiz (nunca esta expressão encaixou tão bem!): façam um bom chá de camomila, ponham o dito cujo a dormir como um bébé e depois façam o serviço. E embora possa ter semelhanças não é boa ideia utilizar os resultados da vingança para temperar uma boa cachupa, porque os outros não tem culpa nenhuma do sucedido. Bem, se os outros forem, por exemplo, os simpáticos vizinhos que perante o barulho de pancadaria e os gritos de socorro, se mativeram comodamente calados e coniventes, talvez não fosse má ideia convidá-los para provar um petisco destes. Ess catchupa tem toucinho...

A verdade é que um homem, depois de ver um filme destes, das duas uma: ou nunca mais maltrata uma mulher na vida, ou nunca dorme tranquilo ao lado de uma fera (aparentemente) amansada. Pensem nisso.




You may also like

5 comentários:

Adriano Reis disse...

João a sugestão é boa!

A minha saudade de Cabo Verde, não é do Natal e nem do Carnaval, é sim! Março: mês do teatro e da mulher Caboverdeana.

Viva a mulher Caboverdeana!

Anónimo disse...

João, hoje estás sádico. Que passa?

Discordo profundamente com este método.O que eu sugiro ás minhas colegas mulhesres é o seguinte: nós mulheres somos o sexo forte, definitivamente mais inteligentes. Por isso digo, usem a vossa inteligência e astúcia feminina, a vossa intuição, para manter a vossa relação saudável e forte. Perigos há muitos. A vantagem é aprender a conhecê-los e evitá-los.

Coragem irmãs,

Abraço,

Pimintinha

Tchale Figueira disse...

Caro João Eu vi este filme nos anos oitenta em Basileia Suiça e assisti a muita gente abandonar o cinema gritando que a pelicula era uma vergonha... É um dos grandes filmes que devia estar na lista que publicaste.

A mensagem deste soberbo filme é certamente: TODOS OS EXTREMOS SÃO PERIGOSOS.
Mas não te iludes João, porque sei de casos de mulheres aqui na ilha que deixaram os maridos dormir e atiraram-lhes agua a ferver... A violencia só gera mais violencia.
VIVA A MULHER CABOVERDIANA E FELIZ DIA A TODAS.

TCHALE FIGUEIRA

João Branco disse...

Atenção, leiam nas entrelinhas. Há muitas formas de "castrar" o basofo macho crioulo...

Felina disse...

Vivam as mulheres de Cabo Verde e de todo o mundo, não se esqueçam que a união faz a força e não precisam de descer ao nivel de certos homens para se imporem como pessoas