Tertúlia dos Mentirosos 18

19 Comments




Tive uma colega que teve 3 filhos durante os cinco anos em que estávamos em formação na Faculdade de Direito de Lisboa.

Um dia, perguntei-lhe porque é que ela estava quase sempre grávida na altura dos exames e ela respondeu-me, com um extraordinário sentido de humor:

- Virgílio, fico mais inteligente quando estou grávida.


História verídica contada por Virgílo Brandão
num comentário a um post margoso




You may also like

19 comentários:

Kuskas disse...

REALMENTE ficamos mais inteligentes quando estamos grávidas. Mas vocês, probres seres do sexo MASCULINO, nunca saberão como é que isso acontece. ahahahahah

E viva as MULHERES!!!!

Anónimo disse...

na faculdade uma mulher é maior ...

João Branco disse...

Kuskas, um pai que acompanha de perto e carinhosamente uma gravidez do próprio filho consegue ficar também um pouco mais inteligente... fala a voz da experiência!

Anonimo, não é isso que está em questão nesta história...

Alex disse...

Não vejo onde possa estar o espanto. Afinal são DUAS cabeças a pensar, verdade?! Imagina se forem gémeos!...
Ab
ZC

P.S.- Li há dias algures que o maior QI do mundo é de ... adivinhem ... uma mulher. Não fazia nenhuma referência a uma eventual gravidez!

Anónimo disse...

outra coisa : na faculdade não tens que assistir aulas obrigatoriamente...

fernandot disse...

ò kuskas, então é claro que sabemos, fomos nós que colocámos dentro de vocês algo extra que desencadiou todo o processo, lembra??
fernandot

João Branco disse...

Olhem, querem saber duma coisa, sinceramente? Apesar de poder imaginar - e apenas isso, imaginar - o que é a dor da mulher durante o parto, a gravidez, ou seja, o acto de gerar um filho dentro do nosso corpo, é daquelas experiências de que lamento nunca poder vir a experimentar. Não é de admirar pois, todas as mudanças, os desejos e um crescimento (não comprovado?) do QI das mulheres grávidas!

Sanpadjud disse...

Acho que falta saber quanto tempo demorou esse curso! E quem o pagou!!
SErá uma questão de mentalidade... ou será de fragilidade?
Não sei. Também vi isso acontecer. Como mulher acredito que um filho é uma opção, uma decisão consciente em que se pesa até (ou principalmente) as condições que temos para prover e educar. Pensava assim na adolescência, na juventude e hoje.
De outra forma parece-me que é uma atitude egoísta de quem até pode amar mas não respeita o tal do filho.
Também é fácil ter filhos para outros criarem... caso daquelas que tinham os filhos e vinham deixá-los em Cabo VErde e voltavam para engravidar hehe Isso é amar e criar um filho?

Virgílio Brandão disse...

Sampadjud(a),
a minha amiga era uma moça casada (e continua a ser) e trabalhava, como eu, e estudávamos à noite.

Foi, comigo e alguns poucos (dos 483 alunos que entraram na Faculdade de Direito da Universidade de Lisbo no mesmo ano) a terminar o curso em 5 anos, chegando ao fim 5º. Ano sem disciplinas atrasadas e terminando o curso com a última nota na pauta, sem ter de enfrentar a agrura de um exame oral final para terminar o curso.

A questão da irresponsabilidade na decisão de ter um filho é coisa diferente da questão do direito a aprender e a frequentar os estabelecimentos de ensino. Além de que, ao contrário do que diz, nem sempre um filho é gerado por decisão consciente; muitas vezes acontece em circunstâncias que não são escolha.

Subscrevo na íntegra a posição inicial e reiterada do João, pois é, sem sombra de dúvida e sofisma, a mais correcta.

De incidentes, acidentes e injustiças ninguém está livre.

Não me parece que seja ou deva ser motivo de riso o facto de uma estudante ficar grávida e, não podendo cuidar da criança – porque se revela muitas vezes quase impossível cuidar dela de forma adequada (a vida de estudante longe de casa e da terra natal não é fácil, não) – que a leve para junto dos pais.

Deverá achar que a opção seria o abortamento... Essa decisão que lhe parece motivo de riso é, de todo, uma manifestação de responsabilidade e de um espírito de resiliência, de quem não desiste dos seus objectivos mesmo perante as dificuldades.

Ah, olhe que conheço casos de pessoas que levaram 10 e 14 anos a fazerem o mesmo curso de Direito na mesma Faculdade; se calhar até conhece alguns... E não eram mulheres! Nem tinham ou tiveram nenhuma gravidez! Ademais, constato empiricamente que as mulheres levam, em média, menos tempo a concluir a sua formação que os homens.

E, pense nisso: se os homens assumissem as suas responsabilidades como pais (e amantes da pessoa com quem geram um filho - que é uma prova de amor extremo entre um homem e uma mulher), acha que uma mulher, qualquer mulher grávida precisaria de deixar os filhos longe de si?

A responsabilidade, ao contrário do que se quer dar a entender e se pensa, não é somente da mulher. Mas é mais fácil crucificar nem não se demite das suas responsabilidades, não é?

Mas isso é outro problema, outro assunto; um tabu que fere muitas consciências.

Abraço fraterno,
Virgílio Brandão

Kuskas disse...

Fernandot, é claro que voces seres do sexo masculino, são responsaveis pela outra parte necessária na criação de uma nova vida.

Pena que para muitos de vos, é esse o UNICO momento em participam na nova vida gerada.

Adoro ver os homens que seguem e procuram entender a gravidez das respectivas mulheres, nomoradas ou amantes. Gosto muito de ver aqueles pais que REALMENTE dedicam o tempo que tem livre (qualitativamente), aos filhos, que participam dos bons e maus momentos, que ensinam e aprendem com os filhos.

Aprender sim. A minha filha me ensinou a ser paciente, me ensinou a ser criativa outra vez (inventar diferentes versões para as mesmas historias de encatar).
Digo sempre que a maioria dos homens de CV (com o devido respeito e vénia às excepções), não sabem como perdem ao delegarem as mulheres a linda e ardua tarefa de educar os filhos.

Catarina Cardoso

Sou aquela que te conhece e que tu não conheces ahahahah

Anónimo disse...

Oh pá... eu grávida, ao contrário do que por aí é dito... tinha um sono, dormia, estava distraída, esquecia-me de tudo... não, eu grávida fiquei mais burra de certeza... mas não me impediu de produzir e trabalhar até ao último dia, e por isso, não impedirá, quem bem quiser de estudar, trabalhar etc...

Anónimo disse...

afinal catarina cardoso e kuskas são a mesma pessoa?

João Branco disse...

Parece que sim! Ou então estamos perante uma apropriação indevida da identidade alheia!

Virgílio Brandão disse...

João,
a Ana voltou para a Escola, desde ontem. Telefonaram-lhe a pedir-lhe para voltar, sem mais. Não disseram nem ai nem ui, só lhe pediram para voltar, sem explicações...

Não sei, ainda, se a Ministra curou somente da situação dela ou se tomou uma decisão que afecta a medida em si. Vamos esperar para ver...

Abraço fraterno.
Virgílio

Ah!, afinal, a solidariedade sempre faz diferença. A Petição em curso é para continuar. Afinal, a Ana é somente o rosto de uma discriminação generalizada.

João Branco disse...

Grande noticia: isto vale um post próprio. Lá tinhas tu que me estragar o destaque ao post 500, Virgilio! Mas, pronto, é por uma boa causa.

Kuskas disse...

AHAHAHAH

Anonimo, eu sou Kuskas e a Catarina Cardoso é a Catarina Cardoso.

Eu a conheço, mas ela não me conhece :)

Kuskas

Virgílio Brandão disse...

João,

penintencio-me!, sinceramente.

Mas essa boa notícia complementa o post 500, pois conhecerás algum poema melhor que o bem realizado?

Sei, sei que existem alguns poemas com pernas, mas não pensava nisso agora.

Abraço fraterno
Virgílio

Ah, espero que as pessoas não venham a esquecer este assunto, como é costume fazer-se.

Catarina Cardoso disse...

Mas que história é esta de dupla identidade????

Que grande confusão....

Bem, de facto eu estava morta de curiosidade em relação à identidade da Kuskas mas pelos vistos ainda não é desta que a satisfaço!

Além disso é injusto- ela conhece-me e eu não....

Buáaaaaaaaaa

João Branco disse...

Hum Catarina e Kuskas esclareçam lá isso! Não me digam que são como certos shampôs, 2 em 1? hehe