Crónica Desaforada

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Apontar os males

1. Decorreu na cidade da Praia um evento, denominado Fórum Internacional sobre a Economia da Cultura organizado pelo Ministério da Cultura, que superou as minhas expectativas, o que nem era muito difícil que acontecesse porque, diga-se em abono da verdade, a falta de definição gritante na defesa pública, no diálogo e na aplicação concreta de uma política cultural do Estado, tem sido a principal marca deixada pela actual equipa que comanda os destinos culturais do Governo.

2. O Fórum trouxe, porém, algumas surpresas, várias confirmações e deixou muitas perguntas no ar. A maior surpresa foi, para mim, a inegável humildade política do actual Ministro da Cultura, em vários aspectos: no convite dirigido a um ex-Ministro da Cultura (de diferente cor política) para a preparação do documento de base do evento; na aceitação de uma quantidade considerável de recomendações, que mais não são do que, em muitos casos, um reconhecimento tácito da própria incompetência do Governo na execução de planos, políticas e medidas para a área da Cultura.

3. No evento, como eu suspeitei que pudesse acontecer, não se falou de "Economia da Cultura". A Economia foi o pretexto, porque as intervenções, os debates, as oficinas e as recomendações foram muito além da visão economicista da Cultura, e de forma inteligente centraram-se, sobretudo, no papel do Estado, na necessidade de uma redefinição da estrutura orgânica e orientações do actual Ministério da Cultura, aplicação de muitas medidas consideradas prioritárias e na necessidade, também urgente, de mudança de mentalidade dos próprios artistas.

4. Esta humildade política esteve mais patente ainda no discurso de encerramento do Ministro da Cultura, naquela que foi a melhor intervenção pública que já lhe ouvi, e já ouvi algumas. Em certos momentos da sua elocução, diríamos que estávamos a ouvir algum membro da oposição, propondo políticas claramente opostas àquelas seguidas nos últimos sete anos pela situação. Não é por acaso que a expressão que o Ministro mais repetiu nestes dias tenha sido "mudança de paradigmas". Espantosamente, vi-me a concordar com muitas das suas posições.

5. Confirmações também ouve algumas. A primeira foi a tremenda generosidade da classe artística convidada, que em termos gerais me pareceu muito bem representada, em vários domínios, com destaque para a música, mas com a excepção de algumas áreas de intervenção. Não se conhecem os critérios para a escolha dos presentes em cada área, e a verdade é que senti a falta de algumas figuras importantes, como os fundadores do Centro Nacional de Artesanato, representantes dos grupos de teatro mais activos, representantes da Universidade de Cabo Verde ou artistas plásticos e fotógrafos da nova geração, que tem tido alguma intervenção pública e até bastante crítica nesta área.

6. A segunda confirmação foi ter colocado a nu deficiências e mesmo alguma incompetência irresponsável de pessoas com cargos públicos, incompatíveis com tais modos de agir, sendo que os sinais foram claros e todos os conhecem: a forma quase insultuosa como foi montada e organizada a designada "Exposição de Arte e Cultura Cabo-verdiana"; a bandalheira que graça no Auditório (dito) Nacional, que não parece ter melhorado com a gestão privatizada (antes pelo contrário); a postura e o discurso da falta de apoio que parece ainda dominar parte substancial da classe artística nacional.

7. A terceira confirmação veio com o trabalho apresentado pela jornalista Teresa Sofia Fortes sobre Mercado de Artes em Cabo Verde, que embora tenha imprecisões facilmente identificáveis, é considerado pela própria autora apenas como um início de um estudo mais aprofundado, que se recomenda. Mas algumas das conclusões são importantes retratos da actual situação: artistas sem formação específica nas suas áreas; intervenções baseadas no empirismo; sentimento de abandono; confusões de conceitos, nomeadamente, entre formação, criação e negócio; falta de espaços de intervenção artística; desunião das diferentes classes artísticas; incapacidade total para potenciar talentos; necessidade de intervenção urgente do Estado em muitas áreas; etc. etc.

8. Ao longo dos dias senti um misto de esperança, desconforto e dúvida. Algumas questões urge serem feitas, a partir do momento em que o Ministro da Cultura assume publicamente as muitas recomendações feitas pelos artistas, técnicos, produtores e funcionários públicos presentes. Porque não entendi porque foram precisos sete anos para este Governo perceber que é fundamental auscultar a classe artística, receber subsídios e a partir daí, definir políticas, estratégias, modelos, paradigmas, enfim, o que lhe quisermos chamar. Independentemente dos nomes que damos a estas coisas, nós queremos é ter gente que faça. Que faça acontecer. Que inove e ouse.

9. A intervenção do Primeiro-Ministro foi improvisada e, mais uma vez, brilhante. Eu sei que o mal pode ser meu, já houve aqui quem me tenha acusado de gostar de dar graxa ao nosso chefe de Governo - como se ele precisasse disso para alguma coisa! Ou então sou eu que tenho tido sorte de apenas ouvir discursos bons, mas desta vez uma pergunta ficou-me a martelar na cabeça: faz sentido, depois de uma legislatura inteira e uma outra quase completa, ouvir um Primeiro-Ministro falar de necessidade da implementação de um Plano Estratégico de Desenvolvimento Cultural, no espaço de seis meses, quando ele deveria ter sido feito pelo menos há seis anos?

10. Está certo que mais vale tarde do que nunca. Mas se é preciso mudar de paradigmas, de políticas, de rumo, não seria bom também mudar de pessoas? Não são elas que definem e colocam em prática os paradigmas, as políticas e os rumos que todos sabemos não serem os mais ajustados? Não é estranho que é precisamente na vertente cultural, a área onde as chefias intermédias se mantém há mais tempo sentadas nas cadeiras do poder, Governo vai, Governo vem, Ministro vai, Ministro vem? Porque é que é tão difícil encontrar pessoas disponíveis para esses cargos? Trabalhar na aplicação das políticas públicas na área da cultura é mais perigoso ou complexo, do que fazê-lo em qualquer outra área?

11. Faz sentido ter como uma das propostas principais saídas deste Fórum a implementação de um Fundo de Apoio às Actividades Culturais, apresentado como uma grande novidade e espectacular inovação, quando na própria orgânica - oficial - do Ministério da Cultura, está referenciado um Fundo Autónomo de Apoio à Cultura, com um Conselho de Administração e um Director Executivo, mas que nunca existiu na prática, nunca saiu do papel porque, segundo está escrito no sítio oficial do Ministério, "não foi ainda dotado de meios humanos, materiais e financeiros necessários à sua estruturação e ao seu funcionamento"? Durante estes anos estivemos todos à Espera de Godot?

12. Tem alguma lógica aceitar e fazer referência pública à necessidade do Estado apostar mais nas infra-estruturas, apenas alguns meses depois de entregar a gestão do Auditório (dito) Nacional a um privado e preparar-se para fazer o mesmo em relação aos espaços do Palácio Ildo Lobo? Se a ideia é que o Governo construa e depois conceda os espaços para gestões com participações públicas e privadas, acho muito bem. Mas que o diga claramente. Ainda assim, continuo a pensar que há algumas estruturas que, pelo seu forte pendor simbólico e por deverem servir como instrumento da execução das políticas governamentais, não deveriam, de forma nenhuma, serem abertos a modelos privados de gestão. A Biblioteca Nacional, o Auditório Nacional ou o Arquivo Histórico Nacional estão, claramente, neste grupo.

13. Termino lembrando que uma das intervenções mais aplaudidas no Fórum, no último dia de trabalhos, foi a de um jovem artista da ilha do Fogo, que pediu a todos os presentes para que, quando regressassem às suas ilhas e às suas casas, gastassem algum do seu tempo para "pensar no que aqui se passou e na melhor forma de nós próprios, como artistas e cidadãos interessados e responsáveis, dar também a nossa contribuição", para a melhoria do estado da Cultura, e da cultura do Estado.


Com esta crónica, espero estar a cumprir esse desiderato.


Mindelo, 25 de Novembro de 2008




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19 comentários:

Cesar Schofield Cardoso disse...

Eu só acho que deves começar a decidir se este Ministério da Cultura é imcompetente ou não, se o sector da Cultura nunca esteve pior desde a independência ou não, se o Ministro anda a desperdiçar os 1,2 ou 3% do Orçamento (uma pipa de massa, a propósito) ou se os anda a investir, se todas as benesses que ele, enquanto membro do Governo, usufrui é justo ou não, se ele devia aproveitar a sua posição previligiada para defender um pouco mais a questão da língua (a primeira e a segunda), se ele tem feita a melhor gestão do património arquitectónico cultural ou não, se ele tem apresentado um único projecto que seja que valha a pena esse optimismo pegado da tua crónica.

Eu digo-te, se fosse na minha empresa, em que somos medidos todas as semanas, este Ministro já estaria na rua no primeiro ano. Enquanto Linguísta ele prestou um grande serviço ao país, com o risco de já estar desactualizado, mas enquanto gestor público ele não tem os requisitos, um dos quais, o principal, a capacidade de diálogo. Devias conversar com os seus colaboradores directos para perceber este aspecto.

Humilde?! Por favor!

Teatrakacia disse...

Até parece que vivi, pelo menos, uns quinhentos anos! Tantas são as 'novas largadas' do género a que assisti...
Felizmente, ainda restam esperanças!

João Branco disse...

César, é só isso que tens a dizer sobre os 13 pontos desta crónica? Sinceramente, esperava mais de ti! :)

Cesar Schofield Cardoso disse...

João, tenho de ter cuidado para não misturar o meu apreço pelo teu/vosso trabalho no Mindelact e o desacordo total quanto à tua posição. Este Ministro precisa sair e não há mais, não há menos. Este Governo foi ausente da política cultural e só não cai porque Governo nenhum no mundo cai por causa da Cultura. O Ministro da Cultura e o Primeiro-Ministro precisam ser ridicularizados de toda a vez que se armam em poetas. Governos não precisam de poemas, diga-se de passagem, de mau nível; precisam de acções.

Governo/Política Cultura: 0 (ZERO)

Não esperes mais de mim. A minha posição é clara.

Anónimo disse...

Bem, assisti a quase todos os dias do Forum e confesso que até eu fiquei surpreendida, pelo menos com o dinamismo e, de facto, o empenho com que artistas, agentes, produtores e gentes de instituiçoes culturais e de desenvolvimento cultural e interessados pela cultura em geral. Gostei de ver sim, que têm força de vontade e pelo menos mostraram interesse em trabalharem em conjunto. Acho que esse é um dos pontos mais cruciais - trabalhar em conjunto, unidos e nao cada um para seu lado.

Joao, tens razao em muitos pontos, como por exemplo, há seis anos, há muito que já deveria existir um Plano Estratégico para a Cultura, é verdade.

Acho que agora, temos que colocar maos à obra, mesmo!!!Arregaçar as mangas. Nao vale a pena chorar sobre leite derramado. Vamo-nos concentrar em mudar realmente os tais "paradigmas", em colocar as directrizes em prática. Nao é fácil, mas também nao é impossivél.

Já agora César, compreendo o que queres dizer. Mas diz lá, neste momento qual era a pessoa indicada, no teu ponto de vista, para comandar os destinos da Cultura em CV?
Qual era a tua soluçao?
O que propoes tu?

Abraço pouco Margoso

João Branco disse...

Cesar, desculpa lá, esta discussão não tem NADA a ver com o Mindelact. Não sei onde foste buscar essa ideia.

A tua posição é muito clara, sem dúvida. Mas eu não questiono a tua posição. Questiono a forma como (não) leste esta crónica.

Escrevo no ponto 10: «Está certo que mais vale tarde do que nunca. Mas se é preciso mudar de paradigmas, de políticas, de rumo, não seria bom também mudar de pessoas? Não são elas que definem e colocam em prática os paradigmas, as políticas e os rumos que todos sabemos não serem os mais ajustados?» Não estaremos a dizer mais ou menos a mesma coisa por palavras diferentes?

Abraço

Anónimo, também senti uma energia positiva, mas os meus lamentos, aqui descritos, mantêm-se todos. Que os nossos artistas são generosos, já todos sabíamos. Foram eles que fizeram a (boa) cultura e a arte que temos hoje.

Cesar Schofield Cardoso disse...

João a referência ao Mindelact é para evitar qualquer ideia que a desmereço, como quando digo que não é um movimento, é uma resistência. Mas era só à cautela.

Quanto ao teu ponto 10, todos já sabemos que é preciso mudar de paradigmas, mas temos uma enorme dificuldade em CV de dizer que fulano de tal não serve e deve sair. MV deve sair.

Anónimo, fazes a pergunta como se não houvesse alternativa a MV. Se não temos alternativa, então acabamos com o Ministério da Cultura, que não é descabido. Mas, felizmente, alternativas há, é só uma questão de elencar. Assim, de repente ocorre-me um GRANDE nome: Corsino Tolentino. Olha, felizmente que fizeste a pergunta; a partir de agora vou passar a elencar os nomes que acho que podiam ser MC.

Por falar em movimento, se toda a gente (artistas, produtores, promotores, etc) se levantar em uníssono e disser: MUDANÇA, então passarei a acreditar que a sociedade CV tem capacidade mobilizadora. Mas isso é que eu queria ver.

João Branco disse...

Entendido, César. E digo-te que gostei mais deste comment de agora.

Queres que te faça uma inconfidência: sei, de fonte segura, que na altura que o nosso actual MC teve graves problemas de saúde, sei que foram sondados VÁRIAS personalidades, do mesmo peso daquele que referes, para uma eventual substituição. VARIOS. Todos RECUSARAM. Pura e simplesmente. Parece que muitos continuam a considerar o MC um ninho de sampê, onde ninguém quer entrar...

E tu, aceitarias um eventual convite? :)

Anónimo disse...

Mas o JB não ainda não percebeste que quando os Governos não sabem o que fazer lançam a ideia da necessidade de um Plano Estratégico para empatar e parecer que se faz? Mas isso nós copiámos nos nossos amigos tugas que produzem documentos e mais documentos, gastam fortunas e ninguém sabe para o que servem, a não ser para "empatar" a opinião publica.
Ana

Cesar Schofield Cardoso disse...

Olha, valor lá no propor como equipa do MC: eu, tu, Abraão, Bento Oliveira e todos os outros. Faríamos grandes mudanças: para começar pintaríamos as paredes cinzentas do Palácio de Governo de cores mais "artísticas"; poríamos uma moldura mais bonita à fotografia do Presidente da República; arranjaríamos uma musiquinha de fundo em todo o Palácio para tornar as pessoas mais alegres; no intervalo das intensas sessões de trabalho, podíamos servir um "lanche cultural", ou seja, cuscus, queijo branco, groque e pontche;...enfim, quantas mudanças podíamos introduzir na política cultural deste país?!

Aceitas o convite para o meu assessor? Carro de estado, gasolina, subsídio de casa, telefone, subsídio de cuecas, 15 salários,trabalho a meio período, ou a um quarto ou outras regalias mais. Que tal?

Neu Lopes disse...

Eu aceitaria. Ao menos imortalizaria a música do Vlú.

Anónimo disse...

lolllllllllll, boa pergunta joão - é incrível como o césar é tão sensível à críticas e ao tom com que as pessoas falam com ele e não é minimamente cuidadoso com o tom agressivo, arrogante e prepotente. Adorava que ele fosse o MC... se calhar ficaria mais humilde...

(não que eu não tivesse demitido o actual há muito tempo... mas achei a tua crónica tão respeitosa e profunda que o tom do césar agrediu até as minhas convicções mais radicais...)

João Branco disse...

Finalmente, parece que esta conversa está animando!

Ana, pode até ser; mas eu é que não vou ficar de braços cruzados.

César, nessas condições, nunca aceitaria participar nessa orgia cultural! Hahaha

Neu, tu nem sabes no que te metes...

Anónimo, é o estilo dele, e Cabo Verde precisa de pessoas assim. Sem papas na língua e capazes de mandar tudo à merda, quando for preciso. Mas concordo contigo quando dizes que a reacção dele para com este texto foi demasiado "ao de leve"

Cesar Schofield Cardoso disse...

Anónimo, és um cidadão consciente? Acompanhas a gestão do Estado? Pagas impostos? Já fizeste as contas de quanto é que o Estado subtrai-te ao teu rendimento? Sabes quanto significa em milhões de escudos CV 3% do orçamento do Estado?

Agressivo é gestão do Estado. Arrogante e prepotente é quem acha que pode viver às custas do Estado (nós) durante anos a fio, sem que isso chateie alguém. Pois Anónimo, isso chateia terrivelmente. O MC não tem nadinha de coitado. Anda num grande jeep do Estado e vive melhor que a maioria de nós. E porquê? Se fosses accionista de uuma empresa (e és do Estado) aturarias um gestor que te delapida assim a empresa?

Anónimo, é preciso ter consciência de Estado. E é preciso ter consciência de si também. Eu não poderia ser MC porque não tenho bagagem para tal. Humildade?...A minha versão de humildade é: apresentar IDEIAS e resistir a tentação de apontar dedo às pessoas. Dizes de convicção profunda. Que tal a apresentares em vez de me chamares de agressivo, prepotente e arrogante? Sabes o que significam essas coisas?

João, ao de leve??

João Branco disse...

Não entendi... Ainda está cedo, só pode!

Anónimo disse...

Eu tb não entendi..., mas definitivamente, apesar de ser, euzinho, um dos maiores críticos deste governo... considero a tua argumentação incipiente, superficial e imatura, oh césar! Basta olhar a avaliação que fazes no teu blogue... não basta criticar, há que saber para fazê-lo - criticas de forma completamente supérfula! Há que estudar, há que estar a par, há que estar no terreno. (não basta ler a semana e ver o jornal nacional, meu caro).
Adoro a forma como o joão e o abrão abanam as consciências e é esse tipo de críticas que são necessárias.

E sim, sou um cidadão activo, crítico e consciente - e repito, o que merecias é que te dessem uma pasta, para ver se sabes o que é trabalhar!

Cesar Schofield Cardoso disse...

Anónimo, para já ajudava não seres anónimo, para poder saber quem és, até que ponto estás no terreno mais do que eu, até que ponto fazes mais do que eu. De qualquer modo, não creio que te venhas a revelar, a crer pelo teu tom.

Infelizmente és mais uma daquelas pessoas que gosta de se esconder atrás no anonimato, atacando caras e não ideias. Aos adjectivos que mereci da tua parte, juntaste mais uns tantos: incipiente, superficial, imaturo. Pena que insistas em não mostrar as tuas ideias maduras, profundas e fundamentadas, para que as possa refutar também.

Já agora, o que tem a minha avaliação do Governo? Ou será que um cidadão precisa cumprir determinadas regras a avaliar o Governo? É por isso que dizem que Democracia não existe, enquanto não existir cultura da democracia.

Estou tentando mais uma chance contigo. Repara que em nenhum momento dou-te adjectivos. Prefiro esperar as tuas ideias e aí darei adjectivos às ideias e não à pessoa, que é anónima ainda por cima.

Estou coleccionando os adjectivos: agressivo, arrogante, prepotente, incipiente, superficial, imaturo...há mais?

Cesar Schofield Cardoso disse...

Merecia uma pasta então? AHAHAHAHAH

Essa é boa. Toma lá uma pasta de Ministro para aprenderes! AHAHAHAHAHAHAHA

Realmente, a crer pelos ataques ao Governo, deve ser um castigo ser Ministro.

João Branco disse...

O Cesar, desde que se viu com os cojones do MC na mão, via Hiena, anda mais eufórico. Perfeitamente justificado! hehehe