Tertúlia dos Mentirosos 24

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Rumo ao Desconhecido


A ânsia de conhecer lugares novos levara-o a percorrer o mundo todo. Não havia canto do planeta onde um dia não estivera.

Envelhecido, finalmente fixara-se na sua cidadezinha natal.

Ali, entediava-se, quando uma forasteira a cavalo o abordou:

– Há um lugar que você ainda não conhece. Quer vir comigo?

Não pensou duas vezes. Montou na garupa e com ela partiu. Na pressa, nem percebeu que seu corpo ficava para trás.



Wilson Gorj in «Sem Contos Longos»




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6 comentários:

Teatrakacia disse...

Uma maneira bem feliz e poética de falar da 'hora da morte'. Uma partida feliz... para a 'vida fora da matéria'. Rumo ao desconhecido.

João Branco disse...

Eu, pessoalmente, adoro este texto. Não é o desejo de muitos? Morrer sem chegar a perceber o que aconteceu...

Anónimo disse...

Olá João,
Realmente uma forma muito poética de descrever o momento tão temido (eu pessoalmente temo-o que só...).
Boa semana
Nude

João Branco disse...

Nada como colocar um pouco de poesia no que tanto tememos...

lumadian disse...

Não só tememos, como temos curiosidade de saber o que há para além...
Esta é uma forma doce e suave de falar na morte.

João Branco disse...

Sem dúvida!