Um Café Curto com Poesia

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Pois é: segundo se pode ler no site 20 minutos aquela famosa expressão romântica "se quiseres até te dou a Lua", deixou de ser totalmente platónica e passou a ser uma possibilidade real. É que o extravagante e milionário russo Román Abramóvich acaba de oferecer à sua noiva, Dasha Zhúkova, 40 hectares da superfície lunar. Um terreno perfeitamente visível da superfície da terra, com o recurso a um telescópio minimamente potente.

E um dia, o feliz milionário, poderá declamar com propriedade:

      "Se fitas os céus
      Garota e seminua
      Verás Columbina sentada entre os cornos da Lua.

      Quantas vezes não vistes o seu olhar abstracto
      Nos fosfóreos vitrais das pupilas de um gato?"

(Excerto de "Máscaras" de Menotti del Pichia)
Imagem: "Amantes ao Luar" de Marc Chagall




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4 comentários:

Joshua disse...

hehehe também eu gostava de ter um bocadinho da lua

João Branco disse...

É só namorar com um multimilionário! :)

Virgílio Brandão disse...

Josua, há muitas formas de ter a Lua, acho... Mas essa, podes ficar mesmo pelo desejo, ainda que o milionário fosse o Rockefeller.

João, o que te referes aí não pode ser verdade. O Román Abramóvich é tudo menos tolo. Esse é mais um dos muitos esquemas – ao nível internacional – de sacar dinheiro a alguns incautos. E, é verdade, vende-se títulos de propriedade... mas falso e inválidos. Nem vos aborrecer-Vos com as questões jurídicas sobres as formas de aquisição e de consolidação da propreidade (através do registo).

Bastará dizer-Vos que a Lua, os demais corpos celestes e os fundos marinhos e seus recursos são Patrrimónio Comum da Humanidade (regime jurídico que defendo para a Amazónia) e são inapropriáveis seja por quem for.

Isto é, a Lua e toda a sua superfície não é objecto de comércio, não pode ser comprado nem vendido. Isso está expressamente interdito na Convenção Internacional da ONU sobre esta matéria.

Isto é, Román Abramóvich ou enganou a namorada ou foi enganado. Ou então a notícia em si é uma mentira ou mentirinha bonita. Mas, vendo as coisa de forma mais romantica, não há mal em fazer uma oferta dessas, pelo simbolismo de quem não tem a Lua na alma mas pensa poder comprá-la como que tem no bolso.

Ah, mas isso, a ser verdade, pode custar caro ao milonário (não fosse ele um espertalhão, como o «comprador de diamantes» de que ouvi falar algures)... se ela decidir ir até à Lua ver a sua «propriedade» e disser:
- Amor, levas-me a ver os meus 40 hectares de Lua?

Aí sim, Loreta t´sentâ pel...

Dia bom

João Branco disse...

Virgilio, também pensei nisso, mas olha que com o milionário russo tudo é possivel! :)