Todos diferentes, todos iguais:"Encontrei uma pretaque estava a chorar,pedi-lhe uma lágrimapara a analisar. Recolhi a lágrimacom todo o cuidadonum tubo de ensaiobem esterilizado. Olhei-a de um lado,do outro e de frente:tinha um ar de gotamuito transparente. Mandei vir os ácidos,as bases e os sais,as drogas usadasem casos que tais. Ensaiei a frio,experimentei ao lume,de todas as vezesdeu-me o que é costume: Nem sinais de negro,nem vestígios de ódio.Água (quase tudo)e cloreto de sódio.(António Gedeão)a) RB
RB.. desde pequenino que conhecia este poema... "lágrimas de preta" e já estava na reciclagem, pois já quase que não me lembrava da sua existência... Em boa hora veio essa lembrança..
eu acrescentava os homofóbicos... acabei de ter uma discussão virtual com um... que raiva :-(
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Todos diferentes, todos iguais:
"Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)
a) RB
RB.. desde pequenino que conhecia este poema... "lágrimas de preta" e já estava na reciclagem, pois já quase que não me lembrava da sua existência... Em boa hora veio essa lembrança..
eu acrescentava os homofóbicos... acabei de ter uma discussão virtual com um... que raiva :-(
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