Foi tudo culpa do amor

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"Foi tudo culpa do amor", noticia o jornal que relata esta história fascinante (e verídica). Boatos correm como vento trazido pela marezia por um dos bairros de Fortaleza, porque alguém anda a escrever declarações de amor no asfalto de uma das mais movimentadas avenidas da cidade. Sem conversa, sem explicação, um homem (dizem) pintou o asfalto, reverenciando o amor que sente por outro alguém: "te amo", "te quero", "te desejo". Quem? Não se sabe.

Perguntas não faltam. Será um pedido de desculpas? Uma despedida? Um namoro ainda no início? Será um homem ou uma mulher? Ninguém sabe quem é o misterioso personagem e cada um tem uma versão para a história. "Não é coisa de gente daqui. Aqui só tem velho", comentou uma das moradoras, como se amor tivesse idade. Outros confessam nem se importar, só de saber que o amor move alguém ao ponto de deixar marcadas declarações de amor no tórrido asfalto urbano, que importa isso?

Lembro-me agora de uma dessas frases que vi escrita num muro de pedra na berma da estrada no caminho para a baía das gatas, em S. Vicente, que dizia "tenho a melhor namorada do mundo". Depois alguém se lembrou de apagar aquilo e o caminho ficou mais triste. A verdade é que gosto muito destes anúncios públicos e desaforados de vultos apaixonados. Mesmo que sejam fantasmas e pouco verossímeis, o importante é que continuem a existir.


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9 comentários:

Tiago disse...

Também eu, João. Tenho pena de não ter apanhado esse da Baía. Há já bastante tempo, li um artigo em que se falava destes «poetas das ruas» e nunca me esqueci destas pérolas, penso que, das ruas de Lisboa: "Com medo de atingir a velocidade extrema, amo-te.»; e "Come back, meu anjo!».

Anónimo disse...

Verdadeiros compêndios de Filosofia são, também, as casas de banho públicas.

Sobre o tema do amor li há muito tempo uma inscrição que me ficou na memória. Perdoando o humor escatológico, cá vai: "amar sem ser amado é como limpar o cu sem ter cagado"

Hehehehe!!!

a) RB

zito azevedo disse...

Tambem as há de índole politica bastante interessantes...No dia 26.4.1974 os Anarquistas escreveram na parede da prisão-escola de Leiria:"CUIDADO COMUNISTAS: OS INDIOS TAMBEM ERAM VERMEHOS E LIXARAM-SE..."
Outros tempos...

Tiago disse...

Essa dos comunistas, é fabulosa!

Anónimo disse...

Ah, como eu gostaria que me fizessem uma declaração de amor (ou de amizade...)destas! São esses pequenos gestos e momentos que nos fazem fugir do nosso dia-a-dia fustigado de problemas e dissabores, e relembra que a vida é um milagre, é bela, e o amor, esse, pinta com um belo arco-íris os nossos dias.

Bom fds para todos, e sejam felizes.

Pimintinha

são branca disse...

No telhado caiado de branco de um antigo moinho de maré, nas rochas a seguir ao Forte de São Julião, em Oeiras escreveram "O AMOR EXISTE". Desde há anos, sempre vão caiando por cima mas sempre alguém escreve de novo.

Carla disse...

Queria poder dizer: foi pra mim!!!!!!!!!!!!!!!!

Catarina Cardoso disse...

fIQUEI DEVERAS IMPRESSIONADA COM O QUE A SÃO bRANCA RELATOU. Encantou-me na verdade porque é uma evidância tão grande na nossa vida e fazemos tudo para o aniquilar na maior parte das vezes. Quem o faz é alguém que não desiste e ainda bem que há gente assim.

Anónimo disse...

há muitos, muitos anos (quase 20...) fiz uma coisa dessas.

Comprei uma lata de tinta e um pincel e, de madrugada, deixei uma mensagem pintada no chão da praceta, em frente da janela de uma ex-namorada.

Acho que ela nunca percebeu...a mensagem estava cifrada. Nunca me esqueci: "ET-ORODAM".
Adoro-te M.

Nunca fui grande poeta...

M.

P.S: Joana, se leres isto, ainda hoje penso em ti...