Cafeína (Orgulhosa)

6 Comments



"Ver o seu esgar após o pedido de “FMI” - esse grande compêndio de música em carne viva, de cicatrizes indomáveis, enciclopédia de geografia emocional – mas que não era para ali chamado. José Mário Branco tem uma coerência no seu percurso de vida que se torna emocionante. Será talvez o grande compositor “indie” da história da nossa música: editou em nome próprio quando ninguém o fazia, colaborou com projectos teatrais, produziu e orquestrou trabalhos de uma diversidade incrível e mantém um discurso que não entra em facilitismos, cedências e se regenera de lucidez como quem respira, mantendo-se à margem da mediocridade que grassa.

Coerência, já ouviram falar?"


Excerto da crítica ao concerto "Três Cantos", in blogue Mar Superior




You may also like

6 comentários:

Anónimo disse...

Tem toda a razão para estar (Orgulhosa)!!!
Nunca é de mais repetir que Zé Mário Branco (seu pai) é um simbolo da revolução de Abril,um lutador pela Liberdade.
O nosso país deve-lhe muito.

Os concertos foram assim uma coisa, linda, linda ,linda -;)
Estive no Porto.
Parabêns -;)
IM

o mundo visto daqui disse...

E eu estive em Lisboa. Liiindooo e inenarrável concerto! É uma coerência que emociona, que me fez estar de "lágrima oa canto do olho" durante 2 horas - pela grande alegria de ali estar com os actores e entre amigos a partilhar um momento fantástico.
E o Zé Mário disse "Estou feliz!"
Um outro concerto, a solo, em 24 de Abril, no Pinhal Novo, foi igualmente arrepiante. A coerência, a voz, a franqueza e a entrega: Zé Mário sempre !
Bom ano este meu: vi-o 2 vezes !

Felina disse...

Filho babado e orgulhoso...

JB disse...

Podem crer, podem crer! Mas eu choro baba e ranho não ter podido estar nesse concerto. Principalmente no do Porto, por razões óbvias!

JonDays disse...

Muy belo questo concerti! Hay tenato la fortunidad de habitare al Porto quanti questi eventi se ati realizato. Belissimo... Enchantati..

abrazi
Giovani Tomachi

Anónimo disse...

Aí fica, João, a minha sincera homenagem:

"Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez. Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto."

(José Mário Branco, FMI)

a) RB