Cafeína

5 Comments



"Não me importa nada que as mulheres tenham os seios como magnólias ou como figos secos; uma pele de pêssego ou de lixa. Também me é indiferente se amanhecem com um hálito afrodisíaco ou um hálito insecticida. Sou perfeitamente capaz de suportar-lhes um nariz que arrecadaria o primeiro prémio numa exposição de cenouras; mas, isso sim – e nisto sou irredutível –, não lhes perdoo, sob nenhum pretexto, que não saibam voar. Se não sabem voar perdem tempo as que pretendam seduzir-me."

Oliverio Girondo (poeta argentino) in Espantapájaros (al alcance de todos)
(Via: aqui)





You may also like

5 comentários:

Sarabudja disse...

Gosto muito destes hinos tortos.
É daquelas maravilhas que me apetece não esquecer.
Obrigada pela partilha.

Anónimo disse...

Olá caro JB! Como gosto do teu Blog e gosto do Bitaites, encontrei este post lá e acho era giro trazeres mais uma ves esse tema "um blog original":1. Se tens medo de escrever um post, então provavelmente vale a pena escrevê-lo.
2. Se só estás preocupado em agradar a quem te visita, o blogue deixa de ser teu. Se não és perfeito, porque razão o teu blogue há-de ser?
3. Fala mais dos outros e menos de ti. É assim que um blogue se torna mais pessoal: mostrando a tua visão da vida, não as mil e uma formas de olhar para o teu umbigo.
Adenda para os pseudo-intelectuais da blogosfera: um post contendo uma citação em francês com quase 50 metros de altura não mostra ao mundo a tua cultura, mas poderá expor a tua vaidade. Deverás prestar um serviço ao teu confuso visitante, mostrando o original, se quiseres, mas fazendo a tradução para português: aí estarás a mostrar que és, de facto, pessoa culta e bem formada. Se isto entra em conflito com o exposto no ponto 2, então fica na tua que eu fico na minha: não voltarei a por os pés no teu blogue.
Blogues colectivos: é fundamental que exista alguém responsável pela edição e publicação dos posts de todos os autores, incluindo o próprio. Sem um líder, isto é, um blogger que pense a organização do blogue e faça a gestão dos posts dos autores, este tornar-se-á uma manta de retalhos, desequilibrada e caótica.
4. A zona dos comentários não é tua, é dos teus visitantes. Não imponhas demasiadas regras, deixa as pessoas à vontade.

Eu estou aqui a sentir-me tão à vontade que já me despi e vou agora começar a tocar-me. Pedro Oliveira

P.S. – E se não consegues vencer um engraçadinho, junta-te a ele

5. Se te sentires ofendido com um comentário, não o apagues nem te faças de vítima: denuncia-o, colocando-o em destaque na página principal. Não é preciso, sequer, fazer juízos de valor: um troll fala por si e mostra mais do que suspeita. Portanto não receies a estupidez e a grosseria: são instrumentos que podes usar para marcar uma posição mais saudável. Para os verdadeiros atrasados mentais, aqueles que navegam no esterco e estão para além de qualquer possibilidade de redenção num blogue civilizado, modera-os, não lhes dês trela, trata-os como spam.
Por outro lado, um comentário pertinente que defende uma opinião contrária à tua não te põe em causa, enriquece o teu blogue. Junta-o ao teu post e promove o confronto de ideias.
6. O link é um louvor, não uma troca de banners. O link é uma vénia da blogosfera àqueles que admiramos e apreciamos.
7. O blogue não é um canal do mIRC ou uma janela do Messenger. Se és lusófono, escreve em língua portuguesa.
8. O blogue é o teu portal para a Internet. Um portal que partilhas com todos os teus visitantes. Se te sentes desinspirado ou não te apetece escrever mais uma obra-prima, partilha as tuas descobertas.
9. Se tens um blogue de informática, cuidado quando falas de coisas mais políticas: alguns leitores poderão não gostar e achar despropositado. Neste caso, desiste de tentar entender o fenómeno, encolhe os ombros e guia-te pelo ponto 2.
10. Desliga o computador e larga o blogue. As relações não se fortalecem apenas com dedicação, também se fortalecem com saudades.
11. Ainda estás aqui? Toca mas é a pensar nos pontos 12, 13 e seguintes. Um blogger não deve aceitar que a papinha está toda feita.

NG

Anónimo disse...

AH nas categorias de blogs do ano, deverias criar categorias como o blog mais original em vez de o melhor blog.

ng

zito azevedo disse...

Grande vôo, senhro anónimo...
Quanto à psicose do poeta argentino, devo confirmar que é sublime o vôo da mulher, sobretudo quando está nos nossos braços...

Lily disse...

Hum... esta passagem fez-me levantar voo... e nem preciso de ter asas...