Perguntas Cafeanas

6 Comments



Porque é que continuamos a viver em Cabo Verde como se nunca fosse chover sabendo que quando chove a sério ficamos sempre com as cidades num estado lastimável?


À melhor resposta, ofereço um café




You may also like

6 comentários:

CRA disse...

Porque está na nossa natureza de caboverdiano sermos assim, sem acção, apenas observadores...
O meu chefe diz sempre que se o empregado não reclama, não manifesta a sua insatisfação, ele, o chefe, parte do princípio que está tudo bem.
Não basta meia dúzia de pessoas a falar, é preciso que uma maioria da população manifeste, reclame os impostos que paga todos os meses.
Nude

Bé disse...

quando iniciei o meu estudo em literatura africana, lembro me de ler um livro do Germano de Almeida, O dia das calças roladas...e ter ficado com a ideia (como portuguesa) que em Cabo Verde se espera desde sempre ansiosamente pela chuva...tenho a imagem de um povo que festeja a chuva que cai...mas realmente sem infra estruturas que possam suportar os efeitos da agua é dificil receber a pobre chuva da melhor maneira...

Sisi disse...

Porque em CV no que toca a chuva (e ñ só) as pessoas são como São Tomé...precisam ver para crer e antes disso acham perda de tempo e dinheiro fazer qq coisa para prevenir.

João Branco disse...

Sisi, ESSE é o problema. Ver, vê-se, todos os anos o que acontece, quando a chuva cai. Mas prevenção para que de uma próxima vez não aconteça o mesmo? Ai é que a porca torce o rabo. Vem as novas chuvas e lá se conclui que nada se fez de novo. E a cidade - ou partes dela - tem que ser praticamente reconstruidas...

Teatrakacia disse...

Foi bem verdade a ideia secular de um povo 'à espera da chuva'. Mas foi! Foi para uma grande maioria de cabo-verdianos. Também é preciso não esquecer que continua a sê-lo para quase todos os homens e mulheres que vivem da agricultura. Só que a realidade impôs uma quase-certeza: 'em CV não chove!!!' Aos poucos os CV foram acreditando nessa 'quase-certeza'. Uma 'quase-certeza' que impõe também a falta de atitude no não levar a sério a hipótese de chuva, e de drenagem, de infra-estruturação, de programação, enfim, do levar à acção as ideias/necessidades nesse domínio.

João Branco disse...

Tchá, quando te candidatas a vereador? hehehe