Piada Margosa

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«A Igreja Universal deixou de ser uma igreja e passou a ser uma empresa, que coloca os bens materiais acima dos ensinamentos de Jesus Cristo.»

Pastor Marcelo Abrantes, ex-chefe da Igreja Universal do Reino de Deus, em Cabo Verde


Ah Ah Ah!



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10 comentários:

Benvindo Neves disse...

Ontem, ao ler isso no Expresso das Ilhas, um amigo meu exclamou: "Ja's descubri Brasil!", que é como quem diz em tom irónico: "grande Novidade!"

Hehehe

João Branco disse...

Pois. Devia estar careca de saber como funciona...

Kuskas disse...

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Eu me pergunto quando é que essa Igreja foi Igreja, para poder agora se transformar em empresa!!??!?!?!

Eu lembro-me quando chegaram cá em 1992/93 e que após o culto o pastor dizia com o sotaque carioca " irrmãos agora vamos fazerr a oferenda a JESUS." Metia a mão no bolso tirava uma nota de 100 escudos e continuava " Jesus nosso senhorr quer uma nota como essa. JESUS NÃO gosta de moeda"

PS: deves estar a perguntar se já fui fiel dessa Igreja. Nunca fui, mas quando andava a estudar no liceu, na falta de coisa melhor, quando tinhamos "panca" ia ao cinema Tuta ver o que de tão bom havia naquela igreja, que fazia autenticos REBANHOS de gente irem lá

gilia disse...

Curiosidade: A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é uma igreja cristã protestante de tendência neopentecostal fundada no Brasil, onde sua atuação é mais conhecida. Ela é presente em vários países, tanto nos de língua portuguesa quanto nos demais. Trata-se de uma instituição polêmica, devido ao fato de sua teologia, seus atos, posições sociais e morais, bem como métodos de trabalho serem duramente criticados, tanto por leigos quanto por adeptos de outras linhas religiosas, inclusive católicos e outros grupos cristãos. A sua sede mundial, o Templo da Glória do Novo Israel, está localizada no bairro de Del Castilho, no Rio de Janeiro. Outra sede da igreja é o Templo Maior de São Paulo, localizado no bairro paulistano de Santo Amaro. Atualmente, a Igreja Universal do Reino de Deus está presente em mais de 172 países pelo mundo (até 2007, de acordo com a IURD).

Dízimo e ofertas
A alegação de que a IURD "exige" de seus membros contribuição financeira descabidamente elevada é uma das acusações mais comuns dirigidas a esta. Os críticos da IURD fazem acusação de que o percentual mínimo de 10% é muito alto e alegam que tal dízimo seria exigido, contudo seus defensores afirmam ser um pagamento voluntário.

A forma como a IURD pede dinheiro costuma chocar aqueles que não são seus membros. Mesmo entre estes há quem concorde com a afirmação de que ela possivelmente provoque em algumas pessoas um constrangimento que induza a contribuição. Entretanto, não há formalmente exigência ou cobrança de valores por parte da igreja, nem há concordância de que membros que supostamente contribuam com menos do que a igreja espere sejam preteridos na congregação ou excomungados.

Os críticos da IURD também costumam questionar a motivação para a contribuição. É comum que a IURD, tanto em seus templos quanto em programas de difusão aberta por rádio e televisão, associe o dízimo e ofertas voluntárias adicionais a retribuições e graças materiais da parte de Deus para com aquele que contribuiu. Para os críticos, em especial os religiosos, as passagens bíblicas que garantem que Deus abençoa aqueles que voluntariamente contribuem não especificam a natureza material ou imaterial de tais bênçãos.

Críticas ao dízimo, no entanto, são subjetivas. Para a Igreja Universal, a fidelidade nos dízimos e nas ofertas traria bênção material (com base em Malaquias 3.6-12 e Gênesis 13.2). Segundo eles, o dízimo pode ser um ato de culto (Mateus 23.23). E mesmo a posição de que a promessa de retribuição de Deus à contribuição não seria necessariamente material dá espaço à possibilidade de ser material, porque haveriam passagens bíblicas que assim o afirmariam (Provérbios 3.9,10).

A IURD considera o "sacrifício financeiro" como algo sagrado. Costuma usar o livro de Actos capítulo 5 para fundamentar sua postura...

Sisi disse...

Desde qdo ñ foi? hahahahah

João Branco disse...

Bem, anda por aqui gente muiiiiiito bem informada! Xiiiii...

Virgílio Brandão disse...

Gente,
não sei o que o Pastor sabia (os sabe) da IURD, mas uma coisa parece não saber ou se «esqueceu»: a IURD, segundo os seus Estatutos originais – devidamente «registado em cartório», como dizem os nossos manos brasileiros, é uma sociedade civil e com fins lucrativos; ou seja, é uma empresa.

O Estado brasileiro permite essa figura jurídica às igrejas ou denominações religiosas.

A questão do dízimo é uma questão falaciosa que tem sido usada para denegrir a imagem da instituição (que fique claro que, do ponto de vista teológico, discordo de grande parte dos ensinamentos e das práticas da IURD, assim como de muitos dos seus métodos - noemadamente a paganização eucaristica e a introdução de rituais típicas do espiritualismo, para não dizer do espiritismo e do folclore religioso brasileiro de origem africana), pois é um ensinamento bíblico que, em tempo até foi imposto imposto (passe e pleonasmo) pelo Estado e entregue à igreja católica e, ainda hoje, é prática corrente em todas as igrejas de matriz evangélica.

A Igreja Baptista, Nazareno, Manã, dos Irmãos, etc., todos a praticam; mas parece que só a IURD a faz.

Talvez o faça de forma mais «insistente» ou «persuasiva»... e, o que o pastor não disse, os líderes da Igrejas terem de alcançar metas financeiras impostas pela Administração central da instituição.

O ensinamento tem os seus fundamentos nas palavras do profeta Jeremias (o último profeta antes de João Baptista) que diz: «Trazei todos os dízimos à Casa do Senhor, para que haja mantimento na minha casa; provai-me nisto e vêde, diz o Senhor, se eu não abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal que dela vos advenha a maior abastança» e das palavras de Jesus no Evangelho de Lucas (este, médico e historiador, escreveu o seu evangelho com base historicista) que diz:
«Dai e ser-vos-á dado, boa medida recalcada, sacudida e transbordante vos deitarão no regaço, porque, com a mesma medida com que medirdes, vos medirão a vós».

Tal deu origem à «doutrina da prosperidade», cujos pais são Kenneth Hagin, Jerry Savelle (engraçado, ainda no fim de semana passado, vasculhando alguns caixotes de livros, encontrei um dos livros mais expressivos dessa doutrina: «Godly Wisdom for Prosperity», de Jerry Savelle), Kenneth Copeland, o insuspeito Oral Roberts, Lester Sumrall (falecido mas com o ministério, a LESEA global em expansão) – são essencialmente, pastores (a maioria migrou para «apostolo»; mas esta é outra questão) com discípulos profícuos como o sul africano Ray McCauley (mentor do moçambicano Jorge Tadeu, da Igreja Manã que introduziu a doutrina em Portugal, em 1984), Paul Yonggi Cho (o mais bem sucedido pastor da história moderna, com uma igreja de mais de 300.000 membros e que, «iluminado» por Deus mudou o nome para "David" Yonggi Cho...) ou o bispo Edir Macedo do Brasil.

Este, encontrei-me com ele em 1998. De passagem por Brocton, MA, quando, passeando por uma paralela à Montello St., vi um cartaz anunciando a pregação do homem – era, para surpresa minha, a IURD atacando no berço da sua doutrina preferida.

O grande apóstolo desta doutrina, neste momento, é o tele evangelista Creflo Dollar (o negro mais bem sucedido da América, depois de Martin Luther King, no contexto religioso – claro está) que anda, imaginem lá, de Rolls Royce, «in Jesus name», of course!

Esta nova casta de doutrinadores, conviveram com outros «monstros» do movimento evangélico norte-americano, como TL Osborn (um pregador extraordinário!), W.E. Kenyon («What Happened from the Cross to the Throne» é um dos livros cristãos mais profundos escritos nos últimos dois séculos, e não conto este bebé em que estamos; um livro que não tenho dúvidas em colocar ao nível de «O Peregrino» de John Bunyan), Smith Wigglesworth, Billy Graham, etc...

Isso para ficar pelos bons e não falar de figuras como Jimmy Swaggart (o «anjo caído») e o escandâlo sexual que o destruiu e acabou por revelar outros pecadilhos como talheres de ouro e sanitários forrados do metal amarelo...

O problema, ó boa gente, é que – como dizia o bom do Mestre Jesus, O Cristo, é que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Seja na Igreja ou fora dela! O problema é que muitas destas «igrejas» aproveitam-se das necessidades (espiritual, física e material – por esta ordem) das pessoas para nadarem em dinheiro e viverem uma vida de nababos enquanto o povo sofre.

Existem, é claro, excepções – como o trabalho social, académico e cientifico até da Oral Roberts Ministries (tirando algumas patetices com o que dizia nos anos oitenta: que os «Strunfes» eram obras do Diabo e que as crianças cristãs não as deviam ver, sob pena de ficarem sob influência de Satanás), o trabalheiro evangélico e conselheiro de Billy Graham junto de George Bush Pai e Ronald Reagan aquando da sua estadia na Casa Branca ou da LESEA global – na actualidade, depois de uma mudança de «filosofia» da sua ajuda ajuda humanitária aos países pobres.

É um mundo complexo, em que a fé sincera luta constantemente com a tentação de ser ter muito dinheiro disponível; como na política, é muito fácil esquecer o fim e ir-se vivendo o meio.

O problema de base da IURD não é se ter tornado uma empresa; o seu problema é ser uma empresa; mas não para salvar almas, é para angariar dinheiro para alguns (poucos) pastores viverem anafadamente e transformar a igreja na «maior do mundo» e mostrar aos demais que o bispo Macedo é um «grande» homem de Deus.

Quando oiço essas coisas (e penso nestas formas de ver o Evangelho) lembro sempre de um livro que li há já alguns anos: «O Discípulo» de Juan Carlos Ortiz (um belo livro, de leitura obrigatória para quem se interessa por questões espirituais) e onde o autor diz que «quem é grande, não é um homem de Deus; e quem é um homem de Deus, não é grande». Tão simples como isso.

Agora, para terminar, uma coisa é certa: as pessoas negoceiam com Deus (people trade with God - gosto desta palavra «trade», tem um sentido mais profundo) quando entregam os seus dízimos e as suas ofertas alçadas nas igrejas; esperam que Deus retribua de volta, «boa medida, recalcada, sacudida e transbordante...», como diz o Evangelho.

É, um pouco, a história das «cartas da Nigéria», das lotarias ganhas sem te ter jogado! «De que se queixa o homem? Queixa-se dos seus próprios pecados», diz bem o profeta Jeremias. O pastor que se queixa da transformação da igreja, deveria ler mais a Bíblia, nomeadamente, deveria ler a o Capítulo 12, versículo 2 da Epístola de S. Paulo aos Romanos.

João, sorry pela dimensão escandalosa deste comentário!

Abraço fraterno a todos.

PS: Vão, por exemplo, à Igreja do nazareno no primeiro Domingo do mês e verão se não são distribuídos uns envelopes pelos crentes ou se estes não os levam... São para os dízimos! E os pastores sabem quem são os «dizimistas»! Ah, pois...

João Branco disse...

No fundo, corrige-me se estou enganado, o que estás a dizer, é que tudo isto é mas é uma grande aldrabice. Eu sabia, mas não de forma tão sustentada!

Abraço

Olga disse...

Acho que sempre foi uma empresa. É uma vergonha como se apreveitam da fraqueza e pobreza humanas. Bem, se calhar tem de ser assim, se a condição humana assim o permite.

Virgílio Brandão disse...

João,
usando palavras biblica: «Tu o dizes...»

Olga,
não é por acaso que a IURD prolifera nos países e entre as comunidades pobres e pessoas com dificuldades conjunturais.

A condição humana, na expressão cristã, demanda solidariedade não exploração. Não tem de ser assim; o deontos é outro: não deve ser assim!

Abraço fraterno