Um Café com... Hernani Almeida

35 Comments


Escrevi sobre Hernani Almeida uma crónica desaforada, depois do magnifico concerto dado pelo músico em S. Vicente e considerei-o uma das figuras do ano. Não só pela sua produção própria, mas também pelo que tem feito, produzindo para os outros. Nem de propósito a edição desta semana do jornal A Nação tem um entrevista, eu diria desaforada, com o guitarrista e compositor mindelense, que vale a pena uma leitura atenta.

Alguns excertos:

Sobre sermos um país de músicos: «talento é como barco na areia; é bonito mas também não navega. Em Cabo Verde, os músicos são barcos na areia. Precisam cair no mar e nada, para poderem crescer.»

Sobre ousadia: «não há. É tudo encostado naquela coisinha, confortável.»

Sobre escola musical: «enquanto não houver escola teremos apenas tradição oral. Através da tradição oral, não deixamos que a nossa herança se perca, mas falta o ensino sistematizado para se desenvolver uma cultura musical mais rica.»

Sobre Lura: «anda à procura de Cabo Verde. Não vai encontrar.»
Sobre Princezito: «grande poeta, não um músico.»

Fazer a arte pela arte: «tenho jeito para fazer alguma coisa, varrer a rua, vender sandes de atum com o meu pai, posso fazer qualquer outra coisa, estar vivo e concentrar-me no meu trabalho artístico.» (...) «Estou à procura de fazer arte e não restringir a minha música à música de Cabo Verde.»

Entrevista conduzida por Abraão Vicente, publicada no Nação nº65




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35 comentários:

Anónimo disse...

hernani almeida...

João Branco disse...

Corrigido. Thank's!

Anónimo disse...

Princesito é musico sim.
Muito musico mesmo. Que músico aliás. Aqui, em Mindelo, na China ou em Marakesh.
Seria interessante perceber a opinião do Hernani.

Djinho Barbosa

Sisi disse...

Qualquer desaforo do Hernani em relação a música é válido pq músico como ele em CV há poucos...uma coisa é saber tocar, outra é, para além disso, produzir música, que é o que o Hernani faz e com excelência.


PS: Com todo o respeito anónimo, acho que estás a sofrer de uma joãnite aguda e precisas ver isso, já está a tornar-se chato. Sem ofensas!

João Branco disse...

Sisi, com todo o respeito, não entendi o comentário final. O que é uma "joanite aguda"? Por acaso, eu tenho um joanete no meu pé direito, mas acho que não te estavas a referir a isso! Abraço

Anónimo disse...

...em cabo verde não se ousa, dar opinião, uma vez feita é logo fogo na casa de nhô padre! O Hernani sabe do que esta a falar, não penso que ele queira dizer que o Princezito não saiba tocar, mas que é melhor um poeta (POETA Não é palavrão)...Conheçendo o gajo digo-vos a sua frontalidade,franqueza, confunde muita gente, mas o que ele disse , os interessados ja o sabiam .
Hiena

Sisi disse...

Eu quiz dizer Joãonite aguda, se é que me fiz entender...


Abraço!

Anónimo disse...

Frontalidade e franqueza são algumas qualidades do Hernany...sem meias voltas no que pensa.Axo que ele disse o que muita gente tem vontade de dizer e não tem coragem suficiente...ou não sabe expressar.FALOU E DISSE...Compas

Anónimo disse...

Sisi, cala boca menina. JOÃOnite aguda? essa é nova.
Mas a meu ver um artista que se preze não perde tempo falando de outros artistas, inda por cima só falando mal. E para além do mais não percebi o que se passa. Alguém poderia me explicar?

João Branco disse...

Duas notas breves:

Sisi, continuo sem entender.

Anónimo, só publiquei o teu comentário que aqui no Café Margoso ninguém manda ninguém calar a boca. Só para avisar. Obrigado!

Gugas Veiga disse...

Parabéns Hernani pela tua entrevista. Directo, frontal e a pensar pela tua própria cabeça.
Conheçes melhor que ninguém os artistas de quem falaste pois com eles privaste e és amigo e não fazes parte de nenhum lobby.
Só quero lembrar ás pessoas que em 2 anos o Hernany produziu Tcheka, Vadú, Princezito, Eder (no mercado 2ª feira) Isa Pereira (no mercado em Dezembro) e a si próprio (Afronamim). Haja Talento, versatilidade e inteligência ao contrário de alguns que só aparecem por se encostarem em outros musicos. Força e coragem nha armum pamodi bu tem caminho longi pa bu anda.

Teatrakacia disse...

O maestro (Paulino Vieira) já o tinha dito públicamente, há pelo menos dois anos: Hernani Almeida - a garantia de continuidade na qualidade das nossas produções musicais... tendo em conta a sensibilidade e o know-how de um excelente autor/compositor/intérprete e sobretudo director musical.
E porque sou daqueles que acreditam que é no falar, na crítica olhos nos olhos que se propicia o salto qualitativo, realço mais este 'trunfo' do HA: a frontalidade.

João Branco disse...

E há um grave déficit de frontalidade na zona...

Neu Lopes disse...

Não vamos discutir coisas aqui que são indiscutíveis. Quanto a mim, houve, até agora, quatro grandes discos made in Cabo Verde este ano: "Gerassons" de Sara e Teté, "Afronamim" de Hernani, "Spiga" de Princezito e "Dixi Rubera" de Vadú (meteria ainda "Nos Xtoria" dos Refilon). Fico até um pouco triste por nenhum desses artistas serem de S. Vicente, o que demonstra o grande déficit que a música enfrenta no Mindelo. Contudo, na produção e arranjos de "Gerassons" está, entre outros grandes músicos como o Ricardo de Deus, o Kisó Oliveira. E nos restantes três estão o Hernani. Inclusive digo que todo o mérito dos discos de Princesito e do Vadú estão no Hernani. Aliás, a ficha técnica dos discos não deixa margem para dúvidas. Os discos do Princesito e do Vadú não seriam o sucesso que são sem o "tempero" do Hernani. Portanto, muitos dos músicos tenham muita calma que, a pouca mas muito importante e madura experiência, a virtuosidade e técnica e a inteligência e maleabilidade do Hernani e de sua música só poderá ser uma maior valia para a nossa música, e não uma pedra no sapato de muita gente. Além disso, a escola de Hernani, que ainda continua, já ultrapassou músicos excelentes como o Boy Gé, O Bau e o Voginha que de tanto ele fala. E, com certeza, por ter bebido da água de todos eles, ninguém melhor para conhecê-los. Isso não tira o mérito a músicos bons, entre os que já referi, os Mendes Bros., os Ferro Gaita, o grande Djinho e os fantásticos ARKORA. Cada um que produza o seu e bem. Espero até ouvir no próximo ano mais trabalhos do Hernani, dos Refilon, dos Mix Cultura; desejo ainda ver lançado um disco dos Fusion e um tão esperado trabalho dos ARKORA.
Espero também que o Hernani não perca a humildade que o tem levado com que se demarque de muitos outros músicos. Espero mais ainda que o cabo-verdiano mude de atitude e passe a aceitar críticas com humildade e também aprenda a criticar, a falar e a pôr o dedo na ferida. Quando não gostamos, não gostamos e pronto, doa a quem doer. Temos de adoptar uma política do reclamar, gritar, e não aceitar com a boca e os olhos fechados, principalmente no que diz respeito às nossa políticas de saúde, educação, comunicação e cultura, nossos pilares de desenvolvimento, Uma mudança drástica de atitude impõe-se.

João Branco disse...

Concordo com a base do teu comentário, embora ache um exagero afirmar que "todo o mérito" dos CD's produzidos pelo Hernani seja apenas dele. Afinal de contas, as composições, a voz e muita da alma desses trabalhos é dos seus autores, ou não? Evidentemente, o Hernani teve grande importância na qualidade musical dos mesmos, mas daí a dizer que tem todo o mérito, vai uma grande distância. Aliás, penso que o próprio Hernani seria o primeiro a discordar disso... Abraço!

Neu Lopes disse...

Precisamente, João. Por isso que falo de "tempero". É que é necessário dar valor aos músicos que estão por trás dos "lead artists". O Pantera foi um grande músico. Revolucionou a música de Santiago e de Cabo Verde. Não se esquecendo tb do Katchás. Eles foram os líderes de suas bandas, mas sua música só teve melhor ênfase com os fantásticos músicos que os acompanharam (e olha que a guitarra do Pantera já "enchia" bem sua música). O Princesito também foi acompanhado pelos músicos do ARKORA e agora pelo Hernani. Há o Tey e outros mais. É claro que o Princesito é quem faz a música dele, e muito bem. O sucesso de Pilonkan começou com apenas a guitarra dele no Mindelact. Mas continuo a dizer que sem a musicalidade e experiência do Hernani a história seria outra. Seria como uma boa peça de teatro do Mário Lúcio sem a encenação de um João Branco, uma Iluminação do César ou do Anselmo, uma Interpretação do Cula, do Elísio, do Flávio ou do Paulo, por exemplo, sem a música do Vasco ou sem o cenário e os adereços do Bento ou da Bety. Penso que me fiz entender melhor.

João Branco disse...

Ficou mais claro. Só não concordei com a expressão utilizada.

Anónimo disse...

com toda admiração q tenho pelo HA acho, principalmente em relação ao disco do princezito, um exagero bestial qto ao "total" mérito do HA. Pelo contrario, acho q (e desculpem-me) o disco saiu a perder com a musicalidade do hernani. é claro que com este comentário n tenciono fazer juizo de valor em relação ás capacidades e virtudes do hernani (essas estão clarissimas no disco dele). só acho que alguma coisa da musicalidade hernaniana n combinou com o spiga como acho já n ter combinado no 2 disco do tcheka...
qto ao vadu, concordo q o hernani encheu o trabalho q a meu ver, por si só é um bocadinho "vazio"
...enfim...são gostos....
cumprimentos

Anónimo disse...

o mmo anonimo:-))!!!!

ás vezes lembro-m dos tantos concertos q vi, tanto do tcheka como do princezito do tipo "one man show"... o artista/poeta e uma guitarra e penso que n deveriamos fazer da "hernanização" ou mesmo "arkorização" dos arranjos de alguns artistas uma condição issencial...
essas vagas tem me feito lembrar muito da qualidade da simplicidade dos arranjos acusticos q alguns desses artistas usavam antes das gravações em cd...como ficava bem...como realçava a poesia e musicalidade intrinsecas do por exemplo tcheka e princezito...
abraços

João Branco disse...

E eu penso que os comentários deste Anónimo são um exemplo de como podemos conversar sobre estas coisas da música e de gostos e de opiniões, sem nos matarmos uns aos outros. Eu penso que crescemos todos, não é?

Mas apenas digo isto: apesar de ter gostado bastante do tom - construtivo - dos comentários anteriores, o facto de se apresentar como Anónimo, não deixa de ser sintomático de que o direito à opinião ainda não é um dado assim tão adquirido... Senão, porquê taparmos a cara e escondermos o rosto?

Anónimo disse...

caro joão...é só o pleno exercicio da timidez...n mais do q isso...até porque continuaria igualmente anonimo se tivesse escrito o nome:-)

abraçopeloblog
e um obrigado aos hernanisarkorásprincezitostchekascesárias deste país... tantas coisas bonitas fazem eles...

Anónimo disse...

....o spiga do tcheka não teve a produçao do hernani mas sim do lenine (brasileiro e dizer tb que em cabo verde temos a mania de restringir o trabalho de um artista(cantor/interprete) , e negligenciar o trabalho dos musicos ,"instrumentistas" , o que so é mau, pra musica em si, porque varias vezes o trabalho musical dum artistas fica resumido a sua voz e "as rimas", exemplo flagrante é o arkora e o hernani tb, que varias vezes passam ao lado das cabeças de cartaz, acho bem que cada um possa ter direito a sê gota d'agua...no entanto acho que muitos pessoas estao a deturpar as palavras do hernani almeida , e fixar-se apenas num ou noutro ponto fora do contexto... good vibes

João Branco disse...

Gostei do blogbraço do Anónimo, que demonstra algo com o qual eu concordo: todos os talentos são necessários!

Anónimo disse...

exactamente ....todo talento é necessário...todas as experiencias e experimentações são um sinal maravilhoso... porém por vezes resultam melhor e por outras menos...mas o bom sinal ficou...
qto ao anonimo anterior esclareço q referia-me ao 2º disco do tcheka (nu monda) q foi musicalizado pelo hernani e esclareço q spiga n é do tchaka mas sim do princesito
abraçopeloblog

Teatrakacia disse...

Regresso a este debate, para realçar o quase acordo com todos os intervenientes... parece estranho, não? Mas atiro a atenção para esse facto de que, hoje, como no passado, continuamos a ter bons criadores musicais e bons intérpretes, e mais hoje do que antes, bons directores musicais. Entendo director musical por aquele que 'embeleza a já criação'... e esse envelope pode ser bem simples (como adorei ver/ouvir o Pantera a solo, o Tcheka, o Princesito, a Cesária, o Manel, o Vlú, o Tito... guitarra acústica, poesia, melodia, timbres encantadores) por um lado, por opção artística; ou bem orquestrada tirando o proveito de n sonoridades encantadoras... É tudo uma questão de opção (e mesmo de meios de produção) artística. Que se pode gostar mais ou não! E gostos não se discutem...
O que interessa é que continuamos a ter cultura de produção musical de qualidade.

João Branco disse...

Mto bom comentário, Fonseca!

Anónimo disse...

Olá boa noite.
só uma questão se me permitem. O que quer dizer - musicalizado pelo hernani - quando o anónimo referia ao segundo CD do Tcheka.
Obrigado, saudações de fora.

Anónimo disse...

anonimo -errata spiga- desculpe , ao anonimo , o nome era "Lonji", errei; tb eu fiquei intrigado com a expressão musicalizado usado pelo anonimo, o que é que entende por musicalizado?!!!temos expressão!!! .;;se não estou em erro ,o hernani, juntamente com elementos dos ARKORA ,foi o "director musical oficioso", e uma coisa que eles não fazem é "musicalizar ", eles compõem, criam,penso que é uma expressão no minimo infeliz para uma pessoa que parece gostar de musica, devia ter mais curiosidade em ler as capas dos cds e interessar-se ao como se faz um cd (de boa musica), e dizer que as pessoas musicalizaram é diminuir a inteligência musical das mesmas.abraço
anônimo-spiga

João Branco disse...

Estão a ver, é por causa de posts e comentários como os que temos aqui que considero, cada vez mais, que um blogue pode ser um excelente espaço de debate e aprendizagem. E viva a frontalidade e clareza de opiniões. Pelo menos disso, o Hernani, tem à vontade. Abraço!

Anónimo disse...

Deixo meus coments adicionais aqui
http://sondisantiagu.blogspot.com/2008/12/sobre-entrevista-do-hernani-e.html

Djinho Barbosa

João Branco disse...

Vão ler que vale a pena. Abraço, Djinho!

Anónimo disse...

desculpem...a expressão n teve intenção rigorosamente nenhuma para além de querer dizer exactamente q o hernani foi o director musical do disco... mais absolutamente nada!!!!!!por amor de deus!!!!!
já agora ao anonimo q se acha mais informado: O DISCO CHAMA-SE "NU MONDA" TEM A DIRECÇÃO ARTISTICA DO HERNANI E PARTICIPARAM "DOIS" DOS ELEMENTOS DO ARKORA...quem está mal informado...???
(como estou a detestar escrever este comentário pois está longissimo do espirito descontrído e construtivo que intentei nos outros comentários q fiz...)
só p terminar...adoro o disco nu monda do tcheka, acho o hernani fabuloso as experiencias do tcheka, princezito, hernani lindissimas e mais nao digo
+1vez:
abraçopeloblog e pela existencia de tanto artista a fazer kuzas sabi

Anónimo disse...

João,
Pessoalmente, não acredito em padrões inquestionáveis quanto à estética musical e outras coisas mais. É que nós somos frutos do nosso meio, do que aprendemos em casa, na rua, na escola, do que discutimos nos blogs, do que ouvimos, incorporamos ou filtramos, enfim do que concebemos/aprendemos como sendo “bom” ou “mau”. Mas é claro, que sigo critérios para avaliar qualquer música ou um músico, mas o mais importante para mim é o que me toca ou mexe comigo. Se calhar, como diria Fernando Pessoa no seu “O Banqueiro Anarquista”, isto tudo não passa de uma “ficção social”…
A musicalidade do Hernâni mexe comigo desde há muitos anos, assim como foi e ainda o é em relação às musicalidades do Humbertona, Orlando Pantera, Manel d’Novas ou Ildo Lobo. Discordo que no cd do Tcheka, “Nu monda”, haja alguma desarmonia entre Tcheka e Hernani, como referiu um anónimo. Pelo contrário, penso que há uma simbiose tremenda! Na minha óptica, é o melhor cd do Tcheka. Quanto às produções musicais, depende. O Hernani tem acertado nas produções, mas é claro que Princezito tem o seu talento. Lembro-me e digo sempre aos meus amigos que Pantera com uma guitarra e sua voz punha o pessoal vibrando, e emocionava-me profundamente. O Tcheka só com uma guitarra faz maravilhas. Mas temos de dar mérito ao Hernani e à percepção que ele da música daquele a que ele produz um disco. Ele ouve, e “lê” aquilo que vai no âmago da pessoa com ele está trabalhando. Aí reside um dos vários méritos dele.
Sou um grande admirador do Tcheka e do Hernani e é uma pena não os ver juntos outra vez. Mas, creio, que um dia hão de fazer concertos juntos. Certa vez Hernani disse que nos cds do Tcheka era como fazer uma comida cada um trazia para a panela os seus condimentos e faziam assim uma excelente “refeição”.
No meu entender, o cd do ano, embora saiu já no final de 2007, foi o “Badyo” do Mário Lúcio. Quanto às qualidades do Mário Lúcio e o seu cd já tinha feito um comentário num dos posts aqui do Margoso. Simplesmente genial! E é um dos meus discos predilectos. Sábado fui vê-lo (Mário Lúcio) no Cinema São Jorge, em Lisboa, e com uma banda mais composta que anteriormente apresentou-nos um concerto extraordinário.
Quanto ao artista do ano, sem dúvida: Hernani Almeida.
Em relação às rivalidades São Vicente versus Santiago: desde de criança nunca me soaram bem e nem faziam sentido. Talvez, o facto de ter crescido em várias ilhas ajudou-me a ver as coisas e Cabo Verde sempre de um outro ângulo. Perde-se muito tempo em discutir quem tem mais “cultura”, que é mais “culto”, mais não sei o quê…, em vez de apreciarmos as riquezas culturais, musicais, e outros ais, que existem na ilha vizinha do Fogo, da Brava, do Maio, ou de Santo Antão, São Nicolau, Sal, Boavista e até de buscar alguma inspiração em Santa Luzia. Músicos como Mário Lúcio e Vasco Martins tem mostrado o caminho, lembram-se do dueto Vasco Martins – Nácia Gomi? O Hernâni tem feito a parte dele aliando São Vicente e Santiago, de uma forma linda, descomplexada e sem precedentes na história da nossa discografia berdiana.
Que apareça mais pessoas investindo nos ritmos do Fogo (que são imensos) e que merecem ser explorados. Santo Antão também tem muitos ritmos musicais, Brava e Boa Vista têm uma morna diferente e muito boa além de outros ritmos, Maio tem uma Tabanka especial (para quem não sabe) e com excelentes compositores, enfim continuariam com mais alguns dados, mas fico por aqui… O que é preciso, na minha óptica, é não centrar mais num sitio ou outro mas, procurar mais variedades, mais intercâmbios entre músicos, conviver e conhecermo-nos mais uns aos outros.
A nossa diversidade é a nossa maior riqueza!
Kel abraço,
Ruben.

xaquitim disse...

Este tertúlia está gostosa mesmo. Das mais saborosas que já li aqui, entre outras coisas, porque vi elevação nos comentários discordantes e senti um servomecanismo a corrigir os "desvios" do espírito da coisa. Se calhar seria bom para nossos artistas, e aqui falo principalmente dos que normalmente tocam com instrumentação eléctrica, pelo menos uma vez na sua carreira fazerem um acústico (a exemplo os que a MTV faz com artistas "eminentemente electricos"). Quando mais não seja, pelo menos vai contentar os que gostam de um género ou outro e vai permitir-nos disfrutar outros sabores musicais.Abraços

Neu Lopes disse...

Bem visto, Ruben. Só não concordo com o Badyo. Gostei mais do anterior. Mas gostos são gostos e não se discutem. Quanto ao resto, bem visto.