Cafeina

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"A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos."

Agostinho da Silva, in "Diário de Alcestes"




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5 comentários:

o mundo visto daqui disse...

Saudades das conversas de Agostinho da Silva: luzes no escuro, de facto! E a fotografia felina de quem é ?

zito azevedo disse...

Agostinho era um desses raríssimos seres humanos que tinha, sempre, algo a dizer sobre o qie quer que fosse...

JB disse...

Mundo, para falar a verdade nem sei. Sacada via Google... esse grande pirata.

Paulo disse...

Revejo-m. e lembra-me os "meus" poemas "Porque" -Sophia M.Breyner e "cantico negro - Antonio Aleixo. PC

Paulo disse...

PS: José Regio :) PC