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16 Comments



"Temos licenciados que são incapazes de escrever um parágrafo."

Corsino Tolentino - RNCV, hoje,11 de Novembro 09, 08H47 (via: aqui)





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16 comentários:

Anónimo disse...

Nem um ponto final, quanto mais um parágrafo!

a) RB

Anónimo disse...

Simplesmente arrepiante!Há factos que têm precisamente esse dom, de nos arrepiar...

Piminitinha

Neu Lopes disse...

Alguma dúvida?
Parte desses licenciados fazem parte do nosso governo. Outros são jornalistas arrogantes que não sabem escrever e nem sabem falar, que não têm capacidade para abrir uma única janela dos seus cérebros para entrar alguma sabedoria.

Helena Fontes disse...

Isto é um facto derivado, em grande parte, da massificação do ensino pela quantidade e não pela qualidade, pós 75, no qual participou como actor o Dr. Tolentino quando foi Ministro de Educação. Claro que as prioridades e as medidas devem ser entendidas no contexto e na conjectura social e política próprios, ou não. Mas prontos é preciso diagnosticar para se tomar as medidas correctivas em busca da excelência.

Continuação

HF

Anónimo disse...

Outra vez os licenciados! Hà por aì uma "epidemia" contra os licenciados? Virou moda. Facìl é apontar o dedo contra. Agora, questionar sobre as responsabilidades do establishement nesta "calamidade" parece ser a pretensao de poucos.
A fomaçao cultural de cada individuo é em BOA parte adquirido nos estabelecimentos de ensino. Desde a escola da infancia! Ora, sendo muitos desses licenciados que tanto se atacam, provavelmente "discìpulos" da ERA Tolentino, que foi ministro da educaçao, e nao sò, que cada um tire as proprias ilaçoes.

Felix Monteiro

Lily disse...

De certo modo, até discordo...
Escrever o parágrafo até o escrevem, mas a qualidade do mesmo... é de bradar aos Céus (e aos Infernos...)

Amílcar Tavares disse...

Tem razão o Corsino Tolentino, pois conheço alguns que se encaixam, perfeitamente, nesse perfil.

Valdevino Bronze disse...

Razão é mesmo o que não falta ao Grande Tolentino!
Faço minhas as suas palavras..

zito azevedo disse...

Aos chamados "licenciados de aviário" apenas interessa um emprego à medida do seu canudo...Escrever é para os escriturários!

Anónimo disse...

e ele não tem RESPONSABILIDADE nenhuma nisso? foi ministro da educação durante muuuuuuuuuuuuito tempo. Muitos desees licenciados, foram á escola na época em que era ele quem definia as políticas, os curriculos, emaniva directivas para contratação de profesores etc, etc, etc.
basofaria ness terra é que matá!

Paulo Santos Silva disse...

Esse descalabro na Educação começou quando ? Quando se começou a despontar Liceus (rebatizaods de Escolas Secundárias tal como se faz nas Europas) em tudo quanto é lugar. Ou seja até 90 acho que a coisa estava a ir bem. Depois daí começa a dar para o torto.Porém há aqui responsabilidade de muita gente. Eu como professor jamais permitiria um aluno meu passar a uma disciplina se não sabe redigir um parágrafo. Mesmo que a disciplina fosse "Salto com Vara".

Anónimo disse...

Eis um outro que sò sabe falar a desproposito, come fez o Tolentino... O sr. Paulo pode explicar aqui como funciona esta "sua" correlaçao entre a construçao (despontar) de mais liceus em todo o paìs e a qualidade do que se ensina e ou se aprende neles?
Ao escrever tal absurdidade parece que o sr. desconhece ou finge nao conhecer, a evoluçao socio demografica de Cabo Verde.
Decididamente, tem gente que sabe atè escrever mais do que um paragrafo, mas quanto ao conteùdo...ficam pela superficialidade.
Felix Monteiro

Paulo Santos Silva disse...

Eheheh. Já tenho admiradores e tudo. Obrigado Sr. Felix. Não. Não dou autógrafos.Peguemos num exemplo: até 199x havia somente um único Liceu em S.vicente. Esse Liceu tinha "todos" os professores com alguma capacidade. Tinha Laboratórios de Física, de Química, de Biologia. Tinha tudo. Ora quando se decide passar de 1 para 3 Liceus, alguma coisa não acompanha a qualidade que existia antes. É normal que os professores dos novos liceus não tenham nem metade da capacidade que tinham os primeiros isso devido ao aumento exponecial de pessoas que terminam o 12º e "vão dar aulas". Acabam-se com os laboratórios porque são caros. Ou seja estamos a falar de algo tão simples como "quantidade e qualidade". No início de anos 90 primou-se pela quantidade ! O que estava na ordem do dia era abrir liceus á torto e a direito. Aceitar escolas particulares sem nenhum tipo de critério. Ai está a superficialidade explicada: Até 199x tinhamos poucas escolas mas eram boas. A partir de 199x decidiu-se que qualquer um tinha qeu ser "doutor" e ai está o resultado: Srs. Doutores que não distinguem o Há do á !

Anónimo disse...

Sr. Paulo, nao tenho nenhuma dificuldade em ter admiraçao por quem diz algo com substancia quando fala. Ainda nao foi o seu caso, por isso esteja descansado que nao lhe vou dar nenhuma maçada com autografos ou coisas semelhantes!
Agora, é tipico representar situaçoes problematicas e complexas com tao simples equaçoes como faz o senhor.
Se leu o meu primeiro comentario, juntamemte com a critica que lhe fiz, entederà o motivo que levou-me a afirmar que a sua analise foi superficial, dada a complexidade da tematica.
O sr continua com o dedo somente no botao QUANTIDADE DE LICEUS CONSTRUIDOS, desconsiderando a evoluçao da populaçao estudantil. Faz uma simples comparaçao entre a populaçao estudantil logo apòs a indipendecia nacional e a mesma na decada de 90, e perceberà talvez o porque da construçao de mais liceus. Ou queria que estes que queriam estudar nao tinham o direito porque se perdia em qualiade? Interessante o seu ponto de vista!
Esses mesmos estudantes nunca foram responsaveis dos curriculos (programas)escolares nem da qualidade dos professores, que ao que consta sao inteiramente da responsabilidade do ministerio da tutela.
Somente uma coisa:
Acho que quem foi um dos principais actores da politica educativa em Cabo Verde por diversos anos, nao devia tao somente estar bradar aos céus o que, legitimamente, disse. Nao somente isso, um mea culpa ficaria mais do que bem.

Felix Monteiro

Paulo Santos Silva disse...

Caro Felix. Ainda bem que (ainda) não é um admirador. E que não terá problema em pedir autografo quando for. Quer dizer que poderá ainda ser algum dia. Mas voltando a questão qualidade vs. quantidade é este o verdadeiro problema. Não estou a ignorar nem a discutir que houve aumento exponencial da população estudantil. Estou tão somente a querer dizer isso: Não conseguimos manter a mesma qualidade que existia nos Liceus antes de haver o boom de "escolas secundárias" ! Conclui o Liceu em 91 e sem essa de entrar em guerra geracionais dá uma certa pena ver alguém que terminou o liceu 10 anos depois. Dá pena para não dizer algo pior. Portanto não conseguiu-se manter os mesmos padrões de exigência que havia nos liceus na azafama de criar o mais depressa possível escola secundária para "tud gente".

Anónimo disse...

Laboratórios a menos+bibliotecas a menos+educação física a menos =Brutalidade a mais. O orçamento não dá para tais luxos embora haja, por exemplo, licencidos da caboverde investimentos a ganharem 400.000$00 por mês.

wu sen