Um Café Curto Margozim

13 Comments



Há certas coisas que não devem passar em claro. Ainda esta semana estivemos aqui a discutir questões relacionadas com o ensino superior (público e privado). Pois bem, leiam este artigo do Neu Lopes - corajoso, directo e amargurado - sobre a realidade de uma das universidades privadas cá do burgo. Ninguém é poupado: reitoria, professores e alunos. Pena é que um texto destes tenha passado despercebido, porque pedradas no charco como estas é do que mais este país precisa. Mas isso também não deixa de ser um sintoma do estado de coisas actual, do tipo andando-prá-frente-que-atrás-vem-gente, ou seja, ninguém se está para chatear. Isso dá muito trabalho.




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13 comentários:

Et disse...

-Bale, JB!
Obrigado por este post... saber a quantos andamos...shiuuu!

Anónimo disse...

Vícios privados sem públicas virtudes...!

a) RB

Anónimo disse...

Eu já tinha alertado, no meu último comentário a esse tema, que situações dessas existiam, e que podiam ter consequências a longo prazo desastrosas para os formandos.
Mas vai daí vi um comentário teu JB que dizia que não deviamos ser muito críticos que UNICV está a fazer um bom trabalho, etc. Sem dúvida que estão a fazer um bom trabalho, mas convenhamos que toda a regra comporta excepções, felizmente nesse caso muito boa, mas que a regra nesse caso está muito mal e precisa urgentemente de regulação do Governo, não há que negar, sob pena de termos a factura lá à frente para pagar.

Abraço

Pimintinha

JB disse...

Vamos lá a ver uma coisa: que eu saiba não cabe à UniCV regular e fiscalizar as universidades privadas. Isso cabe ao Ministério e aos serviços competentes. Não misturar o c.. com as calças, também convém.

Com isto não quero dizer nem que está tudo bem no mundo da universidade pública nem no processo de regulação, que se existisse de facto, não permitiria que relatos como o que o Neu Lopes faz não fossem possíveis.

HF disse...

Já agora qual a qualidade do ensino no Instituto do Zona, em que tirar um 16 ou 18, no curso de Direito, é como ir ao Sucupira e comprar boxers a 100 escudos. Para não falar na qualidade de ensino ministrado por recem-licenciados.

Sou licenciada em Direito há mais de 20 anos por Universidade reconhecida mundialmente, pelo que exijo que os meus futuros "colegas" tenham a mesma preparação que eu tive, o Zona teve, o Carlos Veiga, and so on, para podermos "colegar".

Aguardo resposta por entidade competente que confere a equivalência dos cursos ministrados neste Instituto.

HF

zito azevedo disse...

Será laxismo de abundancia de universidades?

Anónimo disse...

Ess cafizin ta prob marguzin!! JB bo blogue é demas!!

Grande coragem neu! parabens!!

No ano passado leccionei na referida universidade e os alunos nao gostavam de mim pq eu nao ditava a materia, era muito exigente e tinha manias que queria mudar o mundo.

estando a leccionar uma disciplina no curso de Serviço Social nao sei que mensagem era suposto passar mas enfim...

espero que alguem consiga "acordar" os alunos para a situaçao em que estao "metidos" e que possam tomar medidas para "mudar pelo menos o seu mundo"!! pois bem precisem...
bjos titass

Paulo Silva disse...

Duas bocas rápidas:

1. à Mini stra de Educaçao: Excia. Sr.ª Ministra essas denúncias que dia sim, dia sim aparecem sobre as pseudo-universidades não lhe dizem respeito ?

2. aos Alunos : Creio que nesse problema da Lusófona 80% da culpa é vossa ! Sim porque aliás o comentário de titass é elucidativo "não gostaram porque não ditava a matéria", se calhar também não faltava, se calhar também não dava aulas com metade do tempo normal ... Por outros palavras os alunos estão lá para ocuparem o tempo brincando a Universitários. Então numa ilha como S.Vicente em que PARECER é de longe mais importante que SER ... tá-se bém é nas Lusfonas.

Anónimo disse...

Pois é Paulo esqueci dessa parte: "nao gostavam de mim pq faltei uma unica vez e nao quiseram reposiçao da aula,

nao gostavam pq comecei a dar materia logo no primeiro dia e dizeram que pensaram que iamos sair cedo...

e pq eu aproveitava todos os minutos e os colocava a "pensar" e por isso "esforçava" demais por eles e andava com manias que eu iria mudar o mundo e que eu era exigente demais e cun tinha uns "boquinha maf" quando eu os tentava corrigir nakilo que erravam...

enfim...fiquei com má fama, iam fazer abaixo assinado para me deitarem fora da lusofona"!!!

infelizmente esse é o perfil da maioria dos alunos universitarios que temos em cv...sei que existem excepçoes e peço desculpas a esses mas é essa a nossa realidade..

bjossss bom fds titass

Anónimo disse...

JB carissimo,

Eu em nenhum momento afirmei que a UNICV tem ou deveria ter um papel regulador. Estava sob a mesa a discussao sobre o estado das universidades em Cabo Verde, e a UNICV e apenas uma delas. Comentei na generalidade, e acatei bem o reparo da boa excepcao a regra da UNICV, mas mantenho tudo o mais relativamente ao estado de coisas nesse sector.

Apenas para fazer o reparo.

Pimintinha

Neu Lopes disse...

O que se está a passar aqui agora devia estar a acontecer no blog do meu curso, em que coloquei o post em questão. É que o referido blog tem um mural de recados e, tal como na maioria dos blogs, oferece a oportunidade das pessoas comentarem. Mas nem os alunos o fazem. Claro, não foram poupados e os inconscientes não me dão razão em algumas coisas e muitos ficaram chateados comigo. Mas não têm coragem suficiente de mo dizerem frente a frente. Sabem que tenho razão. E olhem que não falei dos alunos da minha turma. Falei mesmo dos discentes da ULCV. Se amanhã tentasse organizar uma manifestação para declarar toda essa pouca vergonha, se calhar nem 10% dos discentes juntar-se-ia a mim. Provavelmente chamar-me-iam de louco e que por eu ter já um emprego não tenho nada a perder. O facto é que estou a fezer um curso que quero, sinto-me na minha praia, fui melhor aluno da ULCV sem nenhum favor e sem copiar uma vírgula, e quero que tenha reconhecimento para a minha formação, mesmo que a ULCV não o venha a ter. Os meus colegas deviam pensar no perigo que constitui fazer um curso e não ter reconhecimento em nenhum lugar. Devíamos pôr a cabeça no travesseiro e reflectir bem sobre tudo isto.

Paulo Silva disse...

- Es dze próxim one universidade lusofona ti ta bem vra a sério.
- A sério manera ?
- A sério. Rigor, disciplina, qualidade de ensino, avaliação exigente, corpo docente de alto nível e também exigente, biblioteca cheio de livro, internet banda larga 24 horas, laboratórios bem equipados,
- Bo ta doid ne !?!?! Tchá nos moda que no ta quê ta trankil. Ness aga morna, ca tem nada disso que bo dze, ma tambem ca tem ninguem li ta exigi nos nada.


[diálogo fictício que poderia acontecer entre dois alunos da Universidade Lusofona ou qualquer outra Lusofona cá da terra]

JB disse...

A filosofia é quanto menos, melhor. Está generalizada a lei do menor esforço.