Café Cinematográfico

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Estreia hoje, em Portugal, o filme «A Ilha dos Escravos», de Francisco Manso, parcialmente filmado em Cabo Verde. A longa-metragem que teve uma ante-estreia atribulada na cidade da Praia, por motivos técnicos, no passado dia 26 de Abril, chega agora ao circuito comercial.

O filme decorre em Cabo Verde, Brasil e Portugal em 1852. Um levantamento de tropas, na cidade da Praia, instigado por oficiais desterrados para o arquipélago, em consequência da derrota dos partidários do infante D. Miguel, na guerra civil portuguesa, é o núcleo histórico do filme. Os rebeldes, contrariando as suas próprias convicções antiliberais, tentam aliciar para seu campo a população escrava, à falta de outros meios humanos que lhes corporizem os desígnios. Conspiração político-militar por um lado, insurreição de escravos por outro, ambas associadas, mas transitoriamente convergentes, e a mistura não podia ser senão explosiva. Ah, e pelo meio, uma história de amor impossível, como convém sempre nestes casos!

Entre os actores destacam-se os portugueses Diogo Infante, Vítor Norte e as brasileiras Vanessa Giacomo e ZéZé Mota. Do elenco fazem ainda parte os actores portugueses João Lagarto, António Capelo, os brasileiros Milton Gonçalves, Francisco Assis e os cabo-verdianos Josina Fortes e Luís Évora.

Que fôr ver, que nos diga aqui no Margoso que tal é que é o filme. Estou curioso.




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3 comentários:

Catarina disse...

Pois... não passou por motivos técnicos... seria fundamental apurar as responsabilidades, porque ouvi de quem lá estava que sentiu-se muita vergonha pela falta de organização, profissionalismo e responsabilidade por parte da gestão do Auditório Nacional... é uma pena.

Pelo que soube, Francisco Manso deixou cá as bobines para o filme passar quando fossem ultrapassados os problemas técnicos... e agora? Para quando?

neulopes disse...

Para quando houver um cinema a sério neste país.
As minhas esperanças cinematográficas estão esvanecendo.
Sinto-me cada vez mais revoltado quando passo pelo edifício do Eden-Park e pela vitrine do Mercado Municipal que antes servia para fixar os cartazes. A dita vitrine foi entregue ao fotógrefo Orlando Vitória. Só se vê um papel manuscrito. UMA TRISTEZA. Enquanto isso os videoclubes estão cada vez mais a trazer filmes piratas. E, com certeza, não há lei, não há fiscalização, nõa háprotecção de direitos que façam com que essa vergonha termine. Há coisas mais importantes neste país, não é? O candidato à CMSV que tiver como principal objectivo cultural um cinema no país, de preferência no edifício do Eden-Park já conta com um voto certo.
Cambadas de não sei quê!!!

João Branco disse...

Catarina, já se vê pelo comentário do Neu que as bobines do Manso vão apanhar pó nalguma prateleira, porque cinema digno desse nome para a passar, nem em miragem... Que tristeza!