Café Comemorativo

21 Comments



Se fosse vivo, Che Guevara comemoria no passado dia 14 de Junho, 80 anos de vida. Ser de esquerda passa por lembrar isto:

«Hasta la vitória, siempre!»

«Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário

«Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a Primavera

«Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos

«Vale milhões de vezes mais a vida de um único ser humano do que todas as propriedades do homem mais rico da terra.»

«O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade.»

Para saber mais sobre Che Guevara consultar este excelente site, com biografia, galeria de imagens, pensamentos, links e bibliografia. Aqui.





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21 comentários:

Anónimo disse...

Desculpa, mas não, não passa por aí... Ché é um mito, não passa disso... eu que sou de esquerda entrei em luto de che quando uma amiga cubana me contou que ele mandava matar qualquer pessoa que roubasse o que era de todos... mandou matar o irmão dela de 8 anos, quando roubou uma lata de feijão enlatado... ela assistiu à condenação que era feita numa espécie de tribunal presidida por ele... ai João contou outras tantas coisas... sou de esquerda sim! Orgulhosamente de esquerda... mas o ché já não cabe no meu imaginário...

Anónimo disse...

Aquantas pessoas foram assassinadas e silenciadas por Ché? Em nome de quê? da Esquerda? Ou será que foi pela inspiração divina?

Veneração de líderes é pior coisa q existe e isso acontece tanto à esquerda como à direita. Eu no meio, vou assistindo a essas patetices todas, no meu cantinho.

Era bom sabermos realmento o bom e o mau de todos esses grandes líderes idolatrados de uma ponta à outra: Ché, Mao, Lenine, Fidel, Mobutu, Mugabe, Zédu, Pires, Pinochet, Mussulini, Adolfo, Salazar, Franco e companhia ... para vermos verdadeiramente se afinal foram assim tão bons para a humanidade como escrevemos.

João Branco disse...

Estamos a falar duma época especial, caro Anónimo. Não estou a dizer que o que dizes é verdade ou não e sendo, se algo justificaria o que foi feito em nome da «revolução»... As coisas não serão assim tão lineares. Muito do Che é um mito, mas por alguma razão ele terá sido assassinado.

Miguel Barbosa disse...

"Época especial" é o qe os totalitarismos de ESQUERDA e DIREITA têm em comum.
Aquele AbÇ.

neulopes disse...

Verdade seja dita: se houvesse a coragem e humanismo que há nesses pensamentos, especialmente do segundo, muita coisa neste país seria mais respeitado. É uma questão de luta e de atitude. Não falo em relação aos poderosos e dirigentes. Falo também em relação a nós mesmos.
De acordo também em relação a "Veneração de líderes é pior coisa que existe". Verdade. Mas a enexistência de líderes pode ainda ser pior. Existência de líderes é necessário mas a veneração dos mesmos pode levar à criação de um tirano e à queda de qualquer estrutura. Aí quer esquerda, quer direita vai para baixo.
A verdade é que temos exemplos bastante elucidativos bem debaixo dos nossos narizes.

Anónimo disse...

estão a tentar quebrar a força do homem(-mito), têm-se dito mt coisa que n corresponde a verdade , mas que foi,é e continuarà ser grande não tenho duvida, como quando o mataram , o efeito foi inverso, agora tentam apagar as boas coisas e focalizando sobre verdadeiros mitos - cabe na cabeça de alguém que ele mandou matar um criança de 8 anos? tenham santa paçiência , eu não acredito...o maximo que ele poderia fazer era fazerem uma lavagemm cerebral , mas nem isso acredito que tenha feito...é normal que tenha matado homens (não fosse uma revolução) , o certo é que ele saiu de cuba algum tempo apôs por não concordar com certas medidas... o resto são historias. o anonimo talvez prefira o bush que mata descaradamente centanas de crianças por dia com a desculpa que são terroristas...

anonimamente anonimo

Anónimo disse...

valores de esquerda ou de direita à parte... nenhum deles pode pisar o respeito pela vida humana... e daí a minha total desilusão com o ché... mas não é uma pessoa que altera as minhas convicções de esquerda...

Miguel... em vez de estares constantemente a atacar a esquerda... defende a direita... ou o ataque é a melhor defesa? Vá... quero ver...

João Branco disse...

Eh pá, tudo bem. Ataquem quem tem que atacar, mas para mim há por aí muita coisa que se diz que... enfim, nem vou comentar. Quando eu falo de época «especial» estou a falar de guerra, guerra mesmo, onde se cometem barbaridades de ambos os lados. Não há santos e pecadores num cenário de guerra. Estamos a falar duma época onde as mais facínoras, impiedosas e sanguinárias ditaduras militares tomavam conta de quase toda a América Latina. Não me venham com a conversa dos «comunistas que comiam criancinhas ao pequeno almoço», que essa já está fora de moda. O Che teve uma importância histórica no movimento rebelde, revolucionário de esquerda, e não foram muitos que tinham coragem em lutar nas condições em que ele lutou. Aliás, deu a vida por isso. Deve valer alguma coisa, não?!

Salim disse...

Em relação ao teu último comentário (e, é claro, ao post em si) só tenho a dizer: Nem mais, João, nem mais.

Gilson disse...

Um mito é um mito, vale como lenda e el Comandante é uma lenda. Não se discute a sua coragem, mas se se der ao trabalho de ir para além dos filmes e das biografias oficiais da lenda, e descobrir o outro lado, as outras histórias, com toda certeza o caracter humanista do senhor não seria louvado . E quando se fala em libertadores de nações, gostaria de saber qual foi o país comunista onde existiu alguma liberdade...limitou-se a substituir ditaduras de direita por ditaduras de esquerda. Gulag ou Auschwitz, qual a diferença? Os mitos servem para vender marchandise... E já agora ele só foi morto pq foi para uma guerra que não podia ganhar( o que revela coragem), e foi assassinado sumariamente como ele mesmo havia feito aos que considerava um perigo para a Revolução.

João Branco disse...

Bem, isto aqui é com cada babrbaridade... que, enfim... Daqui a nada vem praqui dizer que o Amilcar Cabral era terrorista... Já dei para este peditório, tipicamente direitista.

Redy Wilson Lima disse...

Ums coisa temos de admitir: Che marcou uma época e uma geração, tendo ele sido terrorista ou assassíno. Não esqueçamos que quem rotula são os dominantes, e na altura Che e compaínha eram os dominados que quiseram mudar as coisas.
Na enumeração dos cromos políticos esqueceu-se do Bush II.
Aquele abraço.

João Branco disse...

Pois...

Gilson disse...

Pq a esquerda ( alguma) nunca reconhece os seus erros. Falar em dominados e dominantes, sugerindo que a no período da guerra fria os da esquerda ( da comunista) é que lutavam pela liberdade é desconhecer toda a história ou achar que os outros não a conhecem. Perguntem aos países do leste quem os dominava. Os EUA? Perguntem aos tibetanos quem os dominava. Os EUA? Se se fala das ditaduras de direita seria honesto que se falassem das ditaduras de esquerda. E por favor não falem de Cabral, o senhor nunca foi comunista, nunca foi maoísta ou fidelista basta ler o que ele escreveu e defendeu. E ao contrário de "El Comandante" que fez "limpezas" quando já dominava a Ilha ( não estando em guerra pois já a haviam ganho), Cabral não tem qualquer registo de julgamentos e execuções sumárias. E já agora diz-se que a Cuba antes da Revolução era dominada pelos EUA e era uma ditadura...realmente. Mas com a revolução passou a ser dominada pela URSS ( que a manteve economicamente e até quis colocar mísseis nucleares na ilha) e continuou a ser uma ditadura. Reconhecer esse facto não tem qualquer ligação com ser-se de esquerda ou de direita, é ser-se honesto, historicamente falando como é obvio.

João Branco disse...

Continuo a dizer que não faz sentido em falar de «ditaduras de esquerda», mas pronto... Quem se usou das «esquerdas» para implementar regimes ditaturiais, estavam a servir-se desses ideais e não a defende-los e muito menos a representá-los. Abr.

Gilson disse...

Bem, podes dizer que existem várias esquerdas e que a esquerda com a qual, presumo, tu te identificas, não corresponde a esquerda totalitária. Mas se assim dizes, vais deixar de fora da "esquerda", quase todos aqueles que se reclamavam e eram identificados como de esquerda, pessoas como Marx, que quando escreve e descreve a ditadura do proletariado não está a descrever com toda o certeza uma sociedade que se identifica com os princípios de um Estado de Direito Democrático. E não digam, que a ditadura do proletariado era uma metáfora, pois só quem não conhece a obra do Marx poderá dize-lo. Aceito que hajam várias esquerdas , havendo esquerdas democráticas e totalitárias, assim como aceito que existem várias direitas democráticas e não - um liberal é por definição alguém que põe o sujeito individual acima de tudo, inclusive do Estado, ao contrário de um fascista que põe o Estado acima do indivíduo, um comunista põe o Estado acima do indivíduo , tornando este um meio e não um fim, um socialista tipo Mário Soares não.

João Branco disse...

Olha que por definição, um regime fascista não é aquele que põe o Estado acima do individuo... Cuidado com os conceitos.

De resto, em relação ao teu comment, só tenho a dizer que assim como não gosto de «endeuzar» ninguém, sou contra a diabolização de certos teóricos, que até nem tiveram assim tanta culpa no cartório, pela forma como certos conceitos viriam a ser aplicados no terreno, já como eles mortos e bem enterrados! Apesar de alguns aspectos que podem ser, facilmente e com as lições que a história nos dá, claramente refutados, há muito nos escritos de Marx que hoje se mantém completamente ACTUAL. Actual e mais, PERTINENTE. Só não vê quem quer...

Gilson disse...

O fascismo não se caracteriza apenas pelo transpersonalismo, mas não deixa de ser um dos seus fundamentos essenciais. Deixo-te um extracto do livro de Diogo Freitas do Amaral, Histórias das Ideias Políticas, volume II ( pag.314), referindo-se as características essenciais do fascismo :
“ O Estado é o valor supremo e coloca-se sem dúvida nenhuma, acima do indivíduo. É o transpersonalismo, que se contrapõe ao personalismo, para o qual a pessoa humana vale mais do que o Estado: segundo o personalismo, o Estado existe para servir a pessoa humana; de acordo com o transpersonalismo, os indivíduos existem para servir o Estado. Ora as concepções de Mussulini e de Hitler eram marcadamente transpersonalistas. Dizia Mussolini, no célebre discurso que fez no Teatro Scala de Milão, em 1926:« tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado, (...) , «se o liberalismo significa o indivíduo, fascismo significa Estado liberalismo». Este Estado omnipotente transcende a política e invade a economia, a cultura, a religião...”
ACONSELHO uma actualização das leituras e dos conceitos.

João Branco disse...

O teu conselho é bem vindo, meu caro, mas não precisava de ser nesse tom paternalista do tipo eu-sei-mais-do-que-os-outros-e-até-cito-obras-do-grande-freitas-do-amaral... Seja como for, mantenho o que disse, conceitos e teorias à parte, qualquer ditadura - sejam as chamdas de direita ou de esquerda - vivem do culto de personalidade. Hitler, Pinochet, Mussolini, Staline, Fidel, Franco, Salazar... mais exemplos?

Gilson disse...

Com todo o respeito, mas quem começou aconselhando para que se tivesse cuidado com os conceitos foi o amigo do outro lado do “balcão” . Limitei a responder. E acho, que o tom da minha resposta ( apesar de um pouco provocadora), não justifica uma resposta tão desaforada.

João Branco disse...

Gilson, tens toda a razão. Mas o desaforo faz parte. Sem mágoas. Mea culpa, portanto. A conversa está muito boa! Aquele abraço...