Moeda Cafeana I

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Cara: Nelson, jovem nascido e criado na ilha do Sal, até aos 17 anos de idade, hoje futebolista consagrado, afirma no seu site oficial: «Apesar de hoje ser português reservo o maior carinho pela minha terra Natal. Sempre dentro do meu coração, Cabo Verde é uma terra linda que gostava de vos dar a conhecer um pouco.»

Coroa: Nelson, jovem nascido e criado na ilha do Sal, até aos 17 anos de idade, hoje futebolista consagrado, segundo o Semana Online, «recusou vestir a camisola do seu país. O rapaz que ainda há um par de anos calcorreava os campos pelados da sua Palmeira natal, prefere representar Portugal.»

Comentário cafeano: confesso que, quanto a este assunto, estou dividido e não tenho opinião fixa. Eu, por exemplo, hoje se fosse um desportista famoso no xadrez, txintxon ou matrecos, não hesitaria um segundo em representar Cabo Verde numa grande competição internacional. Só não seria por motivos financeiros, certamente. O que também não quer dizer que seja este o caso do rapaz de Palmeira.




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8 comentários:

Teatrakacia disse...

O que me entristece aqui, não é o Netcha preferir... nem o outro Nelson, este Évora, a saltar por Portugal. O que me entristece é saber o porquê disso tudo: o nível do país não permitir aos seus filhos singrar na alta competição.

Eileen disse...

Para mim é mais fácil ter uma posição, João, porque vivo na pátria e o que penso é que, por dinheiro, eu jogaria em qualquer equipa, mas dinheiro nenhum me deveria fazer voltar costas à selecção do meu próprio país.

João Branco disse...

Tchá, acho que é isso mesmo.

Eileen, e se não for por dinheiro? Mas sim porque esse outro país te deu tudo, ou quase tudo, o que tens hoje: companheiro(a), filhos, realização pessoal e profissional, etc. etc.? Sabes, eu, mais do que ninguém, não tenho o direito de julgar este e outros casos. Nasci num país que nunca foi o meu - França - tenho familia, memórias e lições num país que também é meu - Portugal, mas é aqui que me sinto em casa, este é o meu país, Cabo Verde. Porquê? Porquê? Serei eu, também, um traidor?

Bé disse...

"Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo." Sócrates.

João Branco disse...

Somos todos hoje um pouco «cidadãos do Mundo», mas isso não invalida, e em muitos casos até reforça, sentimentos de nacionalismos e amor à(s) Pátria(s).

Sisi disse...

O Tchá tem uma certa razão...há que saber porque é que o Nelson "virou as costas para a selecção de CV". Quando ele ainda era "um ninguém" CV ñ o deu o devido apoio, ele encontrou este apoio em portugal, sendo assim convocado para a selecção portuguesa júnior. Deste modo,o talento dele foi reconhecido em Portugal e passou a jogar nas grandes equipas como o Benfica. Qdo já conhecido e com um nome no futebol, vem CV querer vê-lo na nossa selecção, só que ele, mesmo que quizesse, ñ o podia fazer porque já fazia parte da selecção portuguesa desde a categoria júnior. Por isso, quem deveria ter vergonha era governo de CV, e começar a apoiar mais os seus desportistas.

lumadian disse...

Sinceramente nos dias que correm, esta discussão de é de cá ou é de lá, não me parece que tenha muito sentido. O mesmo se passou com Nelson Évora (que nem nasceu nem em Portugal, nem em Cabo Verde). Nelson não deixa de ser de Cabo Verde por jogar na selecção Portuguesa. Nelson já fez o percurso na selecção sub 21 de Portugal. Em termos profissionais, parece-me óbvio que estando na selecção Portuguesa, poderá estar em palcos que não estaria se jogasse na selecção de Cabo Verde.
Mãe não é só a que dá à luz, mas também a que cria.
Mas o que sobressai de positivo, é que os Cabo Cabo-Verdianos em Portugal se sentem em casa.

João Branco disse...

Concordo!