Café de 68

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A mais bela revolução aconteceu há 40 anos.

Ao longo deste mês de Maio, aqui no Café Margoso, daremos disso a devida nota, com textos, fotografias e as frases que marcaram a Revolução de Paris. Pode ser que hoje algumas daquelas frases e slogans continuem a fazer sentido.

«É proíbido proibir»


Mas afinal, o que foi o Maio de 68?

Em Maio de 1968 uma greve geral aconteceu na França. Rapidamente ela adquiriu significado e proporções revolucionárias, mas em seguida foi desencorajada pelo Partido Comunista Francês, de orientação Stalinista, e finalmente foi suprimida pelo governo, que acusou os Comunistas de tramarem contra a República. Alguns filósofos e historiadores afirmaram que essa rebelião foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX, porque não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe.

Começou como uma série de greves estudantis que irromperam em algumas universidades e escolas de ensino secundário em Paris, após confrontos com a administração e a polícia. À tentativa do governo de de Gaulle de esmagar essas greves com mais acções policiais no Quartier Latin levou a uma escalada do conflito que culminou numa greve geral de estudantes e em greves com ocupações de fábricas em toda a França, às quais aderiram dez milhões de trabalhadores, aproximadamente dois terços dos trabalhadores franceses.

O governo estava próximo ao colapso naquele momento (de Gaulle chegou a se refugiar temporariamente numa base da força aérea na Alemanha), mas a situação revolucionária evaporou quase tão rapidamente quanto havia surgido. Os trabalhadores voltaram ao trabalho, seguindo a direção da Confédération Générale du Travail, a federação sindical de esquerda, e do Partido Comunista Francês (PCF). Quando as eleições foram finalmente realizadas em Junho, o partido Gaullista emergiu ainda mais poderoso do que antes.

A maioria dos insurretos eram adeptos de idéias esquerdistas, comunistas ou anarquistas. Muitos viram os eventos como uma oportunidade para sacudir os valores da "velha sociedade", dentre os quais suas idéias sobre educação, sexualidade e prazer.


Fonte: aqui



«Imaginação ao poder»



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6 comentários:

Anónimo disse...

Não leves a mal... não consigo deixar de fazer uma pequena correcção a um post de tanta utilidade: aconteceu há 40 anos... e não à 40 anos (há de existir)... bjinho

hiena disse...

acho que é de longe o maior movimento de contestação em frança e com resultados a nivel politico,social,economico,cultural etc,que implicou surgimento de novos movimentos politicos por exemplo os ecologicos (os verdes),movimentos de não violencia,as ong's (medicos sem ronteira), a "liberdade sexual"( não confundir com vluntareza)-uso de contraceptivos,aborto etc, feminismo,acho que um ta tchal tê li , lista muito extenso, mas certamente na hora pessoas ka reliza obra qués tinha acabado de realiza ,por isso um ta trà nha chapéu...

João Branco disse...

Anónimo, fiquei sem saber se havia de publicar esse post, uma vez que o erro já foi corrigido e recebi um mail do Miguel Barbosa, que off line, me avisou da calinada ortográfica. Mas prontos, sempre fica bem mostrar um pouco da minha humildade literária! Mas foi da emoção. Afinal de contas, estava lá, em plena barricada, dentro da barriga da minha mãe quando tudo aconteceu!

Hiena, abordas uma perspectiva extremamente importante. Como está escrito passada a tempestade parece que tudo havia voltado ao mesmo, os que estavam no poder para lá voltaram (e reforçados!). Mas não é bem assim. O distanciamento histórico permite-nos constatar as imensas sementes que esses dias agitados provocaram um pouco por todo o mundo e que resultaram numa mudança profunda de mentalidades.

Sisi disse...

Com certeza foi um marco que mudou a história do mundo, das sociedades e principalmente das mentalidades (Liberté, Egalité, Fraternité). Pena que ao longo dos tempos, as pessoas foram perdendo este espírito revolucionário e penso que uma nova crise de mentalidade está assombrando a humanidade, ou será que sempre persistiu nalgumas questões??

Anónimo disse...

a sério que se tivesse o teu email tb to teria dito offline :-)

João Branco disse...

Anónimo, tranquilo. Mas quando precisares, lá em cima, tens na barra horizontal um item que diz «e-mail» e permite comunicar com o gerente do Margoso pela via não-pública!