Cafeína

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"A nossa época é essencialmente trágica, e por isso recusamo-nos a ver nela a tragédia. Mas o cataclismo já aconteceu; estamos entre ruínas, começamos a reconstruir pequenas casas, refazer pequenas esperanças. O trabalho é árduo: o caminho para o futuro não será tranquilo: apesar de tudo, damos a volta, arrastamo-nos sobre as pedras. Só nos resta viver, não importa quantos céus tenham caído."

David Herbert Lawrence em O Amante de Lady Chatterley




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3 comentários:

Anónimo disse...

"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos".

(Albert Einstein)

a) RB

Anónimo disse...

Complemento ao comentário anterior:

A mobilização da Sociedade Civil é de aplaudir, a solidariedade inter-classista é certamente benvinda.

Mas pergunto-me: estariam elas no terreno se a dengue não fosse (como é) uma epidemia "cega", isto é, que não diferencia entre pobres e ricos, doutores e operários, governantes e governados?

Qual a justificação, então, para que nada tenha acontecido enquanto ela se restringiu apenas aos menos bem aventurados?

Não será também por isso que, a um outro nível, ninguém investe significativamente na descoberta de vacinas ou efectivos tratamentos contra as "doenças dos pobres" (malária, dengue, ébola) e num piscar de olhos elas aparecem quando os ricos também são atingidos (gripe A, por exemplo)?

p.s. utilizo as palavras "pobres" e "ricos" não só na sua expressão puramente objectiva, mas também (e talvez sobretudo) no respectivo alcance metafórico

a) RB

zito azevedo disse...

O determinismo cristão que pretende traçar rotas de vida em direcção a um destino mais ou menos definido, creio que serve mais é para justificar as nossas próprias frustrações porque, quando se vence o destino já não é para aí chamado...O que nos move é a vontade de nos erguermos, cada vez que caímos, uma vez depois da outra, até à queda final...
zito